sábado, 26 de abril de 2014

Vivemos num tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir. Não há nada tão intenso que consiga permanecer e tornar-se verdadeiramente necessário. Tudo é transitório.
O desejo habita a ansiedade e perde-se no consumismo imediato. A sociedade está marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega. Ao mesmo tempo em que experimentamos um isolamento protector, vivenciamos uma absoluta exposição.
Não há o privado, tudo é desvendado.
Estamos a viver um tempo de secreta angústia. Filosoficamente a angústia é o sentimento do nada.
O corpo inquieta-se e a alma sufoca. Sociólogo Zygmunt  Bauman

Sem comentários:

Enviar um comentário