quinta-feira, 17 de setembro de 2015

E... OS LOBIES DESTROEM O PAÍS

Milhões de manuais escolares foram para o lixo: Um desperdício. Poderiam ser reutilizados, como acontece em toda a Europa, por novos alunos. Mas não! Quem lucra com este esbanjamento?
Obviamente as editoras, que dominam o negócio, sem que o Ministério da (des)Educação mostre vontade de impor uma nova política.
E sofrem as famílias que, no início de cada ano letivo, gastam fortunas na aquisição de livros. A inexistência de bancos para troca de livros em todas as escolas públicas é incompreensível. Aí todos os alunos poderiam levantar gratuitamente os seus manuais, a troco de deixarem os do ano anterior. É claro que famílias que queiram comprar livros novos seriam livres de o fazer. Mas, para as outras de orçamentos mais apertados, ou simplesmente combatentes do desperdício, as escolas deveriam instituir um sistema universal de entrega de manuais.
É assim em toda a Europa => Da Dinamarca a Espanha, passando pela França ou pelo Reino Unido, em todos estes países os manuais são reutilizados. Esta medida é, aliás, também obrigatória em Portugal, pois a legislação determina que "escolas e agrupamentos de escolas devem criar modalidades de empréstimo de manuais escolares". [ O Agrupamento de Escolas da Ericeira é um EXEMPLO a ter em conta: http://aeericeira.net/home/Documentos/Manuais.pdf ] Mas, como a Lei é desprezada, a cada ano, o esforço familiar é enorme e aumenta à medida que os alunos progridem no sistema escolar. Os valores superam as duas centenas de euros, numa escala crescente, insuportável então para quem tenha mais que um filho a frequentar a escola.
Estes preços incomportáveis só são possíveis porque são as editoras quem, no fundo, decide a política de manuais escolares e os preços.
Dominam um setor que representa mais de cem milhões de euros, considerando que os cerca de milhão e meio de estudantes do ensino básico e secundário adquirem perto de dez milhões de livros. O facto de estes bancos escolares para troca de livros não serem uma realidade sistemática e regular em Portugal é mais um exemplo das muitas políticas que o Estado não faz cumprir, permitindo que os cidadãos sejam, deste modo, e… uma vez mais, defraudados.
A União de Editores preocupa-se em vender livros, nem que seja à força... Em 2005 quando se tentou aumentar o tempo de validade dos livros, a reacção da União dos Editores Portugueses foi apenas salvaguardar o seu lucro.
"De acordo com o documento, o prazo de vigência dos livros será aumentado de três para seis anos, o mesmo tempo de duração dos programas curriculares, "para permitir a possibilidade de reutilização dos manuais e, desse modo, reduzir os encargos das famílias".
Segundo Manuel Ferrão da UEP, este aumento do prazo de vigência dos manuais põe em causa a sobrevivência das editoras escolares, que ficarão sem livros para editar durante vários anos.
"Se os manuais vão durar seis anos, as editoras vão ficar paradas, sem livros para editar durante três ou quatro anos e não sei como poderão sobreviver. O que fazemos aos trabalhadores durante esse período?".
Em Portugal, o mercado da edição escolar representa cerca de 56 milhões de euros, segundo estimativas do ano passado. fonte
Em Portugal tudo tem o preço que os interesses dos lobies exigem, o negócio dos manuais escolares não escapa à ganancia.
Ainda achas que o DESacordo ortográfico é uma coisa natural ?!?!?!
Links:

Já imaginaste quanto dinheiro está e ainda será gasto no DESacordo ortográfico para se destruir a nossa Língua Portuguesa ?  Pois L E… daqui a alguns anos (se a quiserem recuperar e, não termos uma linguagem de Ks) teremos de voltar a imprimir o que AGORA está a ser destruído.  L L L


CARICATURANDO (15 placas bizarras encontradas em estabelecimentos brasileiros) : http://www.megacurioso.com.br/humor/75740-15-placas-bizarras-encontradas-em-estabelecimentos-brasileiros.htm
 

 

2 comentários:

  1. Nos anos '74 ~ '80, num país que não o nosso fiz a primária/ciclo. Havia uma sala,pequenina ao fundo de um corredor, onde íamos buscar os livros que eram da própria escola. Cada aluno escrevia seu nome e ano. Os livros estavam em bom estado, e havia livros que tinham o ano de '59 inscrito. Em Portugal seria impensável !!!

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  2. INJUSTICAS....De um (DES)GOVERNO SEM Escrupulos e BASTANTE CORRUPTO...COM POLITICOS DE BAIXA MORAL...Na ICELAND Ja estavam na Cadeia ha MUITO TEMPO!!!!!

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