sábado, 6 de agosto de 2016

.... QUE JAMAIS SE REPITA, ou ...


71 anos  filme inédito da devastação
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L L L DO QUE O BICHO (h)OMEM É CAPAZ L L L

Neste simples extractos de livros de Thomas Mann e Hannah Arendt, PODES TER UMA PEQUENA IDEIA DAS GRANDES ATROCIDADES COMETIDAS NO TERCEIRO REICH
Em 22 de Junho de 1941, Hitler deu início ao ataque à União Soviética e, oito semanas depois Eichmann foi chamado ao escritório de Heydrich em Berlim. Em 31 de julho, Heydrich recebeu uma carta do Reichsmarschall Hermann Göring, comandante em chefe da Força Aérea, primeiro-ministro da Prússia, plenipotenciário do Plano Quadrienal, e, por último, mas não menos importante, vice de Hitler na hierarquia do Estado (diferente da hierarquia do Partido). A carta determinava que Heydrich preparasse " a solução geral (Gesamtlösung) da questão judaica dentro da área de influência da Alemanha na Europa" e apresentasse "uma proposta geral [...] para a implementação da deseja solução final [Endlösung] da questão judaica. Na altura em que Heydrich recebeu essas instruções, conforme iria explicar ao Alto Comando do Exército numa carta de 06 de novembro de 1941, ele já estava "há anos encarregado da tarefa de preparar a solução final para o problema judaico" (Reitlinger) e, desde o começo da guerra com a Rússia, encarregado dos assassinatos em massa dos Einsatzgruppen no Leste.
Quando Eichmann chegou a Lublin, Globocnik foi muito gentil, e mostrou-lhe as instalações junto com um subordinado. Eles chegaram a uma estrada no meio de uma floresta, à direita da qual havia uma casa comum onde moravam trabalhadores. Um capitão da Polícia da Ordem (talvez o próprio Kriminalkomissar Christian Wirth, que fora encarregado do lado técnico da execução a gás de  "pessoas incuráveis" na Alemanha, sob os auspícios da Chancelaria do Führer) veio cumprimentá-los, levou-os a uns bangalôs de madeira e começou, "com uma voz muito vulgar, áspera e mal-educada" a dar suas explicações:
Contou como tinha isolado tudo perfeitamente, porque o motor de um submarino russo iria funcionar ali e os gases iriam entrar neste edifício e os judeus seriam envenenados.
Depois disso, no Outono desse ano, recebeu ordens de seu superior directo, Müller, ordens de inspecionar o centro de extermínio das Regiões Ocidentais da Polónia que haviam sido incorporadas no Terceiro Reich e que se chamavam Warthegau.
O campo de matança ficava em Kulm (ou, em polaco, Chelmno), onde foram mortos, em 1944, mais de 300 mil judeus de toda a Europa. (...) Nessa altura as coisas já estavam com uma performance quase  total, mas o método era diferente; em vez de câmaras de gás, usavam-se camiões que ao trabalharem deixavam sair um gás mortal pelos escapes. Isto foi o que Eichmann viu:
Oss judeus estavam numa grande sala, recebiam ordem para se despirem; então chegava um camião, parava na entrada da sala, e os judeus nus recebiam ordem para entrar nele. As portas eram fechadas e o caminhão partia. (...) O camião ia para um campo aberto e e perto de um buraco previamente feito, as portas se abriram-se e os corpos eram deitados para fora, como se ainda estivessem vivos, tão moles estavam os seus membros. Eram postos no buraco, e ainda consigo ver um civil extraindo dentes com um alicate. Em seguida, ele veria algo mais terrível. Foi quando Müller o mandou a Minsk, na Rússia Branca: "Em Minsk, estão a matar judeus por fuzilamento. Quero que você se inteire como está a ser feito". Então ele foi, e de início parecia que tinha tido sorte, pois ao chegar  "a coisa já estava quase acabada", por assim dizer, o que o deixou muito satisfeito. "Só havia alguns atiradores olhando para os crânios de mortos numa longa vala comum." Mesmo assim, ele viu, "e isso bastou, uma mulher com os braços esticados para trás, os seus joelhos fraquejaram e foi-se embora". Na regresso, teve a ideia de parar em Lwow (...) Mas então, ali em Lwow ele cometeu um “grande erro”. Foi ver um comandante local da SS e disse-lhe:
"Bem, é horrível o que se está a fazer por aqui; eu disse que os jovens estavam sendo transformados em sádicos. Como podem fazer isso? Simplesmente atirar em mulheres e crianças? Era impossível. Nosso povo tinha enlouquecido ou se alienado, nosso próprio povo". O problema é que em Lwow estavam fazendo a mesma coisa que em Minsk, e o comandante das SS insistiu em mostrar-lhe a cidade, (...), assim ele conseguiu ver outra "imagem  terrível. Havia uma vala comum, que já estava cheia. E jorrava da terra, uma fonte de sangue. Nunca tinha visto nada coisa assim. Foi o fim da minha missão e voltei a Berlim e relatei tudo ao Gruppenfürher Müller "
Mas ainda não era o fim. (...) cerca de nove meses depois, Müller mandou de volta à região de Lublin, onde o entusiasmadíssimo Globocnik havia terminado os preparativos. Eichmann disse que viu então a coisa mais horrível de toda a sua vida. Ao chegar, não reconheceu o lugar, com os seus bangalozinhos de madeira. Em vez deles, guiado pelo mesmo homem da voz vulgar, chegou a uma estação ferroviária com a palavra "Treblinka" e que tinha exatamente o mesmo aspecto de qualquer estação comum de qualquer parte da Alemanha, os mesmos edifícios, placas, relógios, instalações, uma imitação perfeita. "Fiquei o mais longe que pude, não cheguei perto para ver aquilo tudo. Mesmo assim, vi uma fila de judeus nus avançando por um longo corredor para serem asfixiados. Ali eles eram mortos, como me disseram, com uma coisa chamada ácido ciânico".
Ele nunca assistiu efetivamente a uma execução em massa por fuzilamento, nunca assistiu ao processo de morte pelo gás, nem à selecçao dos mais aptos para o trabalho - em média, cerca de 25% de cada carregamento - que em Auschwitz precedia a morte. (...) havia dois métodos diferentes de matança, o fuzilamento e a câmara de gás; o fuzilamento era feito pelos Einsatzgruppen e a execepção por gás nos campos, em câmaras ou caminhões; viu também as complexas precauções que se tomavam no campo para enganar as vítimas até o final.
Conheces Maidanek, perto de Lublin, na Polónia, um campo de concentração de Hitler? Não. Não era um campo de concentração, mas um gigantesco estabelecimento de assassinatos e morte. Lá existe um grande prédio de pedra com uma chaminé como a de uma fábrica, que é o maior crematório do Planeta. Os seus lacaios gostariam de o ter destruído completamente antes dos russos chegarem, mas uma grade parte ainda está lá; um monumento, um dos miseráveis monumentos do Terceiro Reich. Mais de meio milhão de europeus, homens, mulheres e crianças foram envenenados com cloro e depois queimados, a uma média de cerca 1400 por dia. A fábrica da morte funcionava dia e noite; as suas chaminés estavam constantemente a deixar sair o “fumo do horror/morte” e já estavam a fazer uma ampliação... Os observadores suíços viram os campos de Auschwitz e Birkenau. Viram o que nenhum ser humano com sentimentos pode acreditar, se não vir com os próprios olhos: - Ossos humanos, barris de cal, canalizações de gás e crematórios; além disso pilhas de roupas e sapatos tirados das vítimas, muitos sapatos pequenos => SAPATOS DE CRIANÇAS. De 15 de abril de 1942 a 15 de abril de 1944, só nesses dois estabelecimentos alemães foram mortos mais de 1.715.000 judeus. De onde tiro os números? Pois… Os soldados faziam a contabilidade, com aquele senso de ordem alemã! Foram encontrados os registros das mortes; além disso, milhares de passaportes e documentos pessoais de mais de 22 nacionalidades europeias. Esses monstros também tinham livros com os registos de ossos pulverizados e do adubo produzido nessas fábricas, já que, os restos dos cremados eram moídos e pulverizados, empacotados e enviados para a  Alemanha fazer a fertilização do solo alemão.
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71 anos depois das bombas Atómicas
06 de Agosto de 1945 D. Cristo Hiroshima e 09 de Agosto de 1945 D. Cristo, Nagasaki
O BICHO (h)OMEM CONTINUA A EXPLORAR e A DIZIMAR O SEU SEMELHANTE LLLLLLLLLLL
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Pensemos SÉRIAMENTE no que está a acontecer, no dia de hoje (2016/08/06)

Abraços de PAZ e AMOR a TOD@S OS SERES DE BEM.

simplesmente Zé

LINKS que deves consultar:


http://jose-pires-um-ser-livre.blogspot.pt/2012/08/faz-hoje-67-anos.html


2 comentários:

  1. Quando as tropas Americanas fizeram o reconhecimento da área após a explosão atómica nas duas cidades japonesas, Hirishima e Nagasaky, encontraram crianças mortas e ou a desfalecer com uma pedra na boca, que iam chupando para enganarem a fome. Nenhuma ordem foi dada aos soldados americanos para socorrerem ou prestarem auxílio a essas crianças, moribundas, no meio dos escombros, famintas...deixando-as morrer. Esta imagem é o que de mais desprezível se pode encontrar nos relatos destes acontecimentos.

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    1. José Gonçalves, na 2ª guerra houve de ambos os lados muitaaaaaaaaaaaaaaa desumanidade. As crianças NUNCA têm culpa das "asneiras" dos "senhores" das guerras :'( Um abraço Zé

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