domingo, 25 de março de 2012

Parece estranho mas é VERDADE

Sim, a culpa da crise
é dos funcionários públicos


Sim, a culpa da crise é do funcionário público Vítor Constâncio que não viu, ou não quis ver o buraco do BPSN;

Sim, a culpa da crise é do funcionário público Teixeira dos Santos que não viu, ou não quis ver o buraco da Madeira;

Sim, a culpa da crise é do funcionário público Alberto João Jardim que criou "às escondidas para os do continente não cortarem nas tranches" um buraco de seis mil milhões de euros;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos da Assembleia da República que auferiram só em ajudas de custo no ano de 2010 a módica quantia de três milhões de euros, fora os salários e demais benefícios;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que gerem, continuamente, em prejuízo as empresas públicas como a Metro do Porto, CP, ANACOM, REFER, REN, CARRIS, EDP, PT, Estradas de Portugal, Águas de Portugal, a lista é interminável, mas não abdicam das viaturas topo de gama, telemóveis, talões de combustível... enfim a lista é interminável;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que presidem fundações como a Guimarães 2012 com salários imorais, na ordem dos milhares de euros. Quantas são? Enfim, a lista é interminável;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos Deputados da Assembleia da República, já reformados, com as suas subvenções vitalícias por meros 6 anos de "serviço". Reformados alguns com apenas 40 anos de idade!!! Quantos são desde 1974? Enfim, a lista é interminável.

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que adjudicam pareceres jurídicos a empresas de advogados, quando podiam solicitar o mesmo serviço às Universidades, pagando dez vezes menos, ajudando dez vezes mais as finanças das mesmas;

Sim, a culpa da crise é:

desses e outros funcionários públicos

 que de públicos NADA TÊM ;'(

Transcrição de: http://cvssemprejovens.blogspot.pt/2012/03/sim-culpa-da-crise-e-dos-funcionarios.html

Do mesmo blogue transcreve-se o seguinte comentário:

Ironicamente isto parece uma fábula de um país irreal, de fantasia.

Mas, na realidade, estes vírus, estes parasitas existem e estão a alastrar, porque quem os pode eliminar legalmente não o quer fazer por não estar interessado em matar a galinha dos ovos de ouro, de que beneficia. Como em qualquer gangue, protegem-se entre si. O remédio contra este cancro tem de vir de fora da máfia que eles representam e, quanto a isso, não devemos desprezar a ideia do Otelo, embora a sua concretização tenha que ser bem preparada, para não se repetirem os inconvenientes da anterior em que ele tomou parte activa.

Os partidos são o alfobre onde geram tais bactérias infecciosas, e a população em geral é o terreno que alimenta esses alfobres, essas bactérias, esses parasitas. E o povo ainda não acordou, não mostra sensatez para agir como nos casos do Kennedy, da Indira Gandhi, do Anwar Sadat, do Ollof Palm e... nem sequer se atreve a furar dois pneus ao carro de um desses parasitas, uma vez por outra.

Com tal nação, com tais pessoas, como poderemos domesticar e civilizar esses coveiros de Portugal?

Começa a ser demasiado angustiante pensar na sorte que espera os nossos descendentes. Ontem, por acaso, vi uns minutos de TV e ouvi o Hermano Saraiva dizer a propósito de um antepassado do Duque de Palmela que aconselhou os seus chefes a «montar, cavalgar» a revolução e conduzi-la para os seus próprios objectivos, os mais eficazes para Portugal e, com isso esvaziava os motivos dos revoltosos e pacificava o País.

Esse papel de se sobrepor e de domesticar o País é um papel que estaria ao alcance do PR, se não fosse um tímido choramingas e queixinhas cheio de tabus: suspender a Constituição, nomear uma Assembleia Constituinte e, entretanto, governar por decreto e eliminar todos os focos de contaminação referidos neste post, criando uma justa austeridade focada nos vermes que engordam à custa do dinheiro público, dos portugueses.


3 comentários:

  1. O mínimo que se poderia exigir da classe política num momento, em que devido aos seus abusos passados, o povo é sacrificado com medidas brutais de austeridade, era algum decoro na forma como se atiram ao pote. Não que se espere que esta burguesia política que se instalou à volta do poder deixe de ser gandula e passe a viver do trabalho como os outros portugueses, mas que pelo menos disfarçasse a gula e se atirasse mais discretamente aos fundos públicos.
    Mas a fome é quase tanta como a falta de escrúpulos e aquilo a que temos assistido é pior do que já alguma vez se viu, atinge níveis verdadeiramente miseráveis e muitos protagonistas destes espectáculo triste já metem nojo. Quase apetece apelar a este DESgoverno que muito simplesmente lhes atribua uma verba de alguns milhões exigindo-lhes, em troca disso, que desaparecessem definitivamente. Mas... são TODOS AMIGOS ;'(
    Ver um indivíduo com setenta anos,( uma idade para ter juizo ) uma grande fortuna acumulada e pensões milionárias, comportar-se como o Eduardo Catroga, faz-me sentir envergonhado enquanto portugues. De um braço direito de um Presidente da República, de um ex-primeiro-ministro, gestor durante décadas de uma grande empresa e professor universitário seria de esperar algum decoro, coerência nas posições e respeito pela inteligência alheia. É essa a imagem que fazemos dos nossos idosos ou dos nossos professores. Mas ver um Catroga atirar-se a "um extra de cinquenta mil mensais", justificá-los com os impostos que vai pagar e agora dizer das relações entre a EDP e o Estado, o inverso do que propôs no programa eleitoral só nos pode enojar e dar vontade de vomitar.
    Quando pensava já ter visto tudo assisto ao espectáculo degradante que nos está a ser proporcionado por um Teixeira dos Santos, a quem já só falta ser atribuído o estatuto de arrependido, para poder beneficiar de umas "gorjetas e de algumas senhas de refeição" na PT. Ver alguém que foi secretário de Estado de Sousa Franco e durante seis anos ministro de Sócrates, alguém que nas segundas eleições ganhas por Sócrates foi um dos governantes mais activos, vir ajeitar-se a um governo de direita e perceber que os valores afinal têm preço e que passou a ser normal nestes "senhores" ;'( dá-me vontade de vomitar...

    Não que a minha consideração por tal personagem fosse grande coisa, nunca vi nele o grande ministro das Finanças que alguns viam, sempre fui de opinião de que foi o pior ministro das Finanças desde que há papel moeda, e depois de ter sido perseguido pelo seu ministério e de ver os emails dos funcionários do fisco serem remexidos com a sua autorização não tinha grande opinião do seu carácter. Mas nunca esperei assistir ao triste espectáculo de um ministro de ultra direita propor que lhe fossem pagos trinta dinheiros porque tem apoiado a sua política e assumido tiques de arrependido.
    Muito pior do que a crise financeira que o país enfrenta é A CRISE DE VALORES em que se afundou este País.
    Com os sacrificados por medidas brutais de austeridade e, vermos DESgovernantes, boys e até ex-DESgovernantes a tudo fazerem para poderem ganhar, nem que sejam meras “gorjetas”;

    TENHO DE DIZER QUE SÃO UMA CAMBADA DE CORRUPTOS.

    Verdade ???

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  2. E... Que falta fazem HOMENS, como o malogrado Salgueiro Maia !

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  3. Caro José Pires,

    Hoje, falar de valores morais, éticos, cívicos, patrióticos, soa a utopia, porque para a generalidade das pessoas há um ÚNICO valor, o dinheiro e o que pode exibi-lo, a ostentação de riqueza, por vezes fictícia. E ambição é de tal forma afrodisíaca, que vicia ilimitada e descontroladamente. Nenhum ricaço deixa de aproveitar uma oportunidade de juntar mais uns cêntimos, para fugir aos seus deveres de contribuinte. Recorde-se do recente escândalo da fuga ao fisco da Jerónimo Martins, do tal senhor que agora tem a trabalhar para si um alto responsável pela máquina do Estado, António Borges. Com tal promiscuidade entre interesses do Estado e interesses privados, como se pode esperar um futuro saudável para Portugal?

    Abraço
    João

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