domingo, 26 de fevereiro de 2012

E... assim estamos passados 140 anos...



João Black (Feijó, 28 de Setembro de 1872; Lisboa, 18 de Dezembro de 1955) foi um dos fadistas mais comprometidos ideologicamente com valores do anarquismo, socialismo e republicanismo.

João Salustiano Monteiro tornou-se João Black por homenagem ao seu protector, o inglês Alexander Black, patrão do pai radicado em Almada que lhe pa-gou os estudos. Black foi o que se poderia chamar de fadista de intervenção: as suas letras versavam sempre propósitos ideológicos da República. Andar nos jornais deu-lhe essa consciência.

Ciência humanitária
Um símbolo de altruísmo
Tem como fim condenar
Deus, pátria e militarismo


O mundo há-de assitir
Aos pobres livres do jugo
Espezinhar é o futuro
Da burguesia a surgir


E depois quando existir,
O ideal...
Esplendor e bem-estar
Incitar o patriotismo


A miséria, o anarquismo tem por base condenar
Mas o povo subjugado
Esfacela-se sob a tortura
Quando o seu mal tinha cura


O ideal desejado
Viver na prisão
Nas garras dos inimigos
Ai ela bem cai no abismo


A fanática humanidade
Pois fia-se nesta trindade
Deus, pátria e militarismo
E… Agora mais difícil com ESTA DESHUMANIDADE ;'(

Retirado ( em parte ) de: TODOS TEMOS O NOSSO FADO

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