sábado, 31 de março de 2012

Rigor ou cata-vento impune ?

Há mais de três anos, está aqui um post que apresenta uma tecnologia para se beneficiar da conveniência de pensar antes de decidir e tem sido referido sempre que se torna oportuno ser relembrado tal conceito por parecer esquecido.

Agora depara-se nova oportunidade suscitada por duas notícias que não teriam existido se, da parte dos intervenientes nos casos referidos, tivesse havido capacidade, competência dedicação à função e respeito pelos cidadãos que os tivesse levado a maior rigor e eficácia na preparação das decisões tomadas.

Imagine-se que Regras para acesso ao Ensino Superior através do recorrente voltaram a mudar e que o Governo vai fazer correcção na proposta de rectificativo entregue no Parlamento. Parece que a estratégia dos serviços públicos ao mais alto nível tem como objectivo a imitação do cata-vento.

Aos olhos do cidadão vulgar fica a desconfiança acerca da capacidade e da competência dos «altos» funcionários «responsáveis» pelos serviços públicos, bem pagos e livres dos cortes dos subsídios de férias e de Natal, que passam a receber com outro nome.

No caso do Ensino, sendo a Educação um pilar da sociedade e que deve constituir um exemplo de organização, de rigor e de eficiência para a formação dos cidadãos de amanhã, é pena que imite o cata-vento, em sucessivas mudanças, mostrando que as decisões são tomadas antes de serem devidamente estudadas, analisadas, usando o diálogo mais alargado possível. Seria preferível adiar uma decisão do que depois de ser tomada e publicada ter de ser alterada, em consequências de reclamações e observações atendíveis que foram ignoradas na deficiente preparação.

Também na «rectificação» do «rectificativo» entregue na véspera, nada abona da dedicação e do rigor com que as coisas são tratadas, não tendo havido o cuidado de rever conscientemente os papeis elaborados, antes de saírem do gabinete.

Errar é humano mas não é dignificante e quem erra deve ser punido, pelo menos com averbamento na folha de avaliação contínua. Imunidade e impunidade estão certamente entre as causas mais graves da actual situação de crise que estamos a viver e que importa eliminar radicalmente.

Imagem do PÚBLICO

Portugal no prenúncio GRANDE da ditadura económico/fascista

Há dois aspectos em que a situação política no País nos dias que correm se assemelha perigosamente ao que se passava em Portugal no prenúncio da ditadura.

Um deles é a sofreguidão do patronato que já tem tudo mas quer sempre mais alguma coisa. Outra é a pesporrência da Polícia. Ainda ontem os jornais davam conta da insatisfação dos patrões com as novas leis laborais. Ao mesmo tempo, um relatório da PSP expunha a estratégia para combater as "notícias menos positivas".

Nos anos 20 do século passado, a Confederação Patronal e a União dos extremaram posições em relação às lutas e direitos das classes trabalhadoras, esticando a corda até que a tropa veio por aí abaixo pôr ordem no caos reinante. O que mais incomodava as associações patronais eram as greves, chegando alguns patrões a propor o recurso a actos de terrorismo para acabar de vez com o direito à greve.

Hoje, com as novas leis laborais, o patronato vai despedir a seu bel-prazer e barato, vai pagar as horas extraordinárias por metade. Mas quer mais. Quer acabar com aquilo que um aparelhista da JSD designa por "ditadura dos direitos adquiridos". Os trabalhadores resistem, fazem greve, desfilam em manifestações e cai-lhes a Policia em cima. Ao mesmo tempo, e depois de um conhecido gestor preconizar uma "informação filtrada", "a bem da Nação", a Policia vem dizer que considera sua atribuição estabelecer uma estratégia para combater "as notícias menos positivas". Mas as atribuições da Polícia estão na Constituição da República e não contemplam nada que se pareça com o combate a notícias menos positivas, vulgo Censura.

Parece que há quem queira repetir a história. Talvez para acabar com a ditadura... da democracia.

 
 
O QUE FOI DITO EM BRUXELAS
 
 
 

DEUSA DO OLIMPO * O AMOR SALVA


Vem, serenidade!

Vem cobrir a longa
fadiga dos homens,
este antigo desejo de nunca ser feliz
a não ser pela dupla humanidade das bocas.

Vem serenidade!
Faz com que os beijos cheguem à altura dos ombros
e com que os lábios cheguem à altura dos beijos.

Carrega para a cama dos desempregados
todas as coisas verdes, todas as coisas vis
fechadas no cofre das águas:
os corais, as anémonas, os montros sublunares,
as algas, porque um fio de prata lhes enfeita os cabelos.

Vem serenidade,
com o país veloz e virginal das ondas,
com o martírio leve dos amantes sem Deus,
com o cheiro sensual das pernas no cinema,
com o vinho e as uvas e o frémito das virgens,
com o macio ventre das mulheres violadas,
com os filhos que os pais amaldiçoam,
com as lanternas postas à beira dos abismos,
e os segredos e os ninhos e o feno
e as procissões sem padre, sem anjos e, contudo,
com Deus molhando os olhos
e as esperanças dos pobres.
Vem, serenidade,
com a paz e a guerra
derrubar as selvagens
florestas do instinto.
Vem, e levanta
palácios na sombra.
Tem a paciência de quem deixa entre os lábios
um espaço absoluto.
 
Vem, e desponta,
oriunda dos mares,
orquídea fresca das noites vagabundas,
serena espécie de contentamento,
surpresa, plenitude.
Vem dos prédios sem almas e sem luzes,
dos números irreais de todas as semanas,
dos caixeiros sem cor e sem família,
das flores que rebentam nas mãos dos namorados,
dos bancos que os jardins afogam no silêncio,
das jarras que os marujos trazem sempre da China,
os aventais vermelhos com que as mulheres esperam
a chegada da força e da vertigem.
Vem, serenidade,
e põe no peito sujo dos ladrões
a cruz dos crimes sem cadeia,
põe na boca dos pobres o pão que eles precisam,
põe nos olhos dos cegos a luz que lhes pertence.
Vem nos bicos dos pés para junto dos berços,
para junto das campas dos jovens que morreram,
para junto das artérias que servem
de campo para o trigo, de mar para os navios.
Vem, serenidade!
E do salgado bojo das tuas naus felizes
despeja a confiança,
a grande confiança.
Grande como os teus braços,
grande serenidade!
E põe teus pés na terra,
e deixa que outras vozes
se comovam contigo
no Outono, no Inverno,
no Verão, na Primavera.
Vem, serenidade,
para que não se fale
nem de paz nem de guerra nem de Deus,
porque foi tudo junto
e guardado e levado
para a casa dos homens.

Vem, serenidade,
vem com a madrugada,
vem com os anjos de oiro que fugiram da Lua,
com as núvens que proíbem o céu,
vem com o nevoeiro.
Vem com as meretrizes que chamam da janela,
volume dos corpos saciados na cama,
as mil aparições do amor nas esquinas,
as dívidas que os pais nos pagam em segredo,
as costas que os marinheiros levantam
quando arrastam o mar pelas ruas.
Vem serenidade,
e lembra-te de nós,
que te esperamos há séculos sempre no mesmo sítio,
um sítio aonde a morte tem todos os direitos.
Lembra-te da miséria dourada dos meus versos,
desta roupa de imagens que me cobre
corpo silencioso,
das noites que passei perseguindo uma estrela,
do hálito, da fome, da doença, do crime,
com que dou vida e morte
a mim próprio e aos outros.
Vem serenidade,
e acaba com o vício
de plantar roseiras no duro chão dos dias,
vício de beber água
com o copo do vinho milagroso do sangue.
Vem, serenidade,
não apagues ainda
a lâmpada que forra
os cantos do meu quarto,
papel com que embrulho meus rios de aventura
em que vai navegando o futuro.

Vem, serenidade!
E pousa, mais serena que as mãos de minha Mãe,
mais húmida que a pele marítima da cais,
mais branca que o soluço, o silêncio, a origem,
mais livre que uma ave em seu voo,
mais branda que a grávida brandura do papel em que escrevo,
mais humana e alegre que o sorriso das noivas,
do que a voz dos amigos, do que o sol nas searas.

Vem serenidade,
para perto de mim e para nunca.
… … ... … ... … … … … … … … … …

 
De manhã, quando as carroças de hortaliça
chiam por dentro da lisa e sonolenta
tarefa terminada,
quando um ramo de flores matinais
é uma ofensa ao nosso limitado horizonte,
quando os astros entregam ao carteiro surpreendido
mais um postal da esperança enigmática,
quando os tacões furados pelos relógios podres,
pelas tardes por trás das grades e dos muros,
pelas convencionais visitas aos enfermos,
formam, em densos ângulos de humano desespero,
uma núvem que aumenta a vâ periferia
que rodeia a cidade,
é então que eu peço como quem pede amor:
Vem serenidade!
Com a medalha, os gestos e os teus olhos azuis,
vem, serenidade!
Com as horas maiúsculas do cio,
com os músculos inchados da preguiça,
vem, serenidade!
Vem, com o perturbante mistério dos cabelos,
o riso que não é da boca nem dos dentes
mas que se espalha, inteiro,
num corpo alucinado de bandeira.
Vem serenidade,
antes que os passos da noite vigilante
arranquem as primeiras unhas da madrugada,
antes que as ruas cheias de corações de gás
se percam no fantástico cenário da cidade,
antes que, nos pés dormentes dos pedintes,
a cólera lhes acenda brasas nos cinco dedos,
a revolta semeie florestas de gritos
e a raiva vá partir as amarras diárias.
Vem, serenidade,
leva-me num vagon de mercadorias,
num convés de algodão e borracha e madeira,
na hélice emigrante, na tábua azul dos peixes,
na carnívora concha do sono.
Leva-me para longe
deste bíblico espaço,
desta confusão abúlica dos mitos,
deste enorme pulmão de silêncio e vergonha.
Longe das sentinelas de mármore
que exigem passaporte a quem passa.
A bordo, no porão,
conversando com velhos tripulantes descalços,
crianças criminosas fugidas à polícia,
moços contrabandistas, negociantes mouros,
emigrados políticos que vão
em busca da perdida liberdade.

Vem, serenidade
e leva-me contigo.
Com ciganos comendo amoras e limões,
e música de harmónio, e ciúme, e vinganças,
e subindo nos ares o livre e musical
facho rubro que une os seios da terra ao Sol.
Vem, serenidade!
Os comboios nos esperam.
Há famílias inteiras com o jantar na mesa,
aguardando que batam, que empurrem, que irrompam
pela porta levíssima,
e que a porta se abra e por ela se entornem
os frutos e a justiça.

Serenidade, eu rezo:
Acorda minha mãe quando ela dorme,
quando ela tem no rosto a solidão completa
de quem passou a noite perguntando por mim,
de quem perdeu de vista o meu destino.
Ajuda-me a cumprir a missão de poeta,
a confundir, numa só e lúcida claridade,
a palavra esquecida no coração do homem.
Vem serenidade
lve os vencidos,
regulariza o trânsito cardíaco dos sonhos
e dá-lhes nomes novos,
novos ventos, novos portos, novos pulsos.
E recorda comigo o barulho das ondas,
as mentiras da fé, os amigos medrosos,
os assombros da Índia imaginada,
o espanto aprendiz da nossa fala,
ainda nossa, ainda bela, ainda livre
destes montes altíssimos que tapam
as veias ao Oceano.

Vem, serenidade,
e faz que não fiquemos doentes, só de ver
que a beleza não nasce dia a dia na terra.
E reúne os pedaços dos espelhos partidos,
e não cedas demais ao vislumbre de vermos
a nossa idade exacta
outra vez paralela ao percurso dos pássaros.
E dá asas ao peso
da melancolia,
e põe ordem no caoss e carne nos espectros,
e ensina aos suicidas a volúpia do baile,
e enfeitiça os dois corpos quando eles se apertarem,
e não apagues nunca o fogo que os consome,
o impulso que os coloca, nus e iluminados,
no topo das montanhas, no extremo dos mastros,
na chaminé do sangue.

Serenidade, assiste
à multiplicação original do Mundo:
Um manto terníssimo de espuma,
um ninho de corais, de limos, de cabelos,
um universo de algas despidas e retrácteis,
um polvo de ternura deliciosa e fresca.
Vem, e compartilha
das mais simples paixões,
do jogo que jogamos sem parceiro,
dos humilhantes nós que a garganta irradia,
da suspeita violenta, do inesperado abrigo.
Vem, com teu frio de esquecimento,
com a tua alucinante e alucinada mão,
e põe, no religioso ofício do poema,
a alegria, a fé, os milagres, a LUZ!
Vem, e defende-me
da traição dos encontros,
do engano na presença de Aquele
cuja palavra é silêncio,
cujo corpo é de ar,
cujo amor é demais
absoluto e eterno
para ser meu, que o amo.

Para sempre irreal,
para sempre obscena,
para sempre inocente
Serenidade, és minha.
 SERENIDADE VEM !
e

COMPARTILHEMOS !

Sim. Oh Deusa do Olimpo; VEM !

POIS SÓ O AMOR NOS SALVA !!!

  

sexta-feira, 30 de março de 2012

Grande poeta é o povo, que desta forma, actualiza a verbe de Camões!!!

Se Camões fosse vivo escreveria assim...


I

As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo o que lhes dá na real gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se do quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

II

E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!


III

Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.

 
IV

E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!



Luiz Vaz Sem Tostões


quinta-feira, 29 de março de 2012

Corrupção na AR



O vice-presidente da Transparência e Integridade, a organização não-governamental de luta contra a corrupção, acusa o Parlamento de ser a origem de vários casos. Em declarações esta manhã à SIC Noticias, Paulo Morais disse que desta forma é difícil o combate a este crime e deu exemplos concretos.

terça-feira, 27 de março de 2012

Dispersão ou convergência para vencer a crise ???

Segundo a notícia José Lello apela à direcção de Seguro para rever relações políticas com o PSD, parece que este político anda entregue à «canção nacional» e perdeu a sintonia com as realidades nacionais que afligem grande quantidade de pobres, antigos e recentes, e os inúmeros desempregados e doentes sem posses para se tratarem.

Esta atitude, num momento em que se apela à conjugação e convergência de esforços de todos os portugueses de todos os sectores, com o objectivo patriótico de ultrapassar a crise em prazo curto, parece pouco sensata e desprovida de sentido de Estado, com ideias de conflito permanente inter-partidário, próprio de tempos de vacas gordas, mas inteiramente desajustado da crise em que deve ter prioridade a convergência de esforços.

Parece-se com aqueles que desprezam a crise e a justiça social e se entretêm em amontoar cada vez mais mordomias e na aquisição de mais enriquecimento. Infelizmente, tais vírus, tais parasitas, são reais e estão a alastrar, porque quem os pode eliminar legalmente não o quer fazer por parecer não estar interessado em matar a galinha dos ovos de ouro, de que beneficia ou espera vir a beneficiar.

Será que o remédio contra este cancro tem de vir de fora da máfia que eles representam, eventualmente com violência, como sugere Otelo e como vemos exemplos vindos do Norte de África e do Médio Oriente. Isso não será necessário, se os partidos mudarem de táctica e aprenderem a valorizar-se aos olhos dos eleitores pelo significado nacional das propostas que apresentam, das sugestões práticas realistas e benéficas que publicitam ao eleitorado e aos deputados na AR.

Os partidos devem ser escolas de formação de políticos competentes e com sentidos de responsabilidade e de Estado e deixar de ser alfobre de onde têm surgido bactérias infecciosas para quem a acção mais válida é guerrear os outros partidos, denegrindo-lhes a imagem E, infelizmente não é apenas Lello que enferma dessa mentalidade.

Mas a população que, em geral, é o terreno que alimenta esses alfobres, essas bactérias, esses parasitas, não tardará a acordar e olhar atentamente à volta e, então recuperando a sabedoria de tempos idos fortificada pela sensatez amadurecida pelo sofrimento recente, poderá agir de forma selectiva como nos casos do Kennedy, da Indira Gandhi, do Anwar Sadat, do Ollof Palm, etc, Mas, pelo contrário, o que será demasiado traumático, poderá descair para soluções mais dramáticas como aconteceu no Norte de África e está a ocorrer na Síria.

Para evitar esses indesejados traumas, será necessário que os políticos, façam uma trégua nas guerras intestinas e, sem deixarem de aperfeiçoar as máquinas partidárias, iniciem uma acção conjunta apoiando-se naquilo que se apresenta como boa solução e corrigindo o que puder ser feito de outra forma mais eficiente. Das propostas, projectos e sugestões de medidas mais eficazes para o futuro de Portugal e para a vida dos nossos descendentes, colherão o fruto por se saber quem as originou, quem as formulou. Esse esforço patriótico seria, certamente, a melhor campanha eleitoral, permanente e sistemática, evidenciando valor e dedicação aos melhores destinos dos portugueses, que retribuiriam, depois, com o seu voto, para os que considerasse melhores, mais competentes e mais honestos com previsíveis resultados práticos, em benefício de Portugal.

Imagem de arquivo

domingo, 25 de março de 2012

Parece estranho mas é VERDADE

Sim, a culpa da crise
é dos funcionários públicos


Sim, a culpa da crise é do funcionário público Vítor Constâncio que não viu, ou não quis ver o buraco do BPSN;

Sim, a culpa da crise é do funcionário público Teixeira dos Santos que não viu, ou não quis ver o buraco da Madeira;

Sim, a culpa da crise é do funcionário público Alberto João Jardim que criou "às escondidas para os do continente não cortarem nas tranches" um buraco de seis mil milhões de euros;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos da Assembleia da República que auferiram só em ajudas de custo no ano de 2010 a módica quantia de três milhões de euros, fora os salários e demais benefícios;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que gerem, continuamente, em prejuízo as empresas públicas como a Metro do Porto, CP, ANACOM, REFER, REN, CARRIS, EDP, PT, Estradas de Portugal, Águas de Portugal, a lista é interminável, mas não abdicam das viaturas topo de gama, telemóveis, talões de combustível... enfim a lista é interminável;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que presidem fundações como a Guimarães 2012 com salários imorais, na ordem dos milhares de euros. Quantas são? Enfim, a lista é interminável;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos Deputados da Assembleia da República, já reformados, com as suas subvenções vitalícias por meros 6 anos de "serviço". Reformados alguns com apenas 40 anos de idade!!! Quantos são desde 1974? Enfim, a lista é interminável.

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que adjudicam pareceres jurídicos a empresas de advogados, quando podiam solicitar o mesmo serviço às Universidades, pagando dez vezes menos, ajudando dez vezes mais as finanças das mesmas;

Sim, a culpa da crise é:

desses e outros funcionários públicos

 que de públicos NADA TÊM ;'(

Transcrição de: http://cvssemprejovens.blogspot.pt/2012/03/sim-culpa-da-crise-e-dos-funcionarios.html

Do mesmo blogue transcreve-se o seguinte comentário:

Ironicamente isto parece uma fábula de um país irreal, de fantasia.

Mas, na realidade, estes vírus, estes parasitas existem e estão a alastrar, porque quem os pode eliminar legalmente não o quer fazer por não estar interessado em matar a galinha dos ovos de ouro, de que beneficia. Como em qualquer gangue, protegem-se entre si. O remédio contra este cancro tem de vir de fora da máfia que eles representam e, quanto a isso, não devemos desprezar a ideia do Otelo, embora a sua concretização tenha que ser bem preparada, para não se repetirem os inconvenientes da anterior em que ele tomou parte activa.

Os partidos são o alfobre onde geram tais bactérias infecciosas, e a população em geral é o terreno que alimenta esses alfobres, essas bactérias, esses parasitas. E o povo ainda não acordou, não mostra sensatez para agir como nos casos do Kennedy, da Indira Gandhi, do Anwar Sadat, do Ollof Palm e... nem sequer se atreve a furar dois pneus ao carro de um desses parasitas, uma vez por outra.

Com tal nação, com tais pessoas, como poderemos domesticar e civilizar esses coveiros de Portugal?

Começa a ser demasiado angustiante pensar na sorte que espera os nossos descendentes. Ontem, por acaso, vi uns minutos de TV e ouvi o Hermano Saraiva dizer a propósito de um antepassado do Duque de Palmela que aconselhou os seus chefes a «montar, cavalgar» a revolução e conduzi-la para os seus próprios objectivos, os mais eficazes para Portugal e, com isso esvaziava os motivos dos revoltosos e pacificava o País.

Esse papel de se sobrepor e de domesticar o País é um papel que estaria ao alcance do PR, se não fosse um tímido choramingas e queixinhas cheio de tabus: suspender a Constituição, nomear uma Assembleia Constituinte e, entretanto, governar por decreto e eliminar todos os focos de contaminação referidos neste post, criando uma justa austeridade focada nos vermes que engordam à custa do dinheiro público, dos portugueses.


sexta-feira, 23 de março de 2012

SÓ PARA CONFIRMAREM

(...) É óbvio que quase todos, os críticos da política externa dos E.U.A. e da actual elite da C.E. " usurpadores das riquezas e da paz dos povos " temos razão.


Agora este testemunho de "nada"  serve... (?)  A não ser para confirmar de que estamos, entregues a um grupo de desequilibrados megalómanos, que por uma visão paranoica do poder e do seu exercício por uma elite plutocrata de MALFEITORES.

Não podemos fazer evoluir a Democracia e consequentemente viver mais livres e com maior justiça.
O Club Bilderberg controla. E NÓS SOMOS APENAS NÚMEROS, $ e € ;’(

Da minha parte peço, encarecidamente, que SINTAM O VOSSO SER INTERIOR e que nesta luta desigual abram o vosso coração para “aquilo” porque foi criado este blogue:

“ DIGNIDADE e VALORES DO SER HUMANO “

O ódio combate-se com o AMOR !
________________________________________

Entrevista do Gen. Wesley Clark, dada em 2007
( O General Wesley Clark, aposentado de 4 estrelas do Exército dos EUA, foi o Comandante Supremo Aliado da NATO durante a Guerra do Kosovo )


O 11 de Setembro => UM DIA SABERÁS A VERDADE ;’(



NAMASTÉ !

quarta-feira, 21 de março de 2012

Valores mais importantes que o dinheiro


"Crie filhos em vez de herdeiros."
"Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete."
"Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tape a vista da janela."
"Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama."
"Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas."
"Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?"
"Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos."
"Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas..."
"...e quem sabe assim você seja promovido a melhor ( amigo / pai / mãe / filho / filha / namorada / namorado / marido / esposa / irmão / irmã.. etc.) do mundo!"
"Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos."

E para terminar:
"Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas e não o seu preço."

Agradeço à Amiga Celle o envio destes preciosos elementos.

Imagem do Google

______________________________________________

Amigo João Soares, hoje é um dia muito especial para mim ( A minha filha faz 25 anos ) e como SEI que NADA É POR ACASO e, revendo-me completamente na frase:

"Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas e não o seu preço."

Permito-me deixar aqui isto:

domingo, 18 de março de 2012

Henrique Gomes perdeu o braço de ferro




Henrique Gomes "perdeu o braço de ferro com uma grande empresa", diz José Gomes Ferreira
Os contratos, mesmo que errados, com os grandes grupos financeiros não podem ser rasgados. Mas a lei que garantiu os subsídios de férias e de Natal e outros benefícios sociais, aos assalariados estão a ser pisados e anulados. Onde está a equidade e a partilha equilibrada dos esforços da austeridade? Onde estão os sinais de recriarem a justiça social?

Corrupção e Parlamentares



O vice-presidente da Transparência e Integridade, a organização não-governamental de luta contra a corrupção, acusa o Parlamento de ser a origem de vários casos. Em declarações esta manhã à SIC Noticias, Paulo Morais disse que desta forma é difícil o combate a este crime e deu exemplos concretos.

O DISCURSO TRAVADO POR PASSOS COELHO

Era uma má notícia aquela que Henrique Gomes iria anunciar se, a 7 de Março passado, não tivesse sido impedido de intervir numa conferência no ISEG. Responsável, no Governo, pela correcção das rendas excessivas pagas pelos contribuintes que alimentam as demonstrações de resultados dos produtores de energia, o ex-secretário de Estado da Energia tinha um aviso importante para fazer à opinião pública: Os preços da electricidade poderão subir mais de 10% em 2013. E o agravamento da factura até poderá chegar a 30%, caso não haja um diferimento da liquidação de uma das categorias de subsídios criados pelo governo dos estarolas que beneficiam o sector energético (EDP / REN), seguindo a prática corporativa do Estado Novo.

Sabe-se, agora, como a história acabou. Muito ao contrário do que o aldrabão Passos Coelho publicitou no livro "MUDAR" de 2010, em que "expôs o seu diagnóstico" e as suas pseudas reflexões sobre os caminhos de saída para os problemas do País, tal qual um feirante vende o seu peixe em estado podre, não só as más notícias foram ferozmente censuradas, como o "mensageiro" viu decretado o seu óbito político. O mesmo que já em Outubro de 2011 tinha já batido com a porta e que, a rogo e com enganadoras promessas de Passos, adiou a sua saída.

Talvez porque, como Henrique Gomes explicou, lutar por uma causa em que está em jogo combater benefícios injustificados que uns obtêm excessivamente à custa dos bolsos de muitos outros é uma causa merecedora de mais dedicação do que a baixa política que se limita a gerir interesses, nem que para isso tenha de se vergar.

Em ditadura (mesmo com máscara democrática) o ditador não tolera ser contrariado e desmascarado, sobretudo se for em público como aconteceria nesta Conferência de Henrique Gomes no ISEG, que só foi possível ser travada com a sigilosa informação sobre o teor da palestra prestada a Passos Coelho pelo presidente daquela instituição, o bufo João Duque.

quinta-feira, 15 de março de 2012

SOMÁLIA versus POTÊNCIAS ( U.S.A. e E.U.)

O outro lado da VERDADE ou a VERDADEIRA VERDADE !





NÃO OLHAM A MEIOS PARA ATINGIR $ e € !

NEM A ONU FAZ SEJA O QUE FOR !

Assim é neste Planeta ;'(

Deixo um texto:

Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa que deveria trazer os seus próprios sacos para as compras, uma vez que os sacos de plástico não eram amigos do meio ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse: “Não havia essa onda verde no meu tempo.”
O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. A sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso meio ambiente. "
"Tem razão", responde a velha senhora, a nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
Na nossa época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidas à loja. A loja mandava.as de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reutilização, e os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, outras vezes.
Realmente não nos preocupámos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até ao comércio, em vez de utilizarmos o nosso carro de 300 cavalos de potência cada vez que precisamos de ir a dois quarteirões de distância.
Mas tem razão. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até as fraldas dos bebés eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam as nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido dos seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles tempo. Tínhamos só uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plásticos com  bolhinhas de ar, duram cinco séculos para se começar a degradar.
Naquele tempo, não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a relva, era utilizado um cortador de relva, que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisávamos de ir a um ginásio e usar passadeiras que também funcionam a eletricidade.
Mas tem razão: Não tinhamos preocupações com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas de plásticot que agora enchem os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes, em vez de comprar outra. Abandonámos as navalhas, ao contrário de deitar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes, só porque a lâmina ficou sem cortar bem.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas apanhavam o autocarro e os meninos iam nas suas bicicletas ou a pé para a escola, em vez de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizaria mais próxima.
Então, não dá vontade de rir que a actual geração fale tanto em meio ambiente, mas não queira abrir mão de nada e não pense em viver um pouco como na minha época?


AGORA O IMPORTANTE É TER

e NÃO SER !!!     ;'(

POR ISSO NÃO OLHAM A MEIOS PARA ATINGIR OS FINS ECONÓMICOS



NAMASTÉ !


Será que com o RAP o PIEGAS ouve ?


O RAP é um estilo musical em que o texto é mais importante que a linha melódica ou a parte harmônica.
Nos estilos da história da música ocidental em que o texto é mais importante que a música, existe o RAP e o Canto Gregoriano.

Será que com o RAP o PIEGAS ouve ?


Talvez tenha de chamar pelo "gregório" ( ... )



Boa ANA ( A democrata )

quarta-feira, 14 de março de 2012

Que futuro nos preparam ?

A actual situação, apesar de fantasiosas palavras optimistas e frequentes «garantias» sem fundamento, é muito séria e não é visível predisposição para procurar, de forma ousada e lógica pistas para soluções sólidas e sustentáveis para os superiores interesses nacionais.

O ex-primeiro-ministro grego Georgios Papandreou, com a experiência vivida no seu País, considera que Portugal corre o risco de seguir o mesmo caminho da Grécia se não houver uma solução europeia para a crise.

A nível dos poderes financeiros mundiais, «Com a declaração da Grécia em incumprimento restrito ou selectivo e um leilão de credit default swaps ligados à dívida helénica marcado para a próxima segunda-feira, Portugal ocupou o primeiro posto do «clube da bancarrota». O foco de atenção dos investidores vai, agora, virar-se para Lisboa.»

Por cá são frequentes e variados os alertas para a necessidade de decisões corajosas e bem preparadas para bem dos portugueses. Agora em Coimbra, no debate seguido à apresentação do livro "A Classe Média: Ascensão e Declínio", do professor Elísio Estanque, da Faculdade de Economia de Coimbra, são merecedoras de reflexão as palavras de José Pacheco Pereira e de Manuel Carvalho da Silva de que se reproduzem algumas:

De Pacheco Pereira, antigo deputado do PSD e professor universitário:

"Isso é, quanto a mim, o maior risco para a nossa democracia. Não é tanto que haja um golpe militar, ou que haja uma tentativa autoritária", disse, frisando que o ambiente de crise o favorece, com "uma forte deslegitimação do sistema político, dos políticos e dos partidos".

Democracia e demagogia "são completamente diferentes, mas muito parecidas", pois "ambas têm uma forte presença daquilo a que podemos chamar opinião popular", com a segunda a recorrer muito aos meios que a Internet propicia.

"Estamos a atravessar um momento de muitos perigos. Essa possibilidade demagógica e populista virá pela televisão, por alguém que será simpático para um número significativo de pessoas e que fale a linguagem anti-política", afirmou, salientando que tanto pode ser de direita como de esquerda e até pode passar por eleições.

Na sua perspetiva, "o populismo ganha eleições e depois governa-se sem lei ou com pouca lei. E como há uma grande desagregação do sistema judicial e uma grande desagregação da autoridade do sistema judicial, uma desagregação, no fundo, do primado da lei, está criada essa cama".

Se "a cama está posta", diz que é uma questão de ver "quem se deita nela", pois já "houve tentativas que não vingaram".

Quanto á actual obsessão pela austeridade, defendeu que "há que ser ponderado, e que ter em consideração não apenas questões de ordem económico-financeira, mas questões de natureza social e política", e acrescentou que no final pode não haver capacidade para introduzir dinamismo na economia, pela destruição de "uma classe média frágil".

De Carvalho da Silva, ex-director da CGTP e investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra:

Advertiu que o empobrecimento dos estratos considerados da classe média não esconde um outro facto, a "pobreza imensa" que existe.

"Este empobrecimento do emprego, das condições materiais das pessoas, dos salários, da retribuição do trabalho, vem associado a um empobrecimento da democracia, quer pela perda de dimensões do Estado Social, quer pela perda de liberdades na sociedade".

Na sua perspetiva, "uma pessoa que fica mais pobre fica menos livre e a democracia portuguesa está a ser muito atingida por este processo".

Defende que "o caminho é o "de recomposição de outra utilização e outra distribuição da riqueza".

Vítor Gaspar:

Para compor o ramalhete, recorda-se que, lá para o topo da pirâmide do Poder, Vítor Gaspar, à falta de qualquer hipótese de solução que tivesse formulado para desenvolver a economia e a felicidade dos portuguese, referiu a sua fé em que a história garante que a crise passa !!!.

Tal tipo de fé não se trata de medida apontada por nenhum economista célebre e, para quem gosta de História, é sabido que as crises foram sempre resolvidas pela força do cano das armas, com sacrifícios de vidas e de património e criação de deficientes que passaram a viver à custa do erário.

E, por falar em fé, a sua colega da Agricultura declarou em Janeiro a sua fé em que Fevereiro trouxesse chuva. No entanto a seca que vem desde Novembro, ainda não terminou.

Parece que ninguém sabe para onde estamos a ser levados embora, frequentemente, ouçamos governantes a «garantir» que…

Imagem de arquivo

terça-feira, 13 de março de 2012

Os nossos DESgovernantes e a Troika NÃO desconhecem isto; ( SÃO É LADRÕES )

NEM SE VÃO DIGNAR REVOGÁ-LO
PODEM ROUBAR 

Decreto-Lei Nº 496/80 de 20 Outubro de 1980


 
Ou achas que com todos os crápulas que têm junto deles não tiveram tempo para consultar este decreto-lei, uma vez que está em vigor ???

Como pode o Governo Central retirar os subsídios de férias e de natal se o Decreto Lei Nº. 496/80, o qual ainda não foi revogado, e no CAPITULO IV / artigo17, diz que os mesmos são inalienáveis e impenhoráveis ?!?!?!

O povo deixa, o povo é manso e... eles nem sequer se dignam a revogar tal Decreto Lei.

ROUBAM DESCARADAMENTE !

Achas que as desculpas que têm sido dadas para eles CONTINUAREM com os seus subsídios são válidas ?

E a TAP e associados mais CGD ???

ACORDA !!!

Se não acreditas verifica no link:

http://www.dgap.gov.pt/upload/Legis/1980_dl_496_20_10.pdf




segunda-feira, 12 de março de 2012

Fukushima Oficialmente...

Os números OFICIAIS são estes.





Consegue imaginar os actuais VERDADEIROS números ?!

E… os efeitos da radioactivida durante décadas ???




domingo, 11 de março de 2012

ToDoS sÃo InGiNhErOs & DoUtOrEs

Miguel Relvas

Quando me disseram que este craque da nossa praça só tinha acabado o curso de Ciências Politicas e Relações Internacionais, na Lusófona com 46 anos não acreditei e fui ver.

Para quem tanto apregoa o rigor isso só aconteceu porque se calhar passou muitas dificuldades.
Não tinha posses, teve de dar-lhe no duro deixando os estudos para mais tarde…pensava eu.
Mas não.
O homem sempre teve fama de mandrião.
E quem o ouve falar….que lata imensa.
Cambada de manguelas que sempre mandriaram, que falam como falam (e castigam) de quem trabalhou toda a vida.

Acordai.

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Do Semanário Regional “O Mirante” Edição de 2007-09-13

“Ele já é licenciado"

O deputado do PSD, antigo secretário de Estado da Administração Local, Miguel Relvas acabou recentemente uma licenciatura na Universidade Lusófona.
As licenciaturas já não são o que eram. José Sócrates pode explicar isso melhor do que ninguém. A novidade é que Miguel Relvas era acusado de nunca ter trabalhado na vida nem sequer como estudante. E também dizem que se sentia deprimido quando o tratavam por Dr. sem que ele o fosse realmente.
A partir de agora Miguel Relvas já pode ser tratado por Dr. sem que as más línguas possam acusá-lo de propriedade indevida de um titulo. É Dr. da mula ruça como o outro é Engº. de obras acabadas mas os tempos assim o permitem e até exigem... E muitas vezes aplaudem.
Em Portugal quem não tiver uma licenciatura, mesmo comprada a peso de ouro, não pode ocupar os mais altos cargos da administração pública.

Poder até pode. O sistema é que ainda não deixa.

O Guarda-Rios acabou a sua licenciatura há muitos anos, quando as galinhas ainda tinham dentes, o que não quer dizer que se tenha esquecido da alegria de se sentir Dr. Por isso aqui ficam os nossos parabéns ao novo licenciado.”

Por Guarda Rios





TDT

Tramoia Destes Trastes



Estas são as palavras secretas de Jesus, o vivo, que foram escritas por Didymos Tau'ma [Tomé (Tomás), o gêmeo]

O EVANGELHO DE TOMÉ


1. Quem descobrir o sentidos dessas palavras, não provará a morte.
2. Quem procura, não cesse de procurar até achar; e, quando achar, será estupefato; e, quando estupefato, ficará maravilhado - e então terá domínio sobre o Universo.
3. Jesus disse: Se vossos guias vos disserem: ‘o reino está no céu', então as aves vos precederam; se vos disserem que está no mar, então os peixes vos precederam. Mas o reino está dentro de vós, e também fora de vós. Se vos conhecerdes, sereis conhecidos e sabereis que sois filhos do Pai Vivo. Mas, se não vos conhecerdes, vivereis em pobreza, e vós mesmos sereis essa pobreza.
4. O homem idoso perguntará, nos seus dias, a uma criança de sete dias pelo lugar da vida - e ele viverá. Porque muitos primeiros serão últimos, e serão unificados.
5. Conhece o que está ante os teus olhos – e o que te é oculto te será revelado; porque nada é oculto que não seja manifestado.
6. Perguntaram os discípulos a Jesus: Queres que jejuemos? Como devemos orar? Como dar esmolas? Que alimentos devemos comer?
Respondeu Jesus: Não mintais a vós mesmos, e não façais o que é odioso! Porquanto todas essas coisas são manifestas diante do céu. Não há nada oculto que não seja manifestado, e não há nada velado que, por fim, não seja revelado.
7. Bendito o leão comido pelo homem, porque o leão se torna homem! Maldito o homem comido pelo leão, porque esse homem se torna leão!
8. Ele disse: O homem se parece com um pescador ajuizado, que lançou sua rede ao mar. Puxou para fora a rede cheia de peixes pequenos. Mas entre os pequenos o pescador sensato encontrou um peixe bom e grande. Sem hesitação, escolheu o peixe grande e devolveu ao mar todos os pequenos. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!
9. Disse Jesus: Saiu o semeador. Encheu a mão e lançou a semente. Alguns grãos caíram no caminho; vieram as aves e os cataram. Outros caíram sobre os rochedos; não deitaram raízes para dentro da terra nem mandaram brotos para o céu. Outros ainda caíram entre espinhos, que sufocaram a semente e o verme a comeu. Outra parte caiu em terra boa, e produziu fruto bom rumo ao céu; produziu sessenta por uma, e cento e vinte por uma.
10. Disse Jesus: Eu lancei fogo sobre a terra – e eis que o vigio até que arda.
11. Disse Jesus: Este céu passará, e passará também aquele que está por cima deste. Os mortos não vivem, e os vivos não morrerão. Quando comíeis o que era morto, vós o tornáveis vivo. Quando estiverdes na luz, que fareis? Quando éreis um, vos tornastes dois; mas, quando fordes dois, que fareis?
12. Os discípulos perguntaram a Jesus: Sabemos que nos vais deixar. E quem será então nosso chefe? Respondeu Jesus: No ponto onde estais, ireis ter com Tiago, que está a par das coisas do céu e da terra.
13. Disse Jesus a seus discípulos: Comparai-me e dizei-me com quem me pareço eu.
Respondeu Simão Pedro: Tu és semelhante a um anjo justo.
Disse Mateus: Tu és semelhante a um homem sábio e compreensivo.
Respondeu Tomé: Mestre, minha boca é incapaz de dizer a quem tu és semelhante.
Replicou-lhe Jesus: Eu não sou teu Mestre, porque tu bebeste da Fonte borbulhante que te ofereci e nela te inebriaste.
Então levou Jesus Tomé à parte e afastou-se com ele; e falou com ele três palavras. E, quando Tomé voltou a ter com seus companheiros, estes lhe perguntaram: Que foi que Jesus te disse? Tomé lhes respondeu: Se eu vos dissesse uma só das palavras que ele me disse, vós havíeis de apedrejar-me - e das pedras romperia fogo para vos incendiar.
14. Jesus disse-lhes: Se jejuardes, cometereis pecado. Se orardes, sereis condenados. Se derdes esmolas, prejudicareis ao espírito. Quando fordes a um lugar onde vos receberem, comei o que vos puserem na mesa e curai os doentes que lá houver. Pois o que entra pela boca não o torna um homem impuro, mas sim o que sai da boca, isto vos tornará impuros.
15. Se virdes alguém que não seja filho de mulher, prostrai-vos de rosto em terra e adorai-o – ele é vosso Pai.
16. Talvez os homens pensem que eu vim para trazer paz à terra, e não sabem que eu vim para trazer discórdias à terra, fogo, espada e guerra. Haverá cinco numa casa, três contra dois, dois contra três; pai contra filho, e filho contra pai. E serão solitários.
17. Eu vos darei o que nenhum olho viu, nenhum ouvido ouviu, nenhuma mão tangeu, e que jamais surgiu no coração do homem.
18. Perguntaram os discípulos a Jesus: Como será o nosso fim? Respondeu-lhes Jesus: Descobristes o princípio, para que estejais procurando o fim? Pois onde estiver o princípio ali estará o fim. Feliz de quem está no princípio; também conhecerá o fim - e não provará a morte.
19. Disse Jesus: Feliz daquele que era antes de existir. Se vós fordes meus discípulos e realizardes as minhas palavras, estas pedras vos servirão. Há no vosso paraíso cinco árvores, que permanecem inalteradas no inverno e no verão, e cujas folhas não caem; quem as conhecer, esse não provará a morte.
20. Disseram os discípulos a Jesus: Diz-nos, a que se assemelha o Reino do céus?
Respondeu-lhes ele: Ele é semelhante a um grão de mostarda, que é menor que todas as sementes; mas, quando cai em terra, que o homem trabalha, produz um broto e se transforma num abrigo para as aves do céu.
21. Disse Maria a Jesus: Com quem se parecem os teus discípulos?
Respondeu Jesus: Parecem-se com garotos que vivem num campo que não lhes pertence. Quando aparecem os donos do campo, dirão estes: Deixai-nos o nosso campo. E eles desnudam-se diante deles e lhes deixam o campo.
Por isto vos digo eu: Se o dono da casa sabe quando vem o ladrão, vigia antes da sua chegada e não o deixará penetrar na casa do seu reino para lhe roubar os haveres. Vós, porém, vigiai em face do mundo; cingi os vossos quadris com força para que os ladrões não encontrem caminho até vós. E possuireis o tesouro que desejais. Sede como um homem de experiência, que conhece o tempo da colheita, e, de foice na mão, ceifará o trigo. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
22. Jesus viu crianças de peito a mamarem. E ele disse a seus discípulos: Essas crianças de peito se parecem com aqueles que entram no Reino. Perguntaram-lhe eles: Se formos pequenos, entraremos no Reino?
Respondeu-lhes Jesus: Se reduzirdes dois a um, se fizerdes o interior como o exterior, e o exterior como o interior, se fizerdes o de cima como o de baixo, se fizerdes um o masculino e o feminino, de maneira que o masculino não seja mais masculino e o feminino não seja mais feminino - então entrareis no Reino.
23. Disse Jesus: Eu vos escolherei, um entre mil, e dois entre dez mil. E eles aparecerão como um só.
24. Seus discípulos pediram: Mostra-nos o lugar onde tu estás, pois precisamos procurá-lo. Respondeu-lhes ele: Quem tem ouvidos, ouça! Há luz dentro dum ser luminoso, e ele ilumina o mundo inteiro. Se não o iluminar, ele é escuridão.
25. Disse Jesus: Ama a teu irmão como a tua própria alma e cuida dele como da pupila dos teus olhos.
26. Jesus disse: Tu vês o cisco no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu próprio olho. Se tirares a trave do teu próprio olho, verás claramente como tirar o cisco do olho do teu irmão.
27. Se não jejuardes em face do mundo, não achareis o Reino; se não guardardes o sábado como sábado, não vereis o Pai.
28. Jesus disse: Eu estava no meio do mundo e me revelei a ele corporalmente. Encontrei todos embriagados, e não encontrei nenhum deles sedento. E minha alma sofria dores pelos filhos dos homens, porque eles são cegos no seu coração e nada enxergam. Assim como entraram no mundo vazios, querem sair do mundo vazios. Agora estão bêbados, e só se converterão se abandonarem o seu vinho.
29. Jesus disse: Se a carne foi feita por causa do espírito, é isto maravilhoso. Mas, se o espírito foi feito por causa do corpo, é isto a maravilha das maravilhas. Eu, porém, estou maravilhado diante do seguinte: Como é que tamanha riqueza foi habitar em tanta pobreza?
30. Jesus disse: Onde há três deuses, eles são deuses. Onde há dois ou um, eu estou com ele.
31. Nenhum profeta é aceito em sua cidade, nem pode um médico curar os que o conhecem.
32. Jesus disse: Uma cidade situada num monte e fortificada, não pode cair, nem pode permanecer oculta.
33. O que ouvirdes com um ouvido, anunciai-o com o outro do alto dos telhados; porque ninguém acende uma lâmpada e a põe debaixo do velador, nem em lugar oculto, mas sim no candelabro, para que todos os que entram e saem vejam a luz.
34. Jesus disse: Quando um cego guia outro cego, ambos cairão na cova.
35. Jesus disse: Ninguém pode penetrar na casa do forte e prendê-lo, se antes não lhe ligar as mãos; só depois pode saquear-lhe a casa. (Nos outros evangelhos, esse texto é relacionado com o episódio em que Jesus expulsara um demônio, e seus inimigos o acusaram de ser aliado de satanás. Então Jesus faz um paralelo entre “o forte”, que é satanás, e “o mais forte”, que é o Cristo)
36. Jesus disse: Não andeis preocupados, da manhã até a noite, e da noite até a manhã, sobre o que haveis de vestir.
37. Perguntaram os discípulos a Jesus: Em que dia nos aparecerás? Em que dia te veremos?
Respondeu Jesus: Se vos despojardes do vosso pudor; se, como crianças, tirardes os vossos vestidos e os colocardes sob os vossos pés, percebereis o filho do Vivo – e não conhecereis temor.
38. Jesus disse: Muitas vezes desejastes ouvir estas palavras que vos digo, e não achastes ninguém que vo-las pudesse dizer. Virão dias em que me procurareis e não me achareis.
39. Disse Jesus: Os fariseus e os escribas tiraram a chave do conhecimento e a ocultaram. Nem eles entraram nem permitiram entrar os que queriam entrar. Vós, porém, sede inteligente como as serpentes e simples como as pombas.
40. Jesus disse: Uma videira foi plantada fora daquilo que é do Pai; e, como não tem vitalidade, será extirpada pela raiz e perecerá.
41. Jesus disse: Aquele que tem algo na mão, esse receberá; e aquele que não tem, esse até perderá o pouco que tem.
42. Disse Jesus a seus discípulos: Sede transeuntes!
43. Disseram-lhe seus discípulos: Quem és tu que nos dizes tais coisas? Respondeu-lhes ele: Pelas coisas que vos digo não conheceis quem eu sou? Vós sois como os judeus, que amam a árvore e detestam o seu fruto; ou amam o fruto e detestam a árvore.
44. Disse Jesus: Quem blasfemar contra o Pai receberá a graça; quem blasfemar contra o Filho receberá a graça; mas quem blasfemar contra o Espírito Santo esse não receberá a graça, nem na terra nem no céu.
45. Disse Jesus: Não se colhem uvas de espinheiros, nem figos de abrolhos, que não produzem frutos. O homem bom tira coisas boas do seu tesouro; o homem mau tira coisas más do tesouro mau do seu coração, fala coisas más da abundância do seu coração.
46. Disse Jesus: Desde Adão até João Batista, não há ninguém maior entre os nascidos de mulher do que João Batista, porque seus olhos não foram violados. Mas eu disse: Aquele que entre vós se tornar pequeno conhecerá o Reino e será maior do que João.
47. Disse Jesus: O homem não pode montar em dois cavalos, nem pode retesar dois arcos. O servo não pode servir a dois senhores, pois ele honra um e ofende o outro. Nenhum homem que bebeu vinho velho deseja beber vinho novo. Não se coloca vinho novo em odres velhos, com medo que se rompam; vinho novo se coloca em odres novos, para que não se perca. Não se cose um remendo velho em roupa nova, para não causar rasgão.
48. Disse Jesus: Se dois viverem em paz e harmonia na mesma casa, dirão a um monte "sai daqui! " – e ele sairá.
49. Disse Jesus: Felizes sois vós, os solitários e os eleitos, porque achareis o Reino. Sendo que vós saístes dele, a ele voltareis.
50. Disse Jesus: Se os homens vos perguntarem donde viestes, respondei-lhes: Nós viemos da luz, lá onde ela nasce de si mesma, surge e se manifesta em sua imagem. E se vos perguntarem: Quem sois vós? Respondei-lhes: Nós somos os filhos eleitos do Pai vivo. Se os homens vos perguntarem: Qual o sinal do Pai em vós? Respondei: É movimento e repouso ao mesmo tempo.
51. Seus discípulos perguntaram: Quando virá o repouso dos mortos e em que dia virá o mundo novo? Respondeu-lhes ele: Aquilo que vós aguardais já veio – mas vós não o conheceis.
52. Disseram-lhe os discípulos: Vinte e quatro profetas falaram em Israel, e todos falaram de ti. Respondeu-lhes ele: Rejeitastes aquele que está vivo diante de vós, e falais dos mortos.
53. Perguntaram-lhe os discípulos: A circuncisão é útil ou não? Respondeu-lhes ele: Se ela fosse útil, o homem já nasceria circuncidado. A verdadeira circuncisão é espiritual, e esta é útil a todos.
54. Disse Jesus: Felizes os pobres, porque vosso é o Reino dos céus.
55. Disse Jesus: Quem não odiar seu pai e sua mãe não pode ser meu discípulo. Quem não odiar seus irmãos e suas irmãs não é digno de mim.
56. Disse Jesus: Quem conhece o mundo, achou um cadáver; e quem achou um cadáver, dele não é digno o mundo.
57. Jesus disse: O Reino do Pai é semelhante a um homem que semeou boa semente em seu campo. De noite, porém, veio seu inimigo e semeou erva má no meio da semente boa. O senhor do campo não permitiu que se arrancasse a erva má, para evitar que, arrancando esta, também fosse arrancada a erva boa. No dia da colheita se manifestará a erva má. Então será ela arrancada e queimada.
58. Feliz do homem que foi submetido à prova – porque ele achou a vida.
59. Disse Jesus: Olhai para o Vivo, enquanto viveis, pra que não morrais e desejeis ver aquele que já não podeis ver.
60. Ao entrarem na Judéia, eles viram um samaritano que carregava uma ovelha.
Jesus disse a seus discípulos: Por que a carrega?
Responderam eles: Para matá-la e comê-la.
Disse-lhes Jesus: Enquanto a ovelha está viva, ele não a poderá comer; só depois de morta e cadáver.
Replicaram eles: De outro modo não a pode comer.
Respondeu-lhes Jesus: Procurai para vós um lugar de repouso, para que não vos torneis cadáveres e sejais devorados.
61. Jesus disse: Haverá dois na mesma cama: um morrerá, o outro viverá.
Salomé disse: Quem és tu, ó homem? Como que saído de um só? Tu que usavas a minha cama e comias à minha mesa?
Responde Jesus: Eu vim daquele que é todo um em si; isto me foi dado por meu Pai.
Disse Salomé: Eu sou discípula tua.
Vem a propósito o dito: Quando o discípulo é vácuo, será repleto de luz; mas quando é dividido, ele será repleto de treva.
62. Eu revelo meus mistérios àqueles que são idôneos para ouvi-los. O que tua mão direta faz não o saiba a tua mão esquerda.
63. Disse Jesus: Um homem rico tinha muitos bens. E disse: Vou aproveitar os meus bens; vou semear, colher, plantar e encher meus armazéns, para que não me venha a faltar nada. Foi isto que ele pensou em seu coração. E nesta noite ele morreu.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
64. Disse Jesus: Um homem fez um banquete e, depois de tudo preparado, enviou seu servo para chamar os convidados. O servo foi ao primeiro e disse-lhe: Meu senhor te convida para o banquete. O homem respondeu: Uns negociantes me devem dinheiro; eles vêm à minha casa esta noite, e eu tenho de falar com eles; peço-te que me dispenses de comparecer ao jantar.
O servo foi até outro e disse: Meu senhor te convidou.
Este respondeu: Comprei uma casa, e marcaram um dia para mim; não tenho tempo para vir. O servo foi a outro e disse-lhe: Meu senhor te convida. Este respondeu: Um amigo meu vai casar-se, e eu fui convidado para preparar a refeição; não posso atender; favor dispensar-me.
O servo foi a outro ainda e disse-lhe: Meu senhor te convida. Este respondeu: Acabo de comprar uma fazenda e estou saindo para buscar o rendimento. Não poderei ir, por isso me desculpo.
O servo retornou e comunicou ao seu senhor: Os convidados ao banquete pedem que os dispenses de comparecerem.
Disse o senhor a seu servo: Vai pelos caminhos e traze os que encontrares, para que venham ao meu banquete; mas os compradores e negociantes não entrarão nos lugares de meu Pai.
65. Disse ele: Um homem tinha uma vinha. Arrendou-a a uns colonos para a cultivarem, a fim de receber deles o fruto. Enviou seu servo para receber o fruto da vinha. Os colonos prenderam o servo e o espancaram, deixando-o à beira da morte.
O servo voltou e contou a seu senhor o ocorrido. O senhor disse: Talvez não o tenham reconhecido. E enviou-lhes outro servo. Mas os colonos espancaram também este. Então o senhor mandou seu filho, dizendo: Talvez tenham respeito a meu filho.
Mas, como os camponeses soubessem que esse era o herdeiro da vinha, prenderam-no e o mataram.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!
66. Disse Jesus: Mostrai-me a pedra que os construtores rejeitaram. Ela é a pedra angular.
67. Disse Jesus: Quem conhece o universo, mas não se possui a si mesmo, esse não possui nada.
68. Disse Jesus: Felizes sois vós, se vos rejeitarem e odiarem. E lá onde vos tiraram e odiaram não será encontrado lugar algum.
69. Disse Jesus: Felizes no seu coração são os perseguidos, os que na verdade conhecem o Pai. Felizes são os famintos, porque o corpo dos que sabem querer será saciado.
70. Jesus disse: Se fizerdes nascer em vós aquele que possuis, ele vos salvará; mas, se não possuirdes em vós a este, então sereis mortos por aquele que não possuis. (falando do corpo e da alma)
71. Disse Jesus: Destruirei esta casa, e ninguém a poderá reconstruir.
72 . Alguém diz a Jesus: Dize a meus irmãos que repartam comigo os bens de meu pai.
Respondeu Jesus: Homem, quem me constituiu partidor?
E dirigindo-se a seus discípulos, disse-lhes: Será que eu sou um partidor?
73. Disse Jesus: Grande é a safra, e poucos são os operários. Pedi, pois ao Senhor para que mande operários à sua seara.
74. Disse ele: Senhor, muitos rodeiam a fonte, mas ninguém entra na fonte.
75. Disse Jesus: Muitos estão diante da porta – mas somente os solitários é que entram na câmara nupcial.
76. Disse Jesus: O Reino é semelhante a um negociante que possuía um armazém. Achou uma pérola, e, sábio como era, vendeu todo o armazém e comprou essa pérola única. Procurai também vós o tesouro imperecível, que se encontra lá onde as traças não se aproximam para comê-lo nem os vermes o destroem.
77. Disse Jesus: Eu sou a luz, que está acima de todos. Eu sou o “Todo”. O Todo saiu de mim, e o Todo voltou a mim. Rachai a madeira – lá estou eu. Erguei a pedra – lá me achareis.
78. Disse Jesus: Por que saístes ao campo? Para verdes um caniço agitado pelo vento? Ou um homem vestido de roupas macias? Os reis e os grandes vestem roupas macias – e eles não poderão conhecer a verdade.
79. Uma mulher da multidão disse-lhe: Feliz o ventre que te gestou e os seios que te amamentaram.
Respondeu ele: Felizes os que ouviram o Verbo do Pai e viveram a Verdade. Porque dias virão em que direis: Feliz o ventre que não concebeu, e felizes os seios que não amamentaram.
80. Disse Jesus: Quem conheceu o mundo encontrou o corpo. Mas quem encontrou o corpo, desse tal não é digno o mundo. (o mundo material é um corpo morto, não digno do homem espiritual)
81. Quem ficou rico, saiba dominar-se; quem ficou poderoso, saiba renunciar.
82. Quem está perto de mim está perto da chama; quem está longe de mim está longe do Reino.
83. Disse Jesus: As imagens se manifestam ao homem, e a luz que está oculta nelas – na imagem da luz do Pai – se revelará, mas sua imagem permanecerá velada por sua luz.
84. Disse Jesus: Quando virdes a vossa semelhança, alegrai-vos. Mas, quando virdes o vosso modelo, que desde o princípio estava em vós e nunca morrerá, nem jamais se revela plenamente – será que suportareis isto?
85. Disse Jesus: Adão nasceu de um grande poder e de uma grande riqueza. Mas não era digno deles. Se deles fosse digno, não teria morrido.
86. Disse Jesus: As raposas têm as suas tocas; as aves têm os seus ninhos - mas o Filho do Homem não tem onde repousar a sua cabeça.
87. Miserável o corpo que depende de outro corpo, e miserável a alma que depende desses dois.
88. Os arautos e os profetas irão ter convosco e vos darão o que é vosso. Dai-lhes também vós o que é deles.
89. Disse Jesus: Por que lavais o exterior do recipiente? Não sabeis que o mesmo que criou o interior criou também o exterior?
90. Jesus disse: Vinde a mim, porque o meu jugo é suave e o meu domínio é agradável – e encontrareis repouso para vós mesmos.
91. Disseram-lhe eles: Diz-nos quem és tu, para que tenhamos fé em ti.
Respondeu-lhes ele: Vós examinais o aspeto do céu e da terra, mas não conheceis aquele que está diante de vós. Não sabeis dar valor ao tempo presente.
92. Disse Jesus: Procurai, e achareis. O que me perguntastes nesses dias, eu não vos disse; agora vos digo – e não me perguntais.
93. Não deis as coisas puras aos cães, para que não as arrastem ao lodo. Nem lanceis as pérolas aos porcos, para que não as conspurquem.
94. Quem procura achará; a quem bate abrir-se-lhe-á.
95. Quando tendes dinheiro, não o empresteis a juros, mas dai-o a quem não vos possa restituir.
96. O Reino do Pai é semelhante a uma mulher que tomou um pouco de fermento, misturou-o com a massa, e fez com ela grandes pães. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!
97. Disse Jesus: O Reino é semelhante a uma mulher que levava por um longo caminho uma vasilha cheia de farinha. Pelo caminho, uma alça da vasilha quebrou e a farinha se espalhou atrás dela sem que ela o percebesse; e por isto não se afligiu. Chegada em casa, ela colocou a vasilha no chão – e achou-a vazia.
98. Disse Jesus: O Reino do Pai é semelhante a um homem que quis matar um poderoso. Em sua própria casa ele desembainhou a espada e enfiou-a na parede para saber se sua mão era forte o suficiente para realizar a tarefa. Depois foi matar o poderoso.
99. Seus discípulos lhe disseram: Teus irmãos e tua mãe estão aguardando lá fora.
Respondeu-lhes ele: Os que, nesses lugares, fazem a vontade de meu Pai são os meus irmãos e minha mãe, e são eles que entrarão no Reino de meu Pai.
100. Mostraram a Jesus uma moeda de ouro e disseram: Os agentes de César exigem de nós o pagamento do imposto.
Respondeu ele: Dai a César o que é de César, e dai a Deus o que é de Deus - e dai a mim o que é meu.
101. Quem não abandona seu pai e sua mãe, como eu, não pode ser meu discípulo. E quem não amar a seu Pai e sua Mãe, como eu, esse não pode ser meu discípulo; porque minha mãe me gerou, mas minha Mãe verdadeira me deu a vida.
102. Disse Jesus: Ai dos fariseus! Eles se parecem com um cão deitado no cocho dos bois; não come nem deixa os bois comerem.
103. Disse Jesus: Feliz do homem que sabe por onde penetram os ladrões! Assim pode erguer-se, reunir forças e estar alerta e pronto antes que eles venham.
104. Disseram-lhe: Vinde, vamos hoje orar e jejuar. Respondeu Jesus: Que falta cometi eu, em que ponto sucumbi? Mas, quando o esposo sair da sua câmara nupcial, então oraremos e jejuaremos.
105. Disse Jesus: Quem conhece o seu pai e sua mãe, porventura será chamado filho de prostituta? (sobre a natureza Divina da alma)
106. Disse Jesus: Se de dois fizerdes um, então vos fareis Filhos do Homem. E então, se disserdes a este monte "retira-te daqui" – ele se retirará.
107. Disse Jesus: O Reino é semelhante a um pastor que tinha cem ovelhas. Uma delas se extraviou, e era a maior de todas. Ele deixou as noventa e nove e foi em busca daquela única até achá-la. E, depois de achá-la, lhe disse: eu te amo mais do que as noventa e nove.
108. Disse Jesus: Quem beber da minha boca se tornará como eu. E eu serei o que ele é. E as coisas ocultas lhe serão reveladas.
109. Disse Jesus: O Reino se parece com um homem que possuía um campo no qual estava oculto um tesouro de que ele nada sabia. Ao morrer, deixou o campo a seu filho, que também não sabia de nada; tomou posse e vendeu o campo – mas o comprador descobriu o tesouro ao arar o campo.
110. Disse Jesus: Quem encontrou o mundo e se enriqueceu, que renuncie ao mundo.
111. Disse Jesus: O céu e a terra se desenrolarão diante de vós, e quem vive do Vivente não verá a morte. Quem se acha a si mesmo, dele não é digno o mundo.
112. Disse Jesus: Deplorável a carne que depende da alma! Deplorável a alma que depende da carne!
113. Os discípulos perguntaram-lhe: Em que dia vem o Reino?
Jesus respondeu: Não vem pelo fato de alguém esperar por ele; nem se pode dizer ei-lo aqui! Ei-lo acolá! O Reino está presente no mundo inteiro, mas os homens não o enxergam.
114. Simão Pedro disse: Seja Maria afastada de nós, porque as mulheres não são dignas da vida.
Respondeu Jesus: Eis que eu a atrairei, para que ela se torne homem, de modo que também ela venha a ser um espírito vivente, semelhante a vós homens. Porque toda a mulher que se fizer homem entrará no Reino dos céus.

 


E ESTES SÃO O QUE DESTROEM O HOMEM: