quarta-feira, 8 de maio de 2013

Professor Carlos Manuel Moreno

DEPOIS DE OUVIR O 1º MINISTRO, E ENQUANTO DOCENTE UNIVERSITÁRIO QUE FUI DE FINANÇAS PÚBLICAS DURANTE 25 ANOS,
ASSUMO QUE:

1) A espiral recessiva será indubitável;
2) O aumento do desemprego elevar-se-á para mais de 20% - não esquecer também os despedimentos na função pública/rescisões amigáveis;
3) Os reformados vão ser novamente espoliados/saqueados de modo inconstitucional, porque serão objeto de um imposto encapotado não universal;
4) O 1º M procurou assustar e dividir (para poder reinar) os portugueses aumentando a angústia e o medo das classes médias e dos reformados;
5) As medidas de austeridade vão estiolar o consumo interno ainda mais profundamente e consequentemente a produção e o investimento internos;
6) Vamos assistir á diminuição das exportações e suas consequências no desemprego e no investimento;
7) Vamos ter nova vaga de falências em cascata de pequenas e médias empresas e de empresas familiares;
8) O aumento exponencial da economia paralela e da fuga ao fisco será imparável;
9) Se esta receita no passado não permitiu atingir as metas do défice a sua repetição num país exausto fiscalmente ainda cavará mais o fosso entre o acordado com a tróica e o realizado; seguir-se-ão novas flexibilizações e novas medidas de austeridade, recessão, desemprego e assim sucessivamente;
10) O mesmo acontecerá com a dívida pública;
11) Dificuldades acrescidas e crispação no diálogo político e social;
12) Agravamento da instabilidade social e rotura da coesão social;
13) As metas do défice flexibilizadas voltarão a não ser atingíveis e terão de novo de ser flexibilizadas pela tróica, com novas obrigações de austeridade, mais recessão e mais desemprego;
14) Os jovens quadros que ainda não emigraram fá-lo-ão;
15) A perceção do povo é a de que o governo ataca os fracos (pensionistas) e deixa à solta os fortes (PPP, rendas excessivas, “swaps”, consultoria externa têm cortes simbólicos);
16) A desagregação interna da coligação vai prosseguir (o CDS foi o único partido que não reagiu ao discurso do 1º Ministro e o deputado do PSD Dr. Frasquilho defende uma diminuição da carga fiscal);
17) Daqui a um ano se nada mudar (dada a teimosia repetida do MF) o país estará devastado economicamente e em matéria de desemprego e de agitação e falta de coesão social;
18) Todos os dias aparecem mais figuras gradas do PSD e do CDS a distanciar-se das políticas do governo, o que lhe retira credibilidade e confiança interna;
19) Sem desenvolvimento económico e combate ao desemprego eficazes, não sairemos, antes aprofundaremos a crise;
20) Todas as medidas são recessivas e impedem qualquer crescimento económico, fomentando o aumento do desemprego;
 
(Tudo isto o disse e escrevi em finais de 2011, mesmo sem ser astrólogo)

E a realidade comprovou-o sem margem para dúvidas; a realidade está nas ruas que eu percorro e não nas alcatifas e nos modelos sem aderência à realidade dos Gabinetes.

TEMOS DE MUDAR TUDO ISTO ANTES QUE SEJA TARDE

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