domingo, 8 de setembro de 2013

Partes da carta de Esquível a... Obama

Adolfo Pérez Esquível, solicitou por meio de uma carta enviada ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que ele ouça ”o clamor da população e para não atacar a Síria, país que precisa de uma solução política e não militar”.
Esquivel diz a Obama, que também já recebeu o Nobel da Paz e, que os Estados Unidos da América ”não têm autoridade moral, legitimidade, nem legalidade para invadir a Síria”.
O seu antecessor George W. Bush, na sua loucura messiânica, soube instrumentalizar o fundamentalismo religioso para promover as guerras no Afeganistão e no Iraque. Quando declarava que conversava com Deus, e que Este lhe dizia que tinha que atacar o Iraque, “para exportar a liberdade”. disse Esquível.
O Nobel da PAZ, lembrou ainda a Obama: Há poucos dias, e por ocasião dos 50 anos da morte de Martin Luther King, Obama disse: "Temos necessidade de realizar o sonho de quem foi a mais significativa expressão de luta pelos direitos civis contra o racismo na primeira “democracia” com escravatura no Planeta !!! "
” Você acha realmente que invadir militarmente outro país é realizar esse sonho ? ” questionou Esquível.
Armar rebeldes para depois autorizar a intervenção da NATO não é algo novo por parte do seu país e aliados. Também não é novidade que os Estados Unidos pretendam invadir países E depois acusá-los por posse de armas de destruição em massa, o que no caso do Iraque ficou provado que era mentira”. Eu estava no Iraque depois de os EUA realizaram bombardeios no início dos anos 90, antes da invasão que derrubou Sadham Hussein e, vi um abrigo cheio de crianças e mulheres mortas por mísseis. "Danos colaterais" como vocês lhe chamam !
Esquivel também disse ao presidente americano que:  ”Agora querem invadir a Síria sem autorização da ONU e sem apoio, (por enquanto) do seu histórico aliado, a Inglaterra. O seu país está a transformar a “Primavera Árabe” no inferno da NATO, provocando guerras no Médio Oriente e suscitando a rapina das corporações internacionais. A invasão que pretende realizar causará mais violência e mortes, assim como a desestabilização da Síria e da região”.
Cita ainda o especialista americano Robert Fisk, ”Que afirmou que o alvo (da invasão) é o Irão e o adiamento da concretização do Estado palestino". ”O povo sírio, como qualquer outro, tem direito à sua autodeterminação e a definir o seu próprio processo democrático, e nós devemos ajudar no que for preciso. Nenhum congressista do Parlamento dos Estados Unidos pode legitimar o ilegitimável, nem legalizar o ilegalizável. Os povos dizem basta às guerras, e a humanidade reivindica a paz e o direito de viver em liberdade”.
 
Espero que não transforme o sonho da fraternidade de M. King
num GRANDE pesadelo para os povos e PARA a humanidade
 
Setembro 2013 D. CRISTO
 
 

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 OUTRA VEZ A GUERRA

Contrariamente à maioria das pessoas, os poderosos querem impor a guerra, outro novo erro como no passado recente, onde o terror, a destruição, a morte, a miséria, foi o resultado.
Com as mentiras da destruição em massa no Iraque, que puseram o mundo de cabeça para baixo, agora numa “aventura” muito mais arriscada, (note-se que não há acordo no Conselho de Segurança da ONU) pode estar a acender-se o pavio da terceira guerra mundial.
 "NÃO HÁ CAMINHO PARA A PAZ, A PAZ É O CAMINHO" (M. Gandhi), é aí onde se encontram as melhores soluções. Não devemos deixar-nos convencer pelos apóstolos de guerra, nem pelas propagandas que tentam vender-nos disfarçadamente, chamando-as de "uso da força", "intervenção forçada", etc... etc...
A doutrina psicológica para a guerra ocorre desde que nascemos, tanto no Oriente como no Ocidente, promovida por aqueles que não respeitam a vida de tantas vítimas inocentes.
São muitos os acomodados do sistema que não se importam, e acreditam que assim defendem melhor o seu estatuto.
Efectivamente a guerra é bastante rentável para alguns.
Mas… 
A PAZ É RENTÁVEL e BENÉFICA PARA TODOS.


 Juan M. Martíns (Vigo, 09 Setembro 2013 D. C.)
 
 

1 comentário:

  1. Gosto de ler as partilhas que faz professor José Pires em relação à interdependência dos povos e no aspecto económico ensarilham isto tudo. Porém a curto prazo não me parece que as coisas mudem muito. Razão pela qual lhe mandei um power point em que o sempre culpado usando da inteligência conseguiu libertar-se das falsa culpabilidade. Dessa forma poderemos ir vencendo pequenas lutas para conseguir a tão desejada PAZ - PARA A QUAL TAMBÉM QUERO CONTRIBUIR - OBRIGADA pela partilha.

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