sexta-feira, 27 de junho de 2014

(...) E... “eles” já NÃO se escondem e...

conspiram às claras

 ...) receita para retornar à "república dos bananas" que já fomos durante "Tantooooo Tempooooo"


Descaradamente os adictos do antigamente, com perigos de contágio, a uma geração que legitimamente está muito mais preocupada com o 1º emprego e menos atenta às subtis propostas de um renascido “El Dorado” - que recuperará os grandes lemas para um Estado Novo - Ordem e Trabalho - sem contestação à autoridade do um Estado sem Tribunal Constitucional; mas com outra qualquer instituição judicial que, garantem, não terá o poder de fiscalizar - SUCESSIVA e muito menos PREVENTIVAMENTE - os Decretos-Lei do Governo.
As alternativas não serão consideradas e muito menos permitidas. Apenas porque as mudanças, que serão irrelevantes, em nome da estabilidade Democrática, far-se-ão em alternância entre os partidos das grandes famílias europeias pró germânicas. E espera-nos, a realizarem-se estas VONTADES - um grande futuro de pobreza e um grande desenvolvimento das características mais pérfidas do ser humano - como por exemplo o voluntarismo para ser "bufo" dentro das empresas; para ser servil, e renegar direitos porque a bucha - precisa-se - e não existe protecção e pouco a pouco temos de suspender a dignidade - porque é preciso sobreviver - na incerteza do dia em que a "revolução" voltará a visitar-nos.

1 comentário:

  1. RECEITA PARA UMA MAIORIA EM PARTIDOS DE ESQUERDA

    1 . Uma pessoa avança e apresenta-se como um orador notável. Cultura geral q.b., alguma informação pouco conhecida, frases surpreendentes, imagens, alegorias, paráfrases, metáforas, paradoxos, exposição clara não muito repetitiva, etc. Um discurso sugerindo dinamismo e certeza em torno duma ideologia conhecida, «pronta a vestir».
    2. Surge outra pessoa com qualidades semelhantes. Se possível conhecedora de domínios diferentes. Mais 3 ou 4 formam o núcleo principal.
    3. Os elementos do núcleo principal seguem uma ou mais ideologias com traços e objectivos muito próximos.
    4. Agregam-se replicadores, hábeis nas variantes das formulações de base. O todo constitui o topo dum processo que se poderia designar por «centralismo democrático». Alguns podem afirmarem-se contra, mas o importante é que funcione o seu aspecto mais prático : as orientações de cima serem seguidas e as análises repetidas pelo grosso da estrutura. Uma reunião periódica, bem preparada e organizada pelas camadas superiores encarregar-se-á de legitimar as decisões e orientações.
    5. No início o estilo é diferente para cada formação política: pegam-se em nichos de reivindicações esquecidas ou sub-consideradas e levantam-se uma ou mais bandeiras, sendo em geral plenamente justificadas e oportunas.
    6. O Regime de Classe Dominante tolera e dá tempo a si próprio para se ir adaptando às pequenas reformas do sistema, reforçando com isso a sua legitimidade no processo de apropriação da inovação e do produto trabalho.
    7. Constrói-se uma linguagem codificada comum. Toleram-se umas vozes discordantes mas, segundo o grau ou a pessoa, podem ser relegadas à categoria de «inimigo» interno. Quando aquelas se sentem tratadas como tal, afastam-se do activismo, entregam o cartão ou vão formar outros partidos, idênticos ao primeiro. É uma questão de personalidades.
    8. O discurso vai-se esgotando. Vai-se considerando como normal a existência de altos e baixos e que estes são sempre temporários, dependendo do clima sócio-económico. Em tempo de crise perde-se clientela e votos. Talvez, quando as coisas melhorarem, a adesão ao partido aumente. Os pequenos altos serão um encorajamento para se prosseguir com os mesmos métodos de trabalho. Até à próxima "crise" dos Regimes de Classes Dominantes.
    CONCLUSÃO:
    O terrível drama da esquerda encontra-se na alimentação dum enorme mito de séculos que muitos persistem em chamar « democracia ». A designação correcta seria algo no género :
    « Demo-carta-branca ».
    A esquerda só poderá ser um movimento estruturante da sociedade, e consequentemente reestruturante dos Regimes de Classe Dominante, se vier a constituir um exemplo dessa futura sociedade. Implica recriar um partido onde se viva uma revolução permanente das mentalidades, onde se recrie um novo edifício ideológico.
    Um novo partido onde os trotskistas consigam não ser burocratas, onde os marxistas-leninistas sintam que a dialética se aplica e que há uma nova análise de classes a ser levada a cabo, onde os maoistas se lembrem da necessidade de 100 flores desabrocharem e de 100 correntes rivalizarem sob o plano ideológico e não no plano da organização.
    Enfim, para já, um partido onde não hajam « inimigos internos » a inocular, onde os debates sejam permanentes e não geridos por conceitos vazios e cristalizados entre convenções ou congressos de antemão armadilhados.
    Por Amândio Cordeiro (PROF NA FCUL)

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