terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

ENSINO em Portugal; o que aí vem?!

Cortes em algumas disciplinas, disciplinas semestrais, avaliação diversificada (…)
Estamos na antecâmara de mudanças significativas no ensino em Portugal, uma alteração profunda que vai afetar não só currículos mas também a forma como os professores trabalham e avaliam os seus alunos. A primeira dúvida que me ocorre é até que ponto a capacidade adaptativa dos professores é suficiente para uma mudança tão profunda? Não é uma crítica, é uma constatação... a desmotivação, o cansaço e a formatação de base que a classe exibe, mostra que a mesma precisará de tempo para se adaptar.
A resistência à mudança, a resistência a fazer algo diferente é garantida, seja pelos bons ou maus motivos...
A entrevista que fiz ao Secretário de Estado João Costa, deixou pistas relevantes do que aí vem. Se somarmos o que disse o Ministro da Educação, 2017 promete ser o ano de uma profunda reforma. A questão que se coloca, é se é esta a mudança que a escola quer e precisa?
Ficam algumas pistas:
AVALIAÇÃO DIFERENCIADA, AVALIAÇÃO TRANSDISCIPLINAR
A avaliação deve estar ao serviço das aprendizagens e não o contrário. Para isso, é preciso centrá-la na sua dimensão formativa, o que implica diversificar cada vez mais os instrumentos de avaliação: um ensaio, um projeto interdisciplinar de aprofundamento de temas, ou até um trabalho de robótica ou de interação entre arte e ciência é um instrumento de avaliação muito mais (in)formativo do que um teste escrito, que é, por natureza, limitado no que consegue avaliar. Numa lógica transdiciplinar, podemos identificar, entre diferentes disciplinas, trabalhos comuns que exploram conteúdos e competências de cada uma das áreas e que constituem instrumentos de avaliação partilhados.
DISCIPLINAS SEMESTRAIS
Sabemos que, hoje, em algumas disciplinas, os professores têm um número excessivo de turmas e alunos. Não descartamos a hipótese de dar às escolas a possibilidade de organizar algumas disciplinas semestralmente, concentrando mais horas em cada semestre e aliviando o número de turmas.
ESCOLAS A GERIREM O TEMPO SEMANAL
Por isso, vamos convidar cada escola a gerir uma parte substancial do tempo semanal, em projetos próprios construídos com as diferentes disciplinas. Esta flexibilização potenciará interdisciplinaridade, projeto e consolidação e aprofundamento de aprendizagens.
DEFINIÇÃO DE APRENDIZAGENS ESSENCIAIS
A definição deste perfil é uma peça de um puzzle maior… é um referencial do que se quer que seja o destino de cada aluno… as outras 3 peças deste puzzle são: definição de aprendizagens essenciais; estratégia de educação para a cidadania; legislação de educação inclusive.
CORTES NAS DISCIPLINAS DITAS NUCLEARES E REFORÇO NAS EXPRESSÕES
“Não há mais – e há muito que não as há – ciências dita “duras” e ciências dita “moles”, saberes essenciais e saberes dispensáveis; (Ministro Tiago Rodrigues)
Se somarmos a isto as provas de aferição, o fim de alguns exames, a municipalização que está mesmo aí e tendo em conta o pouco tempo que passou, estamos perante um Ministro que irá marcar a educação em Portugal.
Para bem ou para mal ???
Só falta mexerem no modelo de gestão(...)
por Alexandre Henriques
Será que é para lidar com “os millennials” ???



 

1 comentário:

  1. Engenho e desenvolvimento da capacidade de reflexão crítica é um reforço positivo, sem dúvida, concordo.

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