segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

ELES SÃO COMO ABUTRES

 
No ano de 1993 D. C. :
Com a economia portuguesa a ruir, um alucinado Braga de Macedo, então Ministro das Finanças, foi à Assembleia da República gritar a plenos pulmões que o país era um “oásis”.
 
Quem era o homem que, em 1992, fez as previsões para Braga de Macedo?
Um tal Vítor Louçã Rabaça Gaspar, que chefiava o Gabinete de Estudos do Ministério das Finanças.
 
Onde falhou ele nas previsões?
Falhou em tudo.

Veja-se:
Gaspar previu um crescimento do PIB de 2% em 1993, mas a economia acabou por recuar 0,7%, ou seja, o pretenso “oásis” que Braga de Macedo anunciava acabou numa recessão;
O Orçamento do Estado para 1993 previa um encaixe à volta de 3.340 milhões de contos (16.660 milhões de euros) com as receitas correntes, mas houve necessidade de fazer um orçamento rectificativo que já estimava menos 364,7 milhões de contos (1,8 milhões de euros), porque a receita fiscal teve um desempenho bem pior do que “se” estava à espera.
 
Vinte anos depois, o tal Vítor Louçã Rabaça Gaspar, que levou Braga de Macedo a estatelar-se contra a parede em 1993, é “só” o ACTUAL MINISTRO DAS FINANÇAS !

"A dívida é uma bola de neve insustentável"

Ainda assim o economista Nuno Teles faz o convite à participação no 1 Encontro Nacional da Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida, que se realiza no próximo sábado em Lisboa. Para além de dar a conhecer a composição da dívida pública, serão apresentadas "algumas pistas de trabalho sobre a necessidade imediata de reestruturação da dívida e as diferentes formas que ela pode tomar".
Uma das diferentes formas que ela já tomou foi:

Termos, neste momento, 3 milhões de portugueses na MISÉRIA. L

1 comentário:

  1. Caro José Pires,

    O Governo mudou de partido há menos de dois anos e a miséria aumentou, tal como o desemprego e a miséria. Estes dizem que a culpa pertence ao anterior mas parece que o mal vem de longe, do tempo que refere - 1993.
    Quem são os políticos? Que preparação têm? que experiência da vida possuem? O que leva as pessoas a votarem neles?
    Há quem diga que têm duas qualidades marcantes . ambiciosos e cobardolas. Isto é: Querem ser ricos por qualquer forma e subordinam-se como rafeiros fieis aos donos do dinheiro, os do polvo, os do feudalismo dos grupos económicos.

    Porque não criam um tecto das reformas e mesmo salarial? Porque não acabam com fundações, observatórios, empresa públicas e autárquicas, grande parte dos lugares de assessores e de «especialistas»? Porque não eliminam a lei que permite a autarcas e outros a reformarem-se com pouco tempo de serviço?, etc, etc, Por isso não acabarão com a ADSE nem as regalias dos juizes...

    Abraço
    João

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