segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

DESeducação...

Às vezes penso que exijo demais de mim. Mas é a minha maneira de ser, além disso, preocupo-me muito com a Educação e gerações vindouras resolvi elencar uns “Quando” para que a Educação ainda seja possível.

- Quando acordamos logo de manhã com vontade de trabalhar, por ser útil aos alunos e não quando nos levantamos mal humorados e dizemos: ”Meu Deus vou ter que aturar estes indivíduos mais uma vez…”.
- Quando no início do ano concordamos em participar nos projetos feitos pela Escola, e não quando os esquecemos e trabalhamos com as rotinas de sempre, esquecendo o compromisso com a mesma, fazendo simples folclores para parecer que…
- Quando participamos em cursos e discutimos as nossas angústias e troca de experiências, e não quando vamos só para receber “receitas prontas” ( Manuais e Outros Materiais ) para trabalhar na sala de aula e não termos de trabalhar, nem criar…
- Quando avaliamos os nossos alunos pelas metas alcançadas e o acompanhamento diário, e não somamos as médias das fichas e trabalhos e atribuímos uma nota em função disso mesmo ou das estatísticas que os “senhores” do Ministério exigem…
- Quando procuramos estar actualizados procurando vários recursos e criando em função dos alunos que temos pela frente, e não quando pensamos que já sabemos tudo e continuamos a debitar o que dizem/trazem os manuais…
- Quando elaboramos os nossos próprios projetos e, não quando nos fazem engolir projetos que já passaram à história e para pouco ou NADA servem…
- Quando as TVs nos dão a atenção merecida, e não quando fazemos protestos para a melhoria na Educação ou aqui e ali falam do descalabre da deseducação de pais/alunos…
- Quando os pais nos dão suporte para as atividades em casa e questionam seus filhos sobre as aulas, e não quando acham que o professor nada faz e o menino/a é um/a santo/a...
- Quando os governantes cumprem suas promessas e dão prioridade à Educação, e não ficam só pelas promessas; normalmente em anos de eleições… ou antes de estarem lá.
- Quando a sociedade como um todo considerar a Educação como ponto fundamental para o crescimento do País e, não quando nos criticam e nada sabem do que realmente se passa...

Penso muitas vezes que ando com os pés nas nuvens e de cabeça para baixo, mesmo assim continuo a sonhar com uma Escola para todos os que REALMENTE estão interessados e não porque temos de estar, estatisticamente, ao nível de outros Países. Sonho com alunos comprometidos e claro com os professores também. Não, não me julgo perfeito, longe disso, até porque acho hipócritas aqueles que julgam ser… ( estamos SEMPRE a aprender )
A nossa mente necessita de sabedoria, assim como os nossos VERDADEIROS alunos necessitam do saber científico para desenvolver as suas actividades/anseios… e não de “uma coisa” que está ali e que em nada os motiva...
A Escola devia ser uma fonte onde o aluno sentisse necessidade de beber e não um local onde os pais os depositam para irem trabalhar ou para receberem os subsídios daí inerentes…

Muitooooooooooooooooooooo fica por dizer… mas vocês sabem…

Nos últimos anos, travou-se uma luta muito dura entre os professores do ensino público português e o governo. Dois focos principais dessa luta: foram o Estatuto da Carreira Docente e o Método de Avaliação dos Professores. Para estes, tratou-se de uma estratégia governamental de destruição do serviço público de educação. Houve importantes manifestações locais, regionais e nacionais - esta atingindo 140.000 manifestantes, mais de dois terços do total de professores.

É sempre instrutivo quando a boca dos ex-governantes lhes fugiu para a verdade, isto é, quando lhes aconteceu dizerem em público o que realmente pensavam…

“Admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública.” Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação, em Junho de 2006.

“Vocês [deputados do PS] estão a dar ouvidos a esses professorzecos.” Valter Lemos, secretário de Estado do ME, na Assembleia da República, em 24 de Janeiro de 2008.

“Caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre se poderiam recrutar novos no Brasil.” Jorge Pedreira, secretário de Estado do ME, em Novembro de 2008.

“Quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de leite!” idem, no Auditório da Estalagem do Sado, em 16 de Novembro de 2008.

”[Os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!” Margarida Moreira, directora-geral da Educação no Norte, em Viana do Castelo, em 28 de Novembro de 2008.

E… QUANDO 140.000 professores se juntaram em Lisboa, contra o que se está a passar no ensino e os seus representantes sindicais ASSINAM um “Memorando de Entendimento” passados 8 dias, a situação REALMENTE ainda se tornou mais difícil.

Os professores ficaram à mercê de TUDO e MAIS alguma coisa… [ Agora luta-se entre os pares para ver quem VAI SER O EXCELENTE mas… entre nós : ‘ ( ]

Foi assim que nos deixaram e assim é a política…

ESTES SÓ CONTINUAM...


Agora... o que vale a pena SÃO OS VERDADEIROS ALUNOS / PROFESSORES !!!



Já agora vejam e ouçam como tem de se vir a fazer num futuro próximo :


1 comentário:

  1. Apreciei ler a tua opinião sobre o que deve ser a Educação (texto inicial), subscrevendo-a. Contudo, há alguns pontos que referes. em seguida, que não posso subscrever pois tem mais a ver com políticas de ensino, merecendo-me estas outro tipo de discussão que não passam por um simples comentário meu...
    Bjo :)

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