quarta-feira, 24 de abril de 2013

Militares, juntem-se ao povo !

Temos assistido nas últimas semanas a uma avalanche não só de denúncias e condenações da política apelidada de austeridade, conduzida pelo governo da coligação Social-Democrata e Democrata-Cristã, mas também de apelos à demissão do governo e à realização imediata de novas eleições, consideradas estas o ponto alto e o julgamento supremo dos regimes autodenominados de democráticos.
O momento é propício e crítico para regressarmos a esse conceito que se encontra na base das sociedades modernas: o de “Democracia”. Porque, se o facto de os eleitores depositarem o seu voto na urna ser apontado como o julgamento democrático de recusa ou aceitação das políticas duma equipa governativa cessante e eventual voto num novo governo para alterar essas políticas, estamos hoje por demais esclarecidos que tal não tem acontecido, de todo, nas últimas décadas da nossa jovem “democracia”.
Quando chegamos ao ponto de um programa eleitoral ser inteiramente rasgado e reescrito, após as eleições, com tudo o que há de contrário ao anunciado pela própria equipa governativa, acordamos com espanto e revolta e perguntamo-nos: “É isto a Democracia?”.
E ainda, passado mais de um ano duma governação desastrosa e claramente esmagadora da economia, que outra coisa não é senão a vida das pessoas, se continua a persistir teimosamente numa via que até os antigos correligionários desta senda destruidora já clamam eufemisticamente ser “um erro colossal”, persistimos em perguntar:
“Onde está a Democracia?”
Sim, onde está essa fórmula mágica e milagrosa que exprime a vontade de todo um povo, a que chamávamos “Democracia”? Não a encontramos, mas aprendemos que “Democracia” É:
• Dirigir todo um povo retirando-lhe a capacidade de escolha pela desinformação, pela manutenção de baixos níveis de instrução, por altos níveis de intoxicação mediática.
• “Democracia” é desviar os impostos para rendas dos grandes grupos económicos e agências financeiras, para operações ruinosas e desvios dos fundos públicos, para as mordomias e para a corrupção.
• “Democracia” é manter um emaranhado de leis, geridas por um sistema judiciário inoperante, onde a justiça só aparenta funcionar para os poderosos e passa em branco a alta corrupção.
• “Democracia” é destruir o Estado Social, duramente construído pelo trabalho e contribuições do povo português, ao longo das últimas décadas.
• “Democracia” é rasgar o contrato assumido com os reformados e pensionistas que descontaram ao longo de décadas, retirando ilegalmente os direitos adquiridos com o suor do seu rosto.
• “Democracia” é descapitalizar e destruir a classe trabalhadora, em nome do pagamento duma dívida que a mesma classe trabalhadora não contraiu e apenas serviu para engordar as altas esferas governativas e a Classe Dominante.
• “Democracia” é ignorar a Constituição da República Portuguesa, no que ela contém de mais humanamente essencial no domínio da Educação, da Saúde, do Apoio Social.
E se, a tudo isto, insistirem em chamar “Democracia”, resta-nos ainda o “direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os nossos direitos, liberdades e garantias, como consta num dos artigos, o 21º, que ainda não conseguiram retirar e alterar na nossa Constituição.

TEMOS AINDA DO NOSSO LADO A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA.

TEMOS AINDA A FORÇA DO 25 DE ABRIL DE 74
(Declaração Política apresentada por Teresa Delgado )


Verdadeiros HOMENS & MULHERES Juntem-se ao povo !

E abandonem as comemorações oficiais deste 25 de Abril !

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2013N39713

BASTA DE EMBUSTES !

Sem comentários:

Enviar um comentário