domingo, 11 de março de 2012

ToDoS sÃo InGiNhErOs & DoUtOrEs

Miguel Relvas

Quando me disseram que este craque da nossa praça só tinha acabado o curso de Ciências Politicas e Relações Internacionais, na Lusófona com 46 anos não acreditei e fui ver.

Para quem tanto apregoa o rigor isso só aconteceu porque se calhar passou muitas dificuldades.
Não tinha posses, teve de dar-lhe no duro deixando os estudos para mais tarde…pensava eu.
Mas não.
O homem sempre teve fama de mandrião.
E quem o ouve falar….que lata imensa.
Cambada de manguelas que sempre mandriaram, que falam como falam (e castigam) de quem trabalhou toda a vida.

Acordai.

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Do Semanário Regional “O Mirante” Edição de 2007-09-13

“Ele já é licenciado"

O deputado do PSD, antigo secretário de Estado da Administração Local, Miguel Relvas acabou recentemente uma licenciatura na Universidade Lusófona.
As licenciaturas já não são o que eram. José Sócrates pode explicar isso melhor do que ninguém. A novidade é que Miguel Relvas era acusado de nunca ter trabalhado na vida nem sequer como estudante. E também dizem que se sentia deprimido quando o tratavam por Dr. sem que ele o fosse realmente.
A partir de agora Miguel Relvas já pode ser tratado por Dr. sem que as más línguas possam acusá-lo de propriedade indevida de um titulo. É Dr. da mula ruça como o outro é Engº. de obras acabadas mas os tempos assim o permitem e até exigem... E muitas vezes aplaudem.
Em Portugal quem não tiver uma licenciatura, mesmo comprada a peso de ouro, não pode ocupar os mais altos cargos da administração pública.

Poder até pode. O sistema é que ainda não deixa.

O Guarda-Rios acabou a sua licenciatura há muitos anos, quando as galinhas ainda tinham dentes, o que não quer dizer que se tenha esquecido da alegria de se sentir Dr. Por isso aqui ficam os nossos parabéns ao novo licenciado.”

Por Guarda Rios





1 comentário:

  1. Caro Amigo José,

    Nisso, o Sr Relvas está em «boa» companhia, de que fazem parte o actual PM o anterior PM, o deputado e ex-vereador Vasco Franco, o ex-ministro Armando Vara, etc. Muitos políticos foram maus estudantes, constituindo uma preocupação para a família que não via forma de eles virem a ser alguém que conseguisse viver razoavelmente do seu trabalho. Entretanto surgiu um amigo que os aconselhou a inscreverem-se nas «jotas» e seguirem a «carreira» política, e depois disse para irem aos comícios abanarem a bandeirinha, colarem cartazes, dizerem elogios aos chefes, para serem bem vistos e depois escolhidos para funções bem remuneradas, além do tráfico de influências que é bem pago. Não tardará a aparecer um cargo de assessor, vereador, deputado, secretário de Estado, ministro, etc, à margem de preparação académica adequada. Esta será conseguida, depois de obterem poder de influência de que lhes resultem títulos «à la minute». Assim, mais tarde obtiveram os desejados graus académicos, já com idade avançada e, por vezes ao domingo, e com um professor amigo a assinar a passagem em diversas cadeiras. Isto não é fantasia, pois os factos o confirmam.

    Com este currículo não se pode esperar muita competência para gerir os interesses do Estado a pessoas que nem conseguiriam gerir uma mercearia de aldeia. Claro que, como em toda a regra, nisto também pode haver eventuais excepções.

    Um grande ponto fraco da Democracia, é que os eleitores não podem escolher os melhores cidadãos, mas apenas de entre estes oportunistas aqueles que forem metidos nas listas candidatas. Os eleitores nem sequer conhecem bem o cabeça da lista, e desconhecem completamente os restantes entre os quais por vezes há os piores escroques, como temos sabido pelas notícias (suspeitos de corrupção, de negociatas, de ladrões de gravadores a jornalistas, de assassinos, etc).

    É por isso que em todas aas eleições tem sido cada vez maior o número de votos em branco que só podem ser interpretados por tais eleitores não confiarem em nenhum dos candidatos e não querem votar no menos mau, mas apenas num que tenham grande certeza de que não seja mau.

    Abraço
    João

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