quinta-feira, 25 de julho de 2013

ESTÃO TODOS JUNTOS A ROUBAR

Em Novembro de 2008, o Diário de Notícias fazia a radiografia do BPN. Entre os vários dirigentes do PSD, surgia o nome de um: Rui Machete. Era Presidente do Conselho Superior da SLN Valor, que detinha do BPN. Apesar deste órgão não ter poderes de gestão, faziam parte dele alguns dos maiores acionistas, o que levava o jornal a escrever que era "inequívoco o seu peso na gestão da SLN e, por maioria de razão no banco agora nacionalizado pelo governo".
O Conselho Consultivo tinha poderes de fiscalização que, tendo em conta o indiscreto regabofe que ali se vivia, não o utilizou. Quem criticou, e muitíssimo bem, o prémio dado a Vítor Constâncio na ida para o BCE não pode, se for sério, ficar indiferente a esta nomeação. Ainda mais, tendo a conta a experiência de Machete, que fora, no início dos anos 80, administrador da principal entidade fiscalizadora da atividade bancária, o Banco de Portugal.
Depois de Franquelim Alves, a nomeação de Rui Machete é a segunda viagem das profundezas do BPN para o governo. Agora, o destino foi o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Independentemente da opinião que cada um tenha de Machete, ela revela, como não há, no PSD, qualquer tipo de distanciamento em relação à história daquele banco, intimamente ligada ao partido e ao círculo próximo do Presidente da República. Se tivéssemos alguma dúvida, a privatização ruinosa do BPN, com a entrega, quase de borla e com tudo limpo, ao banco gerido por Mira Amaral chegaria para nos esclarecer.
Na política, a imagem que o poder dá de si próprio é fundamental. Um governo que vai absorvendo quadros de um grupo financeiro que causou um rombo ao Estado de milhares de milhões de euros e que devia ser tratado como um caso de polícia é uma mensagem clara para aos portugueses:
Aqueles que, por acção ou omissão, permitiram este desastre são, para nós, pessoas indignas para governar. Porque nesta história os contribuintes são e continuarão a ser os únicos a ser sacrificados.
Não me espanta que não tenha ocorrido a Pedro Passos Coelho a gravidade desta escolha. O BPN não é, para este governo, um problema político.
É apenas um negócio que correu mal.
Para nós, claro.
Que continuamos a PAGAR L

Em 8 de Novembro de 2008 no Diário de Noticias:
http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=1048159&especial=BPN&seccao=ECONOMIA



 Podem ver outros “posts” e… tirar conclusões

O ROUBO DESTES DESGOVERNANTES:
VÃO BUSCAR O DINHEIRO DO BPN ( Galilei ) :
DORMINDO DURANTE A VENDA:
A ESCUMALA E O POVO:
ESTE SISTEMA:
O MEDO CAUDADO PELA INTELIGÊNCIA:
A HISTÓRINHA DO SAQUE CONTADA:
BÓNUS PARA OS RICOS; sacrifícios para pobres:
MAÇONARIA:

1 comentário:

  1. Bom dia li apenas a primeira publicação e fiquei com as conclusões que já conhecia - São todos ladrões.
    Será que ainda falta muito tempo para despoletar essa bomba na cabeça de cavaco...?
    Ninguém quer a guerra, mas enquanto não matarem esta escumalha política não sairemos do pântano. Isto é a nível mundial embora só conheçamos o que se passa na Europa e aqui, neste jardim a beira mar plantado...

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