sexta-feira, 29 de junho de 2012

As esperanças evaporam-se


As esperanças correm sempre o risco de se esfumar, quando não têm concretização em prazo aceitável. Mesmo a que se referia ao regresso de D. Sebastião numa manhã de nevoeiro se foi esbatendo ao longo do tempo até que até já ninguém a ter.

Na vida quotidiana o desaparecimento de esperanças na concretização de prometidos de êxitos, cria a incredulidade nas palavras de falsos profetas que, depois, como castelo defensivo, só lhes resta evitar falar.

Segundo notícia do PÚBLICO, baseada em dados do INE, o «Governo fechou os três primeiros meses do ano com um défice de 7,9% do PIB, acima do registado no período homólogo de 2011. Meta de 4,5% para este ano fica cada vez mais difícil.»

Foi um ano a recuar. E isto acontece depois das promessas douradas da campanha eleitoral e das posteriores afirmações, do actual Governo «garanto que…», «asseguro que…», «custe o que custar» e dos conselhos dados aos portugueses, «imigrem», «não sejam piegas», etc.

Com tudo isto, em quem podemos acreditar? A que nos podemos agarrar para termos esperança no futuro? Quem virá cortar as gorduras do Estado, racionalizando a organização das instituições públicas, eliminando as inúteis, fundindo as semelhantes, privatizando muitas (sem as tornar PPP), reduzindo mordomias, automóveis, telemóveis, cartões de crédito, etc.?

Há quem defenda que ou fazem já um governo de coligação alargada com um PM apartidário (Governo de Salvação Nacional) para não estarem a subordinar os interesses do Estado ao medo de perder as próximas eleições, ou em breve poderá surgir algo de imprevisível. Só com uma coligação muito alargada que comprometa, nas reformas estruturais a fazer, todos os partidos com assento parlamentar, poderão ser tomadas as medidas menos populares, por deixar de haver receio de perder votos a favor da oposição.

E perante a situação de crise, não devem ser menorizados os sinais de descontentamento, já revelados em assobios a governantes, em vários locais e agora na Covilhã ao ministro da Economia, porque eles podem estar a prenunciar atitudes mais dolorosas.

Embora «o povo seja sereno», como dizia Pinheiro de Azevedo, é preciso ter cuidado com a ira do touro manso!

Parece que talvez se possa concluir que o mal não é do actual Governo nem de qualquer outro, mas sim dos vícios do sistema, das manhas acumuladas e acrescidas ao longo de quatro décadas. Mas fica a dúvida de como irá isto reverter para um esquema ético e patriótico, virado para os interesses nacionais, dos cidadãos, em geral? É de recear que, dada a incapacidade de a solução vir de partidos, ela venha a ser procurada por acções de violência que pode ser demasiado dura e, com o inconveniente de, a seguir, os males poderem renascer, com outros actores. Mas o povo embora pareça tolerante, sereno, apático, de brandos costumes e adormecido, pode cansar-se de esperar por milagres que também não se apresentam como solução.

Imagem de arquivo

PARA QUEM PAGAMOS NÓS OS IMPOSTOS ???


Capa dos jornais de 2012/06/29
Jornal de Noticias e Correio da Manhã


Perdoam-se luvas e pagam com os nossos impostos a ladrões ; ‘ (

Deixo um poema de Ana Wiesenberger para meditarem... 
O meu país está a saque
Não da vontade do povo
Não da democracia
Mas da mão pútrida, encartada
Dos eleitos que nas urnas granjearam a maioria

As contas do hospital, que dávamos como pagas
Aparecem com novos talões pormenorizados
Para servirem as leis do hoje
Para cobrarem as urgências médicas do ontem
Legitimadas pela sede estatal
De encher os cofres

Há pessoas incriminadas
Por meterem ao bolso, uma embalagem no supermercado
E no entanto, ilibam-se desvios bancários consideráveis
Faltas à verdade
Dos que juraram defender a constituição

Há jornalistas sob o alvo da manipulação e da chantagem
Dos detentores de poder
E quando se arrojam a perfilhar, direitos há muito adquiridos
Acabam vexados e diminuídos
As instâncias reguladoras só agem
Em prole do bom nome
De quem manda

Neste país que viveu décadas de cárcere
E mandíbulas cerradas de medo
Neste país que ousou sonhar e acreditar na liberdade
Neste país que foi feliz um dia
Querem de novo vencer-nos pela mordaça
Triturar-nos as vontades
Entorpecer os nossos passos

E é tudo mais penoso de crer
Porque julgáramos ter aberto as cancelas
E ter voz
Porque julgáramos ver nos nossos governantes
Uma nobreza de horizontes
Que afinal era fictícia

E é por isso
Que me dói o peito
Se só oiço o grito
Portugal, Portugal
Quando a fauna privilegiada domina os relvados
Com um rigor de sorte

28-06-2012
Ana Wiesenberger
Vídeo sobre o Império Financeiro que te pode abrir os olhos

quarta-feira, 27 de junho de 2012

terça-feira, 26 de junho de 2012

Ministério da Educação e Ciência

Documento divulga as reformas "concluídas" e...

as que ainda estão "em curso" no sistema educativo.

O ano letivo de 2011/2012 fica marcado por várias medidas que vão alterar a organização das escolas, a carreira dos professores e os deveres dos alunos. No rescaldo dos exames nacionais o Ministério da Educação e Ciência (MEC) faz um balanço da sua atuação tendo em conta as metas definidas no programa governamental de Pedro Passos Coelho. Nas escolas as mudanças mais sentidas prendem-se com as alterações da estrutura curricular do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do secundário. Concluída após um debate público a reforma pôs fim à "dispersão" que o ministro da Educação, Nuno Crato, entendia ser a raiz de muitos dos males do ensino. Mas não só. Para o MEC, o novo currículo teve ainda como missão reforçar as disciplinas estruturantes: Língua Portuguesa, Língua Estrangeira, Matemática, Ciências Naturais e Ciências Sociais e Humanas.
Avaliar parece ser a tónica da tutela de Nuno Crato. No ano letivo de 2012/2013, os alunos do 6.º e 9.º anos vão ter de realizar provas finais de Matemática e Português, com ponderação de 30% na nota final. O mesmo acontece aos alunos do 4.º ano, sendo que para estes a ponderação será de 25% no próximo ano letivo. Nos anos seguintes, as ponderações uniformizam com as dos restantes ciclos e passam a contar 30% para nota final.
A reforma do modelo de avaliação de professores foi também conseguida pelo ministério de Nuno Crato e está promulgada no Decreto-lei n.º 26 de 2012. "Em curso", o MEC anuncia que estão em processo legislativo final um conjunto de diplomas com vista à avaliação dos docentes requisitados nos seus organismos e dos diretores das escolas. Serão ainda definidos os parâmetros da avaliação.
O próprio Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) vai sofrer mudanças. A partir de janeiro de 2013, o MEC quer torná-lo numa entidade independente e autónoma com competência na avaliação externa das aprendizagens dos alunos. A avaliação externa das escolas continua a ser feita pela Inspeção-Geral da Educação e Ciência.
A urgência avaliativa vai atingir mais instâncias educativas. Com base em "estudos de avaliação" da atividade da iniciativa Novas Oportunidades, o MEC está a tomar medidas que vão alterar o funcionamento do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC). A começar pela mudança de nomenclatura: os conhecidos Centros Novas Oportunidades (CNO) passam a designar-se Centros para a Qualificação e Ensino Profissional (CQEP). Novo nome, novas funções. Os CQEP vão ter de "assegurar a necessária articulação com as empresas" no decurso da formação em contexto de trabalho e durante os estágios.
Em "curso", segundo o documento divulgado pelo MEC, está ainda a revisão das tipologias dos cursos de educação e formação de adultos. E, ainda, a criação de um sistema de avaliação regular do impacto das ofertas formativas no mercado laboral.
A preocupação em adequar a formação "às necessidades" do mercado de trabalho e promover o emprego jovem levaram o MEC a desenvolver uma reestruturação do ensino profissional. A ideia é torná-lo uma "verdadeira alternativa às vias de ensino regular", lê-se no documento.
E, como não pode haver avaliação sem indicadores estatísticos, está em fase de teste um sistema que permitirá reunir em plataforma digital alguns dos dados mais relevantes sobre educação, discriminados por concelho.
A "racionalização" da rede de ensino foi outra das promessas governamentais. A "estabilização do processo de organização dos agrupamentos de escolas" ficará concluída antes de 2012/2013: 152 agregações irão já funcionar no próximo ano letivo. O plano conta ainda com o encerramento de escolas do 1.º ciclo com baixos níveis de frequência.
O MEC pôs em marcha um grupo de trabalho para avaliar o "custo do aluno" no ensino público que servirá de referencial ao financiamento do ensino particular e cooperativo para 2012/2013. Está ainda "em curso" a elaboração de um diploma que definirá uma nova regulamentação para todos os tipos de contratos existentes.
O ensino pré-escolar merece ainda destaque entre as mudanças "em curso" no sistema educativo. Mais turmas e melhorias nas orientações escolares para as crianças entre os 3 e os 6 anos, bem como a preparação de um sistema de avaliação das práticas educativas, são algumas das reformas que o MEC tem previstas para este nível de ensino.
Outras alterações estão ainda dependentes de estudos de avaliação. Projetos como a certificação de manuais escolares, o Plano Nacional de Leitura e as Atividades de Enriquecimento Curricular são para continuar.

Ok   ;'(

CONSEGUIRAM


domingo, 24 de junho de 2012

sábado, 23 de junho de 2012

Urgência de debate sobre a Constituição e as Leis da República


Transcrição de texto do escritor Davis Martelo, recebido por e-mail, que é muito claro e termina com a sugestão de um debate urgente sobre a Constituição e as Leis da República, a fim de os militares poderem concluir correctamente sobre o cumprimento do Juramento de Bandeira, cuja fórmula consta no texto:

GUARDAR E FAZER GUARDAR
David Martelo, em 04-06-2012

O Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR) é um Decreto-Lei da República Portuguesa (DL 239/99, com alterações posteriores) que, no seu artigo 7.º, determina que cada militar, em cerimónia pública, preste juramento de bandeira perante a Bandeira Nacional, mediante a fórmula seguinte:

«Juro, como português e como militar, guardar e fazer guardar a Constituição e as leis da República, servir as Forças Armadas e cumprir os deveres militares. Juro defender a minha Pátria e estar sempre pronto a lutar pela sua liberdade e independência, mesmo com o sacrifício da própria vida.»

Este juramento, de carácter individual, coloca a guarda da Constituição e das Leis da República logo no primeiro lugar das tarefas juradas pelos militares, o que é o mesmo que dizer que os obriga a ter os olhos e os ouvidos bem abertos para o que se vai passando na vida pública do país.

A actividade política portuguesa vem-se caracterizando por sucessivos sinais de que o regime democrático está profundamente afectado por anomalias que, no seu conjunto, consubstanciam uma das mais graves crises da história de Portugal. Podem apontar-se como sintomas de grave doença do sistema político nacional, desde há muitos anos a esta parte, os seguintes exemplos de todos bem conhecidos:

- O sistema partidário, colocando os partidos políticos alternadamente no poder e na oposição, não consegue fazer deles máquinas sérias de fiscalização, na oposição, e de aparelhos aptos a, rapidamente, tomarem conta da governação do país quando legitimamente para tal eleitos. Deste modo, vem-se repetindo o cenário de um partido ou uma coligação de partidos chegar ao poder e, poucas semanas depois, declarar que a situação é muito pior do que tinham imaginado. Todavia, quando em campanha eleitoral, atacam veementemente os partidos a quem disputam o poder e são capazes de considerar “um disparate” uma medida que, passado pouco tempo, logo vão pôr em prática. Assim sendo, parece que quem está no poder consegue, sistematicamente, esconder a realidade do país a quem está na oposição, pelo que as eleições redundam numa simples aposta, para não dizer numa fraude, em que as políticas anunciadas raramente são postas em prática.

- A Justiça tem-se destacado pela sua lentidão, pelas obstruções que a actual legislação consente e pela imoralidade de muitas decisões. No meio do maior escândalo nacional, os tribunais vêm servindo, em muitos casos, para absolver a maior parte dos casos de corrupção – sobretudo os relacionados com personalidades da vida política – e tornou-se patente que, havendo dinheiro, arranja-se um bom advogado e ele tratará de tirar todo o partido da imperfeição das nossas leis, logrando obter a absolvição ou a muito conveniente prescrição.

- As nossas leis são imperfeitas e, na Assembleia da República, não se vislumbram vontades que levem a alterar o que tem vindo a permitir o triunfo dos corruptos e a actividade política em circunstâncias de patente incompatibilidade moral.

- A violação da Lei na acção governativa tornou-se uma prática corrente, de que a confiscação dos Subsídios de Férias e de Natal a uma parte dos portugueses e a desigualdade de sacrifícios impostos aos diversos cidadãos são o exemplo mais forte e penalizante. E, o cenário de far west assentou arraiais de tal feição no panorama político português que a própria governante titular da Justiça, maltratando o princípio da separação dos poderes, admoestou preventivamente os juízes do Tribunal Constitucional para que tivessem tento no que iriam decidir a este respeito.

- Os assaltos a bancos, que antigamente se faziam de pistola na mão e máscara na cara, fazem-se, agora, por dentro e por valores nunca dantes desviados. O Banco de Portugal, onde são pagos ordenados e reformas milionárias, alegadamente devido à elevada qualidade dos seus servidores, fracassou miseravelmente na detecção atempada do golpe do século verificado no BPN. Também neste caso, a lentidão da Justiça a todos deixa perplexos. E essa perplexidade é tanto maior quanto é evidente que o BPN foi uma criação assente em personalidades de notório passado político, muitas delas próximas do actual PR.

- Neste, como em muitos outros casos que ainda não estão sob a alçada da Justiça, emerge a figura do EX-MINISTRO. Ser ministro de Portugal, nos tempos que correm, já não é o coroar de uma carreira de meritórios serviços à causa pública. É, apenas, uma fase transitória de recolha de informação e de valorização pessoal perante o mundo dos negócios, em que se trata de agradar aos que, mais tarde, os premiarão com bem remunerados empregos.

- A própria sede do poder já não será aquela que a Constituição da República determina, porque poderes semi-ocultos manobram nos bastidores da política, em relação promíscua com o mundo dos negócios. Para tornar o panorama ainda mais tenebroso, descobrem-se actuações ilícitas por parte de responsáveis dos Serviços de Informação, ligações discretas a lojas maçónicas e, finalmente, preocupante envolvimento de figuras destacadas do governo. A manipulação dos media e as pressões sobre quem neles trabalha, pecado comum de todos os governos da actual República, faz-se, agora, ameaçando com a divulgação de pormenores da vida privada de jornalistas, o que nos permite perguntar se essa nova modalidade não terá algo a ver com um certo relacionamento do poder com os agentes transviados dos Serviços de Informação. E tudo isto acontece perante a impassibilidade do poder político e, até, com a tentativa de procurar desvalorizar a gravidade da situação.

- Numa Região Autónoma, o presidente do governo regional, figura de enorme sucesso político graças às contribuições dos contribuintes cubanos do “Contenente”, marimbando-se para o cumprimento das suas obrigações constitucionais, resolve não estar presente na Assembleia Regional durante o debate de uma moção de censura e lança as maiores diatribes sobre os seus adversários políticos, constantemente tratados como loucos e bandidos.

- Mergulhados numa situação gravíssima, que exigiria do Supremo Magistrado da Nação uma atitude mobilizadora da sociedade portuguesa, o actual PR veio lamentar-se publicamente das dificuldades que teria em pagar as suas despesas, não parecendo aperceber-se de como estava a magoar todo o povo português, sabedor de que S.ª Ex.ª vive com cerca de 20 ordenados mínimos por mês. Pois sucede que, por imperativo constitucional – artigo 127.º - 3 – a fórmula de juramento do PR

“Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa

impõe, justamente, a tarefa primária de zelar pelo respeito da normalidade constitucional. Com a imagem degradada de que hoje usufrui – cuja caracterização me abstenho de recordar –, é legítimo duvidar que se encontre nas condições necessárias ao desempenho de tão exigente missão.

- É muito evidente que Portugal precisa de reformas de grande vulto. Há cerca de dois anos, uma figura prestigiada da política portuguesa e ex-líder de um dos principais partidos políticos, considerou que (cito de cor) “em democracia não é possível fazer reformas”. Seguidamente, foi mesmo ao ponto de sugerir que “o melhor era suspender a democracia por seis meses, fazer as reformas, e regressar, depois, ao funcionamento democrático”. Ouvir uma pessoa responsável e com larga experiência governativa fazer uma afirmação deste tipo só pode significar que algo de muito grave se passa com o cumprimento da Constituição da República.

Dito isto, julgo que haverá duas hipóteses a ponderar:

1.º Estou redondamente enganado nas considerações que fiz, sendo então muito provável que a Constituição da República esteja de boa saúde e convenientemente guardada;

2.º Não estou (infelizmente) enganado e, então, é legítimo perguntar como é que as Forças Armadas e os seus militares acham que estão a cumprir a determinação legal contida no juramento feito e procurar abrir o indispensável debate.

Granja, 04 de Junho de 2012

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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Derrapagem do défice orçamental

A notícia Vítor Gaspar admite que défice orçamental está em risco de derrapar contém vários pontos de reflexão sobre a situação actual do País.

Diz que «o país enfrenta um "aumento significativo dos riscos e incertezas que estão associados às perspectivas orçamentais" (…) e «explicou que o comportamento das receitas fiscais "não é positivo" e que os valores estão abaixo do esperado". Em concreto, referiu-se às receitas do IRC que registaram "uma evolução menos favorável do que se esperava em resultado dos menores lucros das empresas neste contexto de recessão prolongada"

Mais uma vez, o suave Gaspar confessa a sua incapacidade de prever (ou será que a surpresa é apenas um disfarce da mentira que usou para alimentar esperanças infundadas?). No entanto nem todos se deixam enganar pois, já há muitos meses, têm surgido em público opiniões de que a austeridade, da forma como foi conduzida, resultaria na quebra do poder de compra dos cidadãos, de onde adviria menos negócio da economia, despedimentos, falências e, portanto, menos impostos a pagar ao fisco. Essa previsão estava correcta como agora Gaspar reconhece. Foi pena ele não a ter levado em consideração. Fica-se na dúvida do que virá a seguir?
Qual o papel do Governo para evitar a derrapagem do défice orçamental? Qual o papel do ministro das Finanças? Porque não foram tomadas medidas mais adequadas à situação real?

Quanto à hipótese da necessária redução das despesas públicas e das gorduras do Estado para atenuar a crise e o défice orçamental, será bom dar atenção a medidas tomadas na Grécia e em Espanha.

- Governo grego reduz em 30% salários dos ministros
- Orçamento espanhol vai cortar 15% nas despesas dos ministérios
- Governo espanhol prevê fecho de 450 empresas públicas


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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Nada é o que parece

Na semana de mais uma ação, louvável, do programa da luta contra a fome, a recolha em hipermercados, segundo os telejornais, foi de 2.644 toneladas, seja 2.644.000 Kilos.
Vejamos:
Se cada pessoa adquiriu nos hipermercados 1 kg de um produto qualquer para doar e se esse produto custou, digamos, 1 € (um euro) o que em média me parece abaixo da benevolência do nosso povo  => ( 2.644.000 kg x 1 € = 2.644.000 € ) TEMOS AQUI EM “JOGO” dois milhões seiscentos e quarenta e quatro mil euros !!!
A louvável campanha e os milhares de voluntários que deixaram as suas casas e afazeres para contribuir para esta LUTA, cada vez maior, CONTRA A FOME e continuam a trabalhar para entregar esses donativos do nosso povo SÃO UNS HEROIS !
Estas campanhas continuam a ser bem-vindas e exploradas pelo estado ( que devia ser o 1º a ser solidário )
Fazendo uma média de IVA [ entre os 23%, (3/6) ; 12 %  (2/6) ; e os raros 6% (1/6) ]  o estado, o tal que devia ser solidário, fica com aproximadamente  17 % do que o nosso povo benevolentemente ofereceu para os mais carenciados ou seja dos dois milhões seiscentos e quarenta e quatro mil euros, o ESTADO FOI BUSCAR,  só em IVA 449.480 €  !
Os hipermercados (com uma margem de lucro de cerca de 30%) ganharam 793.200 €.
Assim todas as pessoas de bem e que com esforço ( eu também fui uma delas ) conseguimos OFEREÇER  1.242.680 €; (449.480 € ao Estado) + (793.200 € aos Grupos Económicos)!!!
Direi que valeu e valerá SEMPRE a pena mas… não será que os que engordam com estas campanhas, não deviam abdicar dos seus lucros e prol de uma sociedade mais justa ?

Deixo à consideração de todos vós
e...  sobretudo a quem de direito.



                             É triste, mas é bom saber...
Porque é que os madeirenses receberam 2 milhões de Euros da solidariedade nacional, quando o que foi doado era de 2 milhões e 880 mil?
Querem saber para onde foi esta "pequena" parcela de 880.000 € ?
A campanha a favor das vítimas do temporal na Madeira através de chamadas telefónicas é um insulto à boa-fé da gente generosa e um assalto à mão-armada.
Pelas televisões a promoção reza assim: Preço da chamada 0,60 + IVA.  São 0,72 no total.
O que por má-fé não se diz é que o donativo que deverá chegar (?) ao beneficiário madeirense é de apenas 0,50.  Assim oferecemos € 0,50 a quem carece,  mas cobram-nos € 0,72, mais € 0,22 ou seja 30 %.
Quem ficou com esta diferença?
1º - a PT com € 0,10 (17 %) isto é a diferença dos 50 para os 60.
2º - o Estado € 0,12 (20 %) referente ao IVA sobre 0,60.
Numa campanha de solidariedade, a aplicação de uma margem de lucro pela PT e da incidência do IVA pelo Estado são o retrato da baixa moral a que tudo isto chegou.
A RTP anunciou com imensa satisfação que o montante doado já atingiu os 2.000.000 de euros.
Esqueceu-se de dizer que os generosos pagaram mais 44 % ou seja mais 880.000 euros divididos  entre a PT (400.000 para a ajuda dos salários dos administradores) e o Estado (480.000 para ajuda ao reequilíbrio das contas públicas e aos trafulhas que por lá andam).
A PT cobra comissão de quase  20 % num acto de solidariedade!!!
O Estado faz incidir IVA sobre um produto da mais pura generosidade!!!
ISTO É UMA TOTAL FALTA DE VERGONHA, SOB A CAPA DA SOLIDARIEDADE. É BOM QUE O POVO SAIBA QUE ATÉ NA CONFIANÇA SOMOS ROUBADOS.
ISTO É UM TRISTE ESBULHO À BOLSA E AO ESPÍRITO DE SOLIDARIEDADE  DO POVO PORTUGUÊS!!!

" O que me preocupa não é o grito dos maus.
É o silêncio dos bons. "

domingo, 10 de junho de 2012

Pérolas de António da Nóvoa

O Discurso do Prof. Doutor António Sampaio da Nóvoa, Presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do 10 de Junho (texto completo aqui), é comparável a um precioso colar de joias raras de que a seguir se apresentam alguns exemplos:

A consciência e a realidade
As palavras não mudam a realidade. Mas ajudam-nos a pensar, a conversar, a tomar consciência. E a consciência, essa sim, pode mudar a realidade.

O Poder e os mais desprotegidos
A regra de ouro de qualquer contrato social é a defesa dos mais desprotegidos. Penso nos outros, logo existo (José Gomes Ferreira). É o compromisso com os outros, com o bem de todos, que nos torna humanos.

A pobreza de ontem e a de hoje
Portugal conseguiu sair de um longo ciclo de pobreza, marcado pelo atraso e pela sobrevivência. Quando pensávamos que este passado não voltaria mais, eis que a pobreza regressa, agora, sem as redes das sociedades tradicionais.
Começa a haver demasiados “portugais” dentro de Portugal. Começa a haver demasiadas desigualdades. E uma sociedade fragmentada é facilmente vencida pelo medo e pela radicalização.

Precisamos de ideias novas para alternativas
Não façamos, uma vez mais, o erro de pensar que a tempestade é passageira e que logo virá a bonança. Não virá. Tudo está a mudar à nossa volta. E nós também.
Afinal, a História ainda não tinha acabado. Precisamos de ideias novas que nos dêem um horizonte de futuro. Precisamos de alternativas. Há sempre alternativas.

Conhecimento, liberdade e futuro
A arrogância do pensamento inevitável é o contrário da liberdade. E nestes estranhos dias, duros e difíceis, podemos prescindir de tudo, mas não podemos prescindir nem da Liberdade nem do Futuro.
O futuro, Minhas Senhoras e Meus Senhores, está no reforço da sociedade e na valorização do conhecimento, está numa sociedade que se organiza com base no conhecimento.

O económico VS o ético e o democrático
Os sacrifícios têm de basear-se numa forte consciência do social, do interesse colectivo, uma consciência que fomos perdendo na vertigem do económico; pior ainda, que fomos perdendo para interesses e grupos, sem controlo, que concentram a riqueza no mundo e tomam decisões à margem de qualquer princípio ético ou democrático. É uma “realidade inaceitável”.

Nós e a Europa
Em mar de águas revoltas, é preciso manter o rumo, ter a sabedoria de separar o acessório do fundamental. A Europa não é uma opção, é a nossa condição. Uma Europa com uma nova divisa: liberdade, diversidade, solidariedade.
A Europa é o nosso futuro, mas não nos iludamos. Ou nos salvamos a nós, ou ninguém nos salva (Manuel Laranjeira). Falemos, pois, de Portugal e dos portugueses.

Trabalho e ensino são factores fundamentais
Nos momentos de prosperidade não tratámos das duas questões fundamentais: o trabalho e o ensino. Nos momentos de crise é tarde: fundas economias na administração aumentariam os desempregados, e para a reorganização do trabalho falta o capital; falta o tempo, porque a fome bate à porta do pobre. Então a emigração é o único expediente: silenciosa e resignadamente cada um vai partindo, sem talvez uma palavra de amargura(…).
O heroísmo a que somos chamados é, hoje, o heroísmo das coisas básicas e simples – oportunidades, emprego, segurança, liberdade. O heroísmo de um país normal, assente no trabalho e no ensino.

Organização interna
Porque Portugal tem um problema de organização dentro de si:
- Num sistema político cada vez mais bloqueado;
- Numa sociedade com instituições enfraquecidas, sem independência, tomadas por uma burocracia e por uma promiscuidade que são fonte de corrupção e desperdício;
- Numa economia frágil e sem uma verdadeira cultura empresarial.

Um rumo novo
Chegou o tempo de dar um rumo novo à nossa história.
Portugal tem de se organizar dentro de si, não para se fechar, mas para se abrir, para alcançar uma presença forte fora de si.
Não conseguiremos ser alguém na Europa e no mundo, se formos ninguém em nós.
Não é por sermos um país pequeno que devem ser pequenas as nossas ambições. O tamanho não conta; o que conta, e muito, é o conhecimento e a ciência.

Conhecimento, ciência e tecnologia
Existe conhecimento. Existe ciência. Existe tecnologia. Mas não estamos a conseguir aproveitar este potencial para reorganizar a nossa estrutura social e produtiva, para transformar as nossas instituições e empresas, para integrar uma geração qualificada que, assim, se vê empurrada para a precariedade e para o desemprego.
É este o nosso problema: a ligação entre a universidade e a sociedade. É esta a questão central do país: uma organização da sociedade com base na valorização do conhecimento. (…)
É por aqui que passa o nosso futuro, pela forma como conseguirmos ligar as universidades e a sociedade, pela forma como conseguirmos que o conhecimento esteja ao serviço da transformação das nossas instituições e das nossas empresas.

Imagem do Google

sexta-feira, 8 de junho de 2012

O MEDO CAUSADO PELA INTELIGÊNCIA

Quando Winston Churchill, ainda um jovem, acabou de pronunciar o seu 1.º discurso, na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo do seu pai, o que tinha achado do seu desempenho naquela assembleia de vedetas políticas.
O amigo do pai pôs a mão no ombro de Churchill e disse-lhe em tom paternal:
“ Jovem, cometeste um grande erro. Foste demasiado brilhante neste teu primeiro discurso. E, isso é imperdoável ! Devias ter começado mais na sombra. Devias ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrras-te hoje, deves ter ganho, no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta ".
Aqui está uma das melhores lições que um “velho”sábio pode dar ao pupilo que se inicia numa carreira.
Isto, foi em Inglaterra. Imaginem aqui, em Portugal.
Vale a pena lembrar uma frase:
“Há tantos burros a mandar em homens inteligentes que, às vezes, penso que a burrice é uma Ciência”.
A maior parte das pessoas encasteladas em posições políticas é medíocre e tem um indisfarçável medo da inteligência.
Tenho de admitir, por outro lado, que, de um modo geral, os medíocres são mais obstinados na conquista de posições importantes. Sabem ocupar os espaços vazios deixados pelos talentosos "displicentes" que não revelam normalmente o apetite pelo poder. Mas, há que ter em consideração que esses medíocres, oportunistas e ambiciosos, têm o hábito de defender bem as posições conquistadas – como que com verdadeiras muralhas de granito por onde os talentosos e inteligentes não conseguem passar.
Em todas as áreas encontramos d’essas fortalezas inexpugnáveis a quaisquer legiões de lúcidos.
Dentro deste raciocínio, que poderia ser uma extensão do "Elogio da Loucura", de Erasmo de Roterdão, sou forçado a admitir que uma pessoa precisa de fingir que é burra se quer vencer na vida.
É "pecado" fazer sombra a alguém, até mesmo numa conversa social.
Assim como um grupo de senhoras burguesas, “bem”casadas, boicota, automaticamente, a entrada de uma mulher bonita no seu círculo (com medo de perderem os maridos), também os encastelados medíocres se fecham como ostras à simples aparição de um talentoso jovem que os possa ameaçar.
Eles conhecem bem as suas limitações, sabem como lhes custa desempenhar tarefas que os mais dotados realizam “com uma perna às costas”...
Enfim, na medida em que admiram a facilidade com que os mais lúcidos resolvem problemas, os medíocres repudiam-nos para se defenderem; acreditem !
É um paradoxo angustiante !
Infelizmente, temos de viver com estas regras absurdas que transformam a inteligência numa espécie de desvantagem perante a vida.
Como é sábio o velho conselho:
"Finge-te de idiota, e terás o céu e a terra".
O problema é que os inteligentes brilham mesmo não sendo o seu desejo.
Mas como são os mediocres a decidir, que o Divino os ajude ou… os destrua.

O Planeta e o povo não aguentam mais !!!

O CLUB BILDERBERG e A SUA ACTUAÇÃO


Sei que não estão a visualizar; MAS CONSEGUEM VER EM:
Apelo de Cientista Alemão. PARA REFLECTIR.

Sei que não estão a visualizar; MAS CONSEGUEM VER EM:

quinta-feira, 7 de junho de 2012

PSP e o Fisco


Ignorando os dados ao dispor do IMTT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres), o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, vai utilizar as operações stop da PSP para saber quem tem carros de luxo ! Parece incrível? Assim o entende a deputada do PS Isabel Oneto e o autor do bloge Jumento, como se vê nos textos transcritos a seguir:

PS quer que MAI explique operações PSP e Fisco
Expresso.  6 de junho de 2012, Quarta feira, 22:00. Cristina Figueiredo

O PS pediu a presença do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, no Parlamento, para explicar qual a base legal para a possibilidade do Fisco aproveitar as operações STOP da PSP.

Os socialistas admitem que o protocolo entre a PSP e a Administração Tributária e Aduaneira possa configurar "abuso de poder". Mas querem ter a certeza. Para isso pedem cabais esclarecimentos por parte do ministro da Administração Interna Miguel Macedo, cuja presença requerem na Assembleia da República.

"Não questionamos que o fisco cobre as suas dívidas, mas o fisco tem de estar em situação de igualdade com os demais credores", diz ao Expresso a vice-presidente da bancada do PS Isabel Oneto. "Se as Finanças recorrem às forças de segurança para executar quem lhe deve, então qualquer cidadão o pode fazer", afirma a deputada, que admite podermos estar perante "uma situação de abuso de poder".

No requerimento entregue esta tarde, os socialistas pedem ao ministro que venha ao Parlamento esclarecer qual a fundamentação legal que suporta a possibilidade de o Estado aproveitar as operações STOP da PSP para penhorar veículos de cidadãos com dívidas ao fisco e em que fase da execução da penhora é que o agente da ATA está autorizado a intervir.

Jumento do dia

Paulo Núncio

Há notícias que dão vontade de rir e esta de que o fisco vai saber quem são os donos dos carros de luxo em operações stop da PSP não só dá vontade de rir como nos leva a ter pena da dimensão intelectual dos nossos governantes.

Então o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais vai saber quem tem carros de luxo em operações stop? Compreende-se que Paulo Núncio aprecie muito touradas, mas algum dos seus assessores deveria explicar-lhe que em Portugal não é necessário recorrer a a operações stop para saber quem comprou ou pagou o carro, isto ainda não é a feira de Alcácer e muito menos o mercado do Roque Santeiro.

«Vai ser reforçada a colaboração entre a Polícia de Segurança Pública e a Autoridade Tributária (AT) com vista à deteção de sinais exteriores de riqueza dos contribuintes que não tenham reflexo na declaração de IRS.

Segundo a Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais as operações STOP vão servir também para identificar e controlar os veículos automóveis com valor igual ou superior a 50 mil euros, que possam constituir manifestações exteriores de fortuna.

O controlo, adiantou ao Expresso a Secretaria de Estado, far-se-á através da comparação entre o valor de aquisição do veículo e as declarações fiscais de IRS dos respetivos proprietários. Caso sejam detetadas desconformidades, as Finanças procedem a correções adicionais à matéria coletável e ao imposto a pagar.» [Expresso]

Imagem do Google

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O ATAQUE AO TEU SER

O Club Bilderberg está neste momento reunido e a organizar o ataque final ao
SER HUMANO.

Os mídia como sempre ficam calados.


ALGUNS DOS PATICIPANTES DE PORTUGAL
NESTA REUNIÃO DO CLUB BILDERBERG

Francisco Pinto Balsemão, Manuel Pinho, José Sócrates José, Pedro Aguiar-Branco, Santana Lopes, José Manuel Durão Barroso, Nuno Morais Sarmento, António Costa, Rui Rio, Manuela Ferreira Leite, Augusto Santos Silva, Marcelo Rebelo de Sousa, António Guterres, Ferro Rodrigues, Jorge Sampaio, Luís Mira Amaral, Vítor Constâncio, Manuel Ferreira de Oliveira, Ricardo Salgado, Fernando Teixeira dos Santos, José Medeiros Ferreira, Joaquim Ferreira do Amaral, António Miguel Morais Barreto, João Cravinho, Artur Santos Silva, Francisco Luís Murteira Nabo

TUDO GENTALHA QUE DESTRUIU O NOSSO PAÍS


NÓS TENTAREMOS:

Hoje, Sexta-feira 01 junho 2012 D.C. :
O “bullhorning” primeiro grande protesto conta o Club de Bilderberg está a ter agora lugar.

Sábado 02 junho 2012 D.C. :
Vai haver duas manifestações principais, uma de manhã 10:00 e uma à tarde 18:00.

Domingo 03 junho 2012 D.C. :
Esperaremos todos os membros que possamos ao estes saírem do Hotel.