terça-feira, 6 de março de 2012

O ÁLVARO SOLITÁRIO

Ninguém terá grandes dúvidas de que Santos Pereira ou ia para reclamar o que é seu "o QREN, a gestão dos fundos comunitários, as pastas que lhe esvaziaram" ou ia para se demitir.
Terá saído de São Bento como entrou, sem QREN e ainda feito naquela espécie de ministro em que o transformaram. Esvaziado, diminuído, enganado.
Entretanto, o grilo falante do Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, garantia ser demasiado cedo para uma remodelação, enquanto aproveitava para se recitar. Que este Ministro tem de se ajeitar aos usos e costumes lusos (não foi isso que ele disse, mas é esse o significado das palavras de Marcelo). Esses usos e costumes de tão boa cepa e que a este porto nos trouxeram.
Aguenta mais um pouco, Álvaro, engole mais uns sapos. A bem da nação!, ter-lhe-á dito Passos Coelho. E assim foi. Para alemão ver. A bem duma nação, sim, mas não da nossa.
Ainda assim, Álvaro lá fez o favor de nos deixar uma quase perfeita metáfora deste governo. «O carro onde seguia o ministro saiu de São Bento em contramão, virando à esquerda [esta é a parte do "quase" :) ] numa rua de sentido único.»

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