terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A "LEITURA" DE PASSOS COELHO

O repórter fotográfico Luís Carregã fez publicar, na primeira página do diário As Beiras, uma foto que é uma peça de verdadeiro jornalismo.
Nela vê-se que Pedro Passos Coelho anda a ler o livro A diplomacia de Salazar, em que Bernardo Futscher Pereira evoca a vertente externa da política de outro governante (entre a ascensão do Presidente do Conselho ao cargo, em 1932, e a adesão de Portugal à NATO, volvidos 17 anos).
O instantâneo captado por Carregã, em Coimbra, corresponde ao que aos manuais definem como autêntica obra de fotojornalismo, na medida em que comporta informação dificilmente alcançável por outra forma.

Só espero que não venha um/a qualquer fundamentalista da privacidade do primeiro-ministro alegar que ela foi violada pela perspicácia do repórter ou que é uma montagem !!!

 


TINHAM DÚVIDAS ???
Assim:

VAI APRIMORANDO OS MÉTODOS

MAQUIAVÉLICOS

L
A foto mostra Passos Coelho no interior da sua viatura, se não acredita veja aqui:

domingo, 27 de janeiro de 2013

... SENTIMENTOS meus e de muitos


Esses “senhores” são assim:
 
 
E querem uma educação assim :
 
 
A AUSÊNCIA de VALORES e da HONRA,
 são intrínsecos nestes “senhores
que DESgovernam o País e o Planeta.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

DIVIDA ? Vão buscar à SLN/BPN !!!

O FMI aponta como caminho para os 4 mil milhões novos cortes “inteligentes” L
Existem alternativas; veja um exemplo:
O Grupo GALILEI que já foi fundado em 1999 com o objectivo de concentrar e liderar o investimento financeiro em participações diversificadas e com capacidade de intervenção na economia portuguesa, é actualmente a antiga Sociedade Lusa de Negócios (SLN) e… a SLN era a detentora do BPN.
O BPN que faliu e “ofereceu” aos contribuintes portugueses um buraco de 9 mil milhões. L
QueREm PAGAR ?
O Grupo GALILEI é o hoje:
a antiga Sociedade Lusa de Negócios !!!
Vão directamente ao espólio da Galilei; a GALILEI existe, funciona, tem dinheiro e é uma das empresas portuguesas mais ricas em PATRIMÓNIO ADQUIRIDO COM O QUE FOI ROUBADO.
   
QUEM PAGA O ESTADO SOCIAL???
 
 
 
 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

E, ESTA "gentalha" SEM VERGONHA

 
Isto é SÓ para relembrar os DESgovernantes que temos:
 PARA QUEM PAGAMOS NÓS OS IMPOSTOS ???:
 Portugal no prenúncio GRANDE da ditadura económico/fascista:
 NÃO AOS BILDERBGS:
 Troika não é órgão de soberania:
 
 


Emigração. Passos Coelho versus jornais


O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, afirmou esta quinta-feira, em Paris, que "ninguém aconselhou os portugueses a emigrarem", considerando, no entanto, que a emigração não deve ser um "estigma" para quem precisa de um emprego e não consegue encontrá-lo em Portugal.

Mas as sugestões feitas por ele em meados de Dezembro de 2011 foram suficientemente incisivas para serem tomadas como conselhos.

Não creio que os jornalistas tenham descido tão baixo que lhe tenham atribuído palavras que não disse. Talvez se trate de excepcional cuidado com as palavras explorando a diferença entre ‘aconselhar’ e ‘sugerir’. Só que as sugestões foram suficientemente incisivas para poderem ser interpretadas como conselhos.

Transcrevem-se extractos do artigo de 18 de Dezembro de 2011:

Pedro Passos Coelho sugere que os professores desempregados emigrem para países lusófonos, realçando as necessidades do Brasil...
Questionado sobre se aconselharia os “professores excedentários que temos” a “abandonarem a sua zona de conforto e a “procurarem emprego noutro sítio”, Passos Coelho respondeu: “Em Angola e não só. O Brasil tem também uma grande necessidade ao nível do ensino básico e secundário”, disse durante uma entrevista com o Correio da Manhã, que foi publicada hoje...
Pedro Passos Coelho deu esta resposta depois de ter referido as capacidades de Angola para absorver mão-de-obra portuguesa em sectores com “tudo o que tem a ver com tecnologias de informação e do conhecimento, e ainda em áreas muito relacionadas com a saúde, com a educação, com a área ambiental, com comunicações”...
“Sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm, nesta altura, ocupação. E o próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos”...

Imagem de arquivo

Imoralidade de algumas pensões de reforma


O artigo 193 pensionistas milionários-Existem 193 reformados a receberem pensões mensais de 12 mil euros.(...) merece profunda meditação.

5000 euros são mais de 10 salários mínimos, será quase o que alguns trabalhadores recebem durante um ano, pelo que é suposto pelos governantes, ser possível viver com tal orçamento. Pode dizer-se que um quadro superior tem necessidade de fazer despesas superiores para dignificar a imagem e o prestígio do serviço, para representação, etc. Mas tudo deve ser contido em limites que não ofendam a moralidade social e os sentimentos dos mais explorados e desfavorecidos.

Mas, para reformados, as necessidades fundamentais não são tão diferentes que obriguem a pensões díspares ou disparatadas, pois não têm que defender nem a imagem nem o prestígio dos serviços antes desempenhados e, se querem continuar hábitos de ostentação, devem recorrer às poupanças que tiveram oportunidade de acumular durante a vida activa.

Será moral que se estabeleça um tecto para salários e outro para pensões de reforma. Talvez não devesse haver reformas superiores a 10 salários mínimos. Se os grandes senhores do feudalismo dos grupos económicos e dos ex-políticos quisessem ter melhores reformas teriam de aumentar os salários mínimos a que estavam ligados pela indexação. E não deviam ser permitidas acumulações de pensões que somassem mais do que esse valor - 10 salários mínimos.

Mas os políticos que são os mais sugadores do dinheiro público, não irão aprovar uma tal solução. Veja-se quantos cargos «desempenham» e quantas reformas acumulam muitos dos mais conhecidos ex-políticos !!!

Principalmente agora que estamos em momento de crise, é importante e urgente agir no sentido de reduzir o fosso entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres. Desta maneira, seria conseguida mais justiça social e mais harmonia entre os portugueses de todas as classes sociais, sem incitamento à «indignação» e sem grande perigo de explosão social.

Imagem de arquivo

PRESIDENTE DO EQUADOR DISSE:


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"Desde que dejamos al FMI y al Banco Mundial estamos mejor que nunca"
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Rafael Correa em 16/11/2012 foi à Universidade Pablo de Olavide, em Sevilha, onde era aguardado por uma multidão de pessoas. Veio explicar como tinha o Equador saído da crise da sua dívida ou, como ele próprio chamou, da «longa noite neoliberal» na qual afundaram o país na década de noventa: a ação conjunta de banqueiros insaciáveis, políticos corruptos e governos cegamente obedientes às medidas desreguladoras do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. Parecia estar a descrever o que se está a passar em Espanha e no Sul da Europa, porque o processo era quase uma fotocópia do seguido aqui, de tal modo que, para não provocar conflitos diplomáticos, avisou no início da conferência que «não vinha dar conselhos ao governo espanhol sobre a forma de sair da crise, mas sim descrever o que tinha acontecido no país dele».
A sala onde decorreu a conferência estava a abarrotar de estudantes e havia mais três salas onde se seguia a sua intervenção por videoconferência. Mesmo assim, não era suficiente. Fora, no campus, um numeroso grupo de estudantes que tinham ficado sem lugar gritava durante metade da conferência: «Que saia Correa!»

O presidente do Equador situou a origem dos problemas económicos do seu país na década de setenta, em pleno “boom” do petróleo. Nessa altura, o Equador crescia a um ritmo de 10 por cento, superior ao que a China apresenta atualmente. Então, quando houve excesso de liquidez, começaram a aparecer em Quito os burocratas do FMI, do BM e da banca internacional, predicando o endividamento agressivo. O país começou a comprar compulsivamente no estrangeiro todo o tipo de coisas, entre as quais, obviamente, pacotes de armamento caríssimos.
Em 1982, o Equador já não conseguiu pagar a dívida e a situação explodiu. Naquela altura, disse Correa, «entrou em funcionamento a lógica financeira do FMI, que dá a prioridade ao pagamento da dívida, acima de tudo». Os sucessivos governos equatorianos sentiram a necessidade de endividar-se uma e outra vez para poder pagar os cada vez mais altos juros de uma dívida que continuava a crescer. «O objetivo da economia passou a ser o pagamento das dívidas do próprio Estado e dos bancos, enquanto a população empobrecia cada vez mais», acrescentou, levando os estudantes a aplaudir entusiasticamente. «O círculo infernal em que se encontram atualmente Grécia e Portugal» – afirmou Correa, que, por respeito ao país anfitrião, não incluiu a Espanha nesta referência.
No Equador, sustentou o Presidente, «a dívida privada interna (a dos bancos) foi paga à base de empréstimos externos, mas à custa do endividamento do Estado». Também desta vez não referiu Espanha, mas lembrou que dois anos antes, numa visita a Portugal, tinha avisado o governo português do risco de acontecer o mesmo no país vizinho. Augúrio cumprido.
O passo que o Equador deu em seguida também é bem conhecido nestas latitudes: «Foi o das privatizações, desregulações e cortes sociais, ditados pelo consenso de Washington, a Bíblia do neoliberalismo para a América Latina». (semelhante ao que ditam aCtualmente Berlim ou Bruxelas). «Impuseram-nos leis», disse o Presidente, «que, diziam eles, impulsionavam a competitividade e a flexibilidade no trabalho, que é o mesmo que explorar os trabalhadores», esclareceu a uns estudantes cujos aplausos e entusiasmo continuavam a aumentar. «Demonizavam a despesa pública quando era para pagar aos professores, mas não quando era para comprar armas», voltou a esclarecer.
Foi nesta conjuntura que o Equador entrou no ano 2000, no qual 16 bancos foram à falência. «Então, os políticos, que não representavam os cidadãos mas sim os poderes económicos, tudo fizeram para que a crise fosse paga pelo povo», referiu, tendo todo o cuidado para não mencionar em momento algum a Espanha, enquanto as quatro salas aplaudiam com grande alvoroço. Correa explicou que, pouco antes da falência, o governo em funções criou um Fundo de Garantia de Depósitos, que não teria sido uma má ideia se o objetivo não tivesse sido o de cobrir as perdas das entidades financeiras que faliram imediatamente depois. “Desta forma, as perdas da banca foram socializadas”. O presidente equatoriano manteve-se firme na decisão de não fazer comparações com a Espanha.
O «quintalinho» equatoriano recebeu o nome de “encautamiento” de depósitos (cativação de depósitos), que se traduz na proibição governamental de os cidadãos utilizarem o dinheiro que tinham no banco. Depois chegou a dolarização, os suicídios – «chegamos a conhecer um novo fenómeno, o suicídio infantil» – e a emigração de milhões de equatorianos (alguns dos quais presentes na conferência).
Correa criticou abertamente a independência do Banco Central Europeu, «que não está a fazer o necessário para que a Europa saia da crise». «A ideia de que a economia não é política não resiste a uma análise séria e torna-se uma estupidez argumentar que os tecnocratas que a dirigem tomam decisões sem interesses políticos concretos, como se fossem seres celestiais que não estão contaminados pela maldade terrena». Nesta altura o público estava rendido. Depois, dirigindo-se aos estudantes, disse: «Quando a burocracia financeira internacional toma decisões, não está a pensar em solucionar o vosso desemprego, está a pensar no pagamento da dívida». E disse-o com a elegância de colocar como sujeito dessa ação a burocracia internacional... não os políticos locais.
Foi mais direto ao evocar um cartaz que tinha visto em Sevilha nessa manhã e que dizia «Gente sem casas e casas sem gente». «Se seguirmos a lógica dos poderes financeiros vamos chegar ao pior dos mundos possíveis, no qual as pessoas não terão casas e os bancos terão casas de que não precisam». Os despejos são inumanos, disse, e «não tem lógica que uma pessoa que entrega a casa, por não a conseguir pagar, fique endividado para sempre». O presidente explicou que, quando chegou ao governo em 2007, implementou de imediato diversas medidas: eliminou a hegemonia do seu banco central, auditou e reestruturou a dívida, eliminando o embuste da dívida ilegítima e recuperando títulos de dívida a 35 por cento do seu valor nominal. Depois pagou o resto, «para se livrar do condicionamento do FMI, como haviam feito o Brasil e a Venezuela». Correa terminou lembrando que «expulsei de Quito a missão do Banco Mundial e há seis anos que a burocracia financeira internacional não voltou ao meu país. Agora estamos melhor do que nunca».



domingo, 20 de janeiro de 2013

ESTES SÃO PIORES QUE SALAZAR

No ano de 1965 ( ver o anexo ) a C.G.D. pagava pela Caixa Geral de Aposentações, a António Oliveira Salazar, uma pensão de 2.726$00 (escudos) , o equivalente a cerca de 13,59 € (euros)
Ok passaram 47 anos e façam as devidas actualizações para 2012.
Todos os lacaios e DESgovernantes têm as pensões/reformas EXACTAMENTE como querem; o povo paga L
Será necessário dar exemplos ??? Nunca mais parava.
Fiquem a saber que para este ano de 2013 D. Cristo e que dizem eles termos o situação gravíssima de divida, pagaremos NÓS e SÓ para quem “trabalha” na ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA:

1.Despesas com o pessoal => 42.174.204,00 ( aqui continuam incluídos os valores para os subsídios de Férias e de  Natal  no valor de 1.017.270,00 € que essa gentalha continua a ter, mas retira a todos nós; veja o ponto 01.01.14 do pdf )
2.Aquisição de Bens e Serviços => 16.324.860,00 €

3.Outros Trabalhos Especializados =>2.329.786,00 €
4.Serviços de restaurante, refeitório e cafetaria => 849.149,00 €

5.Despesas para funcionamento => 66.616.233,00 €

Veja agora alguns dos valores a título de Subvenções Estatais :
1.Subvenções Políticas => 63.315.219,00 €

2.Subvenções aos Partidos e Forças Políticas representados => 14.510.941,00 €
3.Subvenções aos Partidos e Forças Políticas NÃO representados => 342.518,00 €

4.Subvenções estatal p/campanhas eleitorais - FORÇAS POLÍTICAS => 48.461.760,00 €

TOTAL PARA ESTES “senhores” => 135.234.543,00€

Em contraponto, para um órgão que DEVE DEFENDER os interesses do cidadão comum, a PROVEDORIA DE JUSTIÇA tem:
Veja as correspondentes subvenções:

1.Transferências OE-correntes => 4.831.731,00 €
2.Transferências OE-capital => 63.100,00 €

TOTAL PARA A PROVEDORIA => 4.894.831,00€

ENFIM UM TOTAL DA DESPESA ORÇAMENTAL DE 140.219.365,00 € que reparte 135.234.543,00€ por BANDALHOS/CORRUPTOS e deixa a “migalha” de 4.894.831,00 € para TODA A PROVEDORIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA.
Ou seja e em percentagens:
OS DESGOVERNANTES ABSORVEM 96,4 % PARA ELES e deixam 03,6 % para que, eventualmente, ainda poderá defender o Povo L

Não acredita ???
Veja a Pág. 6626 do Diário da República, 1.ª série N.º 222 de 16 de novembro de 2012:

http://dre.pt/pdfgratis/2012/11/22200.pdf

 

sábado, 19 de janeiro de 2013

E SE O DINHEIRO NÃO EXISTISSE ?


Por artes do destino “alguém” me fez chegar este vídeo.
Alan Watts, de uma forma simples, “obrigar-te-á” a SENTIR...
O que gostarías de fazer se o dinheiro não existisse?
Muitas vezes não seguimos certas profissões pelo facto de nos dizerem que não tem saída ou não se ganha o suficiente. No entanto este vídeo deixa-te ( se o desejas/queres… ) reflectir no que realmente queres e importa:

“ vivermos a nossa vida à nossa maneira e a fazer o que gostamos ! “

Deixo aqui uma pequena introdução para…
Perguntaram a Dalai Lama:
O que mais te surpreende na humanidade ?

Os homens. Perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.

Dalai Lama é um monge budista Tibetano. O actual Dalai Lama é Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama e é ao mesmo tempo líder temporal e espiritual do povo tibetano. Recebeu o Prémio Nobel da Paz de 1989. Nasceu a 6 de julho de 1935, ( mais um caranguejo ) numa família de camponeses da pequena vila de Taktser, na provincia de Amdo, situada no nordeste do Tibet. O seu nome era Lhamo Dhondup até ao momento em que, com dois anos de idade, foi reconhecido como sendo a reencarnação de seu antepassado, o 13º Dalai Lama, Thubten Gyatso. O Dalai Lama é um ser iluminado que adiou sua entrada no nirvana e escolheu renascer para servir à humanidade.

UM DOS MEUS LIVROS PREFERIDOS É: Siddhartha de HERMANN HESSE
(A primeira publicação do livro foi em 1922) eu li a 6ª, também por artes do “destino”…

 Aconselho que vejam o vídeo e, já agora para quem nunca o leu => Siddhartha“  :)


  
 
 
NAMASTÉ


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

E... OS "NOSSOS" GESTORES ?!?!?!


Faria de Oliveira ganha mais na CGD do que Christine Lagarde no FABRICAMOSMISÉRIAINDISCRIMINADAMENTE
 
Faria de Oliveira, ganhava mais de 600 mil euros anuais em 2009 *
* Retirado do site da CGD, referente a 2009:

Presidente - remuneração base: 371.000,00 €
Prémio de gestão: 155.184,00 €
Gastos de utilização de telefone: 1.652,47 €
Renda de viatura: 26.555,23 €
Combustível: 2.803,02 €
Subsídio de refeições: 2.714,10 €
Subsídio de deslocação diário: 104,00 €
Despesas de representação: não quantificado

 Christine Lagarde, ganhou 381 mil euros anuais em 2012

A directora do FMI, Christine Lagarde, tem um rendimento anual líquido de 323 mil euros, a que se somam 58 mil euros para gastar em despesas, o que representa mais 10% do que o seu antecessor, Dominique Strauss-Kahn.
O total de 381 mil euros anuais que Lagarde  recebe (salário mais despesas) teve um aumento de 11% relativamente ao que recebia Dominique Strauss-Kahn, o ex-director.

De quanto foi/será o aumento de Faria de Oliveira???
É que desde 2009 não temos dados.

Os portugueses comuns (os que ainda têm trabalho) ganham menos de metade (55%) do que se ganha na zona euro.  L
Contudo,  os “nossos” gestores recebem, em média:

· mais 32% do que os americanos;
· mais 22,5% do que os franceses;
·
mais 55 % do que os finlandeses;
· mais 56,5% do que os suecos;


 A Agencia da Caixa Geral de Depósitos encerrou na Ilha da Madeira (acabou o Paraíso Fiscal) mas…  abriu uma dependência nas Ilhas Caimão !!! 

 
Isto ajudará a explicar a INTERNA e grave crise económica, financeira e social que
 Portugal está a viver ???
 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Atoleiro profundo

Costumo seguir o princípio de não recusar opiniões, independentemente da sua origem, desde que possam contribuir para melhorar a minha visão dos problemas, sem desprezar as facetas menos expostas. Se assim não for acabamos por ter os nossos neurónios a funcionar apenas na submissão aos condicionamentos da fumaça, politicamente correcta, que usa as promessas (desmentidas a curto prazo), tentativas, erros e recuos, perdendo tempo (o recurso mais precioso por não ser recuperável) e adiando a hipóteses de soluções adequadas.

Acresce que a conversa balofa que sustenta a fumaça obscurantista gira à vilta da macroeconomia, de números de dívida e de orçamento sem abrir uma fresta para as realidades da maioria dos cidadãos para quem o mês tem mais dia do que salário e que não tem a mínima possibilidade de poupar para a reforma, por mal terem hipóteses de ir sobrevivendo no dia-a-dia.

Nestas condições transcrevem-se algumas frases do artigo que se refere ao relatório do Banco de Portugal:

“Estamos num atoleiro, sem qualquer capacidade de transformar o nosso perfil económico e a nossa capacidade de crescimento, com um Governo que apenas está determinado em fazer cortes de tal maneira que são absolutamente desastrosos para a nossa capacidade de crescimento económico”

“Há uma contracção tal do que é o consumo interno, uma estagnação das nossas exportações, que há esta sensação de sufoco, em que a economia portuguesa agrava a sua queda, agrava a sua capacidade de criar riqueza. E, portanto, vamos ter um aumento do desemprego sem que haja no horizonte qualquer perspectiva.”

“O Governo há dois anos que nos vem prometendo que, se for implementado um conjunto de reformas, isto vai melhorar, e à medida que as previsões se vão sucedendo, elas são sempre para pior”.


Estas palavras devem ser inseridas nas nossas análises pessoais a fim de os nossos neurónios ficarem mais habilitados a formular opinião mais fundamentada e perfeita, e ficarmos mais imunes a propaganda falaciosa.

Imagem de arquivo

O FMI ou... melhor dito:

Fabricamos Miséria Indiscriminadamente
 
 
A República das Putas
 
Tema proposto a várias personalidades convidadas pelo jornal Público:

Que valores para 2013?

O livro de Skvorecky e o tempo da invasão da Checoslováquia pelas tropas soviéticas são o ponto de partida para João Magueijo lembrar o "sentimento de um país traído, entregue ou vendido a uma ideologia questionável" e o valor dominante do dinheiro hoje. "Antes falar de tourada", escreve o autor, no âmbito da série especial sobre os valores humanos A expressão não é original, mas o plágio é deliberado. Quando Josef Skvorecky escreveu o livro A República das Putas, havia na então Checoslováquia o sentimento de um país traído, entregue ou vendido a uma ideologia questionável, por uma classe dominante corrupta e por políticos que eram de facto putas, metafórica e literalmente. No caso de Portugal não houve tanques a entrar pelo país e a ideologia a que fomos vendidos será a outra, supostamente oposta. Mas de resto a história é tal e qual, especialmente no que diz respeito à qualidade e moralidade dos políticos.
E o pior é que paga o justo pelo pecador, ou pelo menos há pecadores, a nível mundial, que não pagaram nada. Até isto se resolver não me parece que faça grande sentido ser optimista, ou filosofar sobre o estado das letras e das ciências. Antes falar de tourada.
Ainda deve haver por aí quem se lembre da Dona Branca, a autodenominada banqueira do povo. Para quem não sabe, era uma senhora que mais não fazia que comprar e vender dinheiro, fazê-lo circular, o que lhe era levado de novo era usado para pagar juros chorudos aos que já lá estavam, e cada vez havia mais. Ela arrecadava uma comissão, a coisa foi crescendo até que um dia PUM, foi tudo pelos ares. Recordo-me de uma Dona Arminda, que lavava as escadas lá do prédio, que perdeu as poupanças todas nestas andanças, ainda me lembro da senhora a chorar muito, faz-me lembrar o Portugal de hoje. E a Dona Branca inevitavelmente foi dar com os costados na prisão, coitada da senhora, estava muito avançadapara a época, se fosse hoje davam-lhe um bónus de milhões, e teria uma posição de topo na Wall Street.
Não sejamos hipócritas, já todos recorremos aos bancos, e houve tempos em que o mundo das finanças fazia algum sentido. Precisava-se de algo agora, a ser pago com dinheiro que se iria ganhar mais tarde, os bancos tratavam da necessária máquina do tempo financeira. Em Itália vai-se a uma terriola qualquer, e lá há-de estar a Caixa Agrícola de Montemerdini, ou lá o que for: emprestava para se comprar os adubos, as sementes, as alfaias, e quando se fazia a colheita pagava-se, ficava tudo contente, belos tempos.
Eram tempos em que o capitalismo tinha um lado quase bom, ou pelos menos paternalista.
Claro que a pobreza era extrema, e deixa lá as coisas correrem mal e logo se via quem passava fome. Mas o capital nesses tempos era usado para produzir riqueza real, e o sistema financeiro apoiava o processo, conduzia a coisas que se viam, que resultavam em produtos tangíveis e reais.
O capitalismo de hoje é bem mais tenebroso. Os jogos financeiros contemporâneos são tão abstractos e auto-referenciais que trocando a coisa por miúdos mais não são do que comprar e vender dinheiro, como fazia a Dona Branca. Por razões que nunca entendi, muitas das galinhas dos ovos de ouro, em Londres e Nova Iorque, são físicos teóricos e matemáticos falhados, ex-colegas meus em alguns casos. Temos tido acesas discussões, mas numa coisa concordamos: a teoria do caos e o Lema de Ito que se lixe, aquilo é simplesmente jogar na lotaria. Como é que trocar acções por computador ao microssegundo, como se tem vindo a propor, pode corresponder a alguma operação económica real? Aquilo é verdadeiramente a Dona Branca: uma pescadinha de rabo na boca financeira, "financiar o financiamento das finanças financiadas", num jogo bem enterrado no umbigo da Wall Street e da City de Londres, um totoloto mundial mas com um belo seguro contra perdas: quando se ganha, ganham eles; quando se perde, pagamos todos, em cascata. E é aí que entram as tais putas, especificamente as nacionais.
Ao longo dos anos vimos o país a endividar-se com coisas que eram precisas e coisas que não eram. Tínhamos um serviço nacional de saúde do terceiro mundo e uma taxa de mortalidade infantil a condizer, analfabetismo e subdesenvolvimento a níveis do Subsara... e as coisas mudaram dramaticamente nos últimos 20 anos. Saí de Portugal em 1989 e sempre que voltava via algo de novo que era genuinamente preciso: portos para pescadores, estradas ao nível europeu, uma enorme expansão do ensino, etc., etc. E claro que tudo isto custa dinheiro,mas podia argumentar-se que se a Europa não queria ter um país do terceiro mundo no seu seio que o pagasse.
Mas onde a porca torce o rabo é que se via também uma orgia de infra-estruturas desnecessárias: túneis nas entranhas da Madeira que levavam a lado nenhum, estradas em duplicado nos cus de judas regionais, coisas tão ridículas que davam vontade de rir. Foram-se fazendo obras públicas completamente faraónicas, de novo-rico que não sabe o que há-de fazer ao dinheiro. Tornava-se óbvio que se construíam infra-estruturas, não para preparar o futuro, mas sim para alimentar o presente, numa cumplicidade corrupta entre Estado e empresas privadas, em que o último elo da cadeia era o mundo das finanças internacionais. E esses andavam entretidos com os seus jogos de totoloto, e quando a bolha rebentou lixou-se o proverbial mexilhão, tradução, nós.
Como Skvorecky notava, as "putas" que tinham antes vendido o seu país aos nazis eram as mesmas que agora acolhiam os soviéticos (e mais tarde, muito depois de o livro ser publicado, acolheriam o capitalismo selvagem, sem que ele o soubesse). O mesmo se passa no nosso caso: não tenham dúvidas de que em tempos de fascismo os nossos primeiros-ministros teriam sido rapazes de sucesso. Mas de certa forma estamos a bater no ceguinho. Se eles (e nós, por extensão) fizeram figuras tristes e agora estamos a pagar por isso, houve quem fez pior e se está agora a rir. Os usurários mundiais nem sequer construíram túneis inúteis: construíram castelos de valores inexistentes, que continuam a crescer e a alimentar a sua ganância. Até
isto se resolver falemos de tourada, porque não faz muito sentido discutir o estado da nossa sociedade, e o demais, em 2013.
Aliás, parece-me que a nossa sociedade estaria muito bem, muito obrigado, se não fosse este "pequeno detalhe" político e financeiro. Por exemplo: a sociedade portuguesa é muito mais sã do que a inglesa. Na Inglaterra, quem abre a boca inevitavelmente vomita uma etiqueta de classe social autenticada. Os famosos sotaques britânicos fornecem informações precisas sobre a classe, uma pena não se ensinar isto nas aulas de inglês do secundário que cá se apanham. E este simples facto cria uma quase ausência de mobilidade e interacção entre as classes; pior, torna as pessoas em estereótipos da sua classe social. Por exemplo, a classe operária inglesa força-se a seguir um cliché de ignorância e estupidez, atitudes racistas e xenófobas, contra a cultura e a educação. A sua imagem de marca é falar com erros de gramática que em Portugal só um atrasado mental cometeria... assim as classes superiores os têm vindo a controlar.
Nada disto se passa em Portugal (e já agora na Grécia, onde se encontram camponeses analfabetos a pagar a educação dos filhos em Cambridge). Ainda fui daqueles que tiveram de ir fazer a inspecção para a tropa, estava já então em Inglaterra, e o que mais me impressionou foi que entre os 500 "mancebos" de pirilau de fora que lá estavam, não se sabia de que classeera quem (tirando os casos extremos de dois grosseiríssimos labregos e de um pretendente àcoroa). Ora na Inglaterra nada disto seria assim, e com graves consequências: ao contrário de Inglaterra, se há cultura e identidade neste país, elas residem precisamente na classe trabalhadora. E diria que é este o maior potencial de Portugal: temos uma sociedade muito mais saudável, em termos de identidade e de classe, apesar de todos os problemas com que nos deparamos.
Sim, éramos um país de pobres que passou temporariamente a um país de novos-ricos. Mas agora somos um país de novos-pobres: miúdos cheios de talento desempregados há dois anos, pessoal de ponta a emigrar para o estrangeiro, médicos educados cá a colmatarem as faltas de sistema de saúde inglês... um desperdício óbvio de uma geração. Em vez de usarmos estas fontes de rendimento, deixámos os tanques financeiros entrar pelo país, para aumentar os impostos e baixar os salários, já de si entre os mais baixos da Europa.
Não sei se haverá soluções milagrosas, mas uma quebra total com o que se tem vindo a fazer é evidentemente necessária. Lembro-me de uma senhora perguntar a um médico meu amigo se podia usar água benta para a sua enfermidade. O médico respondeu-lhe que sim, mas que a fervesse primeiro. Não me parece que doses sucessivas de banha da cobra sejam a solução dos nossos males. Muita da nossa dívida, e consequente austeridade, não é legítima, em perfeita analogia com as dívidas contraídas pelas prostitutas, e que as mantêm nas malhas dos seus donos. Se a nível mundial algo tem de ser feito para refrear os chulos financeiros, a nível nacional um corte com o passado seria um primeiro passo. Ou então que se dê o Prémio Nobel da Economia à Dona Branca. E viva a República das Putas.

                                                        Por João Magueijo Físico teórico do Imperial College, em Londres

 


 
AS TABELAS DO ROUBO: