domingo, 15 de abril de 2012

Autoritarismo abomina liberdade e livre-arbítrio

Transcrição de artigo seguida de NOTA:

Saúde "manu militari"
Publicado por Manuel António Pina, no Jornal de Notícias, em 2012-04-12,

Quatro anos depois, o dr. Francisco George, eterno director-geral de Saúde, está a convocar as tropas higieno-fascistas para a 2ª Cruzada Antitabagista, desta vez mobilizando também as brigadas anti-álcool (as próximas cruzadas já contarão com as brigadas anti-sal, anti-açúcar, anti-gorduras polinsaturadas, anticafeína, etc.), tudo sob o comando de um até aqui anónimo secretário de Estado da Saúde.

Parece que um estudo encomendado pela Direcção-Geral terá concluído que um em cada quatro portugueses morre prematuramente, "em parte devido ao tabaco" (a parte de mortes devidas à miséria, ao desemprego ou à fome não vem nas estatísticas do dr. George). Era do que secretário de Estado e director-geral precisavam para se sentirem no direito de se intrometer nas decisões pessoais, na vida, na casa, e até nos automóveis alheios.

Restaurantes e bares dirão adeus aos investimentos feitos e deixarão de poder ter espaços reservados a fumadores; até à porta será proibido fumar (e quem for a passar?, terá que mudar de rua?); serão proibidas máquinas de venda automática de tabaco (não há máquinas de venda de "cavalo" ou de "branca" e nem por isso é difícil obtê-los...); proibir-se-á fumar dentro de carros com crianças (haverá um inspector da ASAE dentro de cada carro?); quanto ao álcool, nem uma "mini" poderá ser vendida em bombas de gasolina ou após a meia-noite.
A estrela amarela ao peito ficará para mais tarde.


NOTA: As atitudes ditatoriais surgem sempre de cabeças incapazes de liderar um povo, com respeito pelas liberdades e pelo livre-arbítrio de cada um, recorrem ao policiamento por não saberem usar um bom sistema de ensino e de difusão de informação positiva. O convencimento exige saber e capacidade de utilizar os melhores argumentos para suscitar os comportamentos mais benéficos a cada um e à colectividade. Na ausência de tais competências surge a mão de ferro, o «quero, posso e mando» e são vomitadas «leis» sem viabilidade. Se ninguém os travar criarão a brigada anti-suicídio, com a finalidade de evitar que os mais decididos resolvam acabar com a vida, rapidamente, antes que a miséria fruto da austeridade e da má condução da sociedade, os elimine lentamente com sofrimento continuado. Mas tal sadismo não será de estranhar.

Imagem do Google

2 comentários:

  1. Caro amigo e Homem João Soares:
    Quando as pessoas têm a cabeça oca e não são capazes ( devido à sua incapacidade ) só têm uma hipótese:
    FAZER / RESOLVER DE UMA FORMA DITATURIAL e, resumida ao poder adquirido, qualquer situação em que a participação popular possa ter opinião contrária.
    E as instâncias Legislativas, Executivas, Judiciárias, Associativas etc (…) deixam de poder actuar ficando reféns dessa mesma ditadura, imposta por esse poder adquirido.

    Assim, e semelhante a um jogo de sueca, depois de se baralhar é dito:
    Ok baralharam, mas nós ficamos com os Ases, Biscas e Reis e se algum de vocês tem trunfes perderá 4 jogos.
    Não importa como nem porquê, O IMPORTANTE é que ELES DECIDEM A SEU BELO PRAZER !

    E... Lamentavelmente o povo parece zombie.
    Um abraço.

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  2. Caro Amigo Zé,

    O povo acabará por acordar. Porém, nem sempre conseguirá uma mudança para muito melhor, por falta de organização e liderança. Nem sempre aparece um Spartacus como o líder da revolta do escravos na Roma antiga.
    Houve também a célebre Revolta da Vendeia que mostra que o povo não fica adormecido para sempre.

    Convinha que os políticos tivessem vontade e coragem de reduzir a sua ignorância, tomassem conhecimento das realidades e procurassem melhorar o regime, de forma a tornar-se mais justo e, dessa forma, evitar acções violentas de que saem lesados muitos inocentes.

    Um abraço
    João

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