quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Direito de compreender



Devemos exigir ser informados com clareza, para compreender.
Devemos escrever de forma a sermos compreendidos pelos menos letrados, Devemos evitar linguagem hermética e demasiado elevada, como se estivéssemos a escrever para a avó, pouco erudita.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

LIBERDADE DE EXPRESSÃO...

COMUNICADO SOBRE OS ACONTECIMENTOS DO DIA DA GREVE GERAL DE 24 DE NOVEMBRO DE 2011


Considerando a manifestação de 24 de Novembro em Lisboa, dia de greve geral, os momentos de brutalidade policial que aí ocorreram, a difusão mediática destes acontecimentos e a natureza das acusações formuladas contra os manifestantes, sentimo-nos obrigados a reclamar o "direito de resposta" para impedir a calúnia gratuita e a perseguição política.

Acreditamos, por aquilo que vemos, ouvimos e lemos todos os dias, que a televisão e os jornais são poderosos meios de intoxicação, de controlo social e de propagação da ideologia e do imaginário capitalista. A maioria das vezes recusamo-nos a participar no jogo mediático. Desta vez a natureza e gravidade das acusações impele alguns de nós a escrever este comunicado. A leitura que fazemos da realidade e daquilo que é dito sobre os acontecimentos do dia da greve geral tornam evidente que:

I. Está em curso acelerado a mais violenta banalização de um estado policial com recurso a agentes infiltrados, detenções arbitrárias, espancamentos, perseguições, bem como a justificação política de detenções e a construção de processos judiciais delirantes sustentados em mentiras.

II. Sobe de escala a montagem jornalístico-policial que visa incriminar, perseguir e reprimir violentamente - veremos mesmo se não aprisionar - pessoas que partilham um determinado ideário político, pelo simples facto de partilharem esse ideário. A colaboração entre jornalistas e polícias na construção de um contexto criminalizante tem o seu expoente máximo nas narrativas delirantes da admirável Valentina Marcelino do Diário de Notícias e das suas fontes, como José Manuel Anes do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo.

III. A participação na construção deste discurso por parte de inúmeras instâncias de poder, desde sindicatos e partidos até ao mais irrelevante comentador de serviço, cria o clima ideal para que o anátema lançado sobre os "anarquistas" ou os "extremistas de esquerda" ajude a legitimar a montagem de processos judiciais, a invasão de casas, as detenções sumárias. Ao contrário do que a maioria pensa, são realidades com as quais convivemos há já algum tempo.

Por isso mesmo, vimos deste modo dar a nossa versão do que aconteceu no dia 24 de Novembro. Sendo que acreditamos que estamos especialmente bem colocados para falar do que aconteceu porque criámos um "Grupo de Apoio Legal", que acompanhou a manifestação e está a procurar defender judicial e publicamente os detidos nesse dia por forças da ordem pública.

Fazemo-lo não por se tratar de companheiros "anarquistas". Aliás, não só nenhum deles se conhecia entre si antes de ser detido, como nenhum de nós conhecia previamente nenhum dos detidos - a própria polícia será testemunha de que nem sabíamos os seus nomes.

Fazemo-lo porque - ao contrário dos sindicatos - consideramos que é nossa responsabilidade, enquanto indivíduos lúcidos, activos e organizados, apoiar e mostrar solidariedade com todas as pessoas que se juntam a uma greve que nós também convocámos. Sobretudo para com aqueles que foram vítimas de repressão e perseguição na sequência desse dia.

Temos por isso acesso aos processos e estamos neste momento a reunir provas e testemunhos que possam repor a "verdade legal" que, sabemos já, chegará tarde de mais para ser atendida pelos ritmos e critérios jornalísticos. Sobre o que aconteceu no dia 24 Novembro em São Bento temos testemunhos, vídeos e fotos que documentam o seguinte:

Não sabemos exactamente o que aconteceu nos segundos de agitação em que as grades de contenção foram derrubadas. Infelizmente não estávamos no local e não pudemos participar. Sabemos apenas que, na sequência dessa confusão, um grupo de três polícias infiltrados apontou um alvo, num canto oposto a onde se deu o derrube (na rampa junto à Calçada da Estrela). Esse alvo era um rapaz de 17 anos, estudante no Liceu Camões. Poucos minutos depois, já fora da manifestação e em plena Calçada da Estrela, os três homens não identificados abordaram o rapaz e enfiaram-no num carro sem anúncio prévio de detenção. Várias pessoas, entre elas alguns colegas e professores, manifestaram-se contra essa detenção, aparentemente injustificada. Mais tarde, outro homem com cerca de 30 anos é detido de forma idêntica.

Pode-se ainda observar claramente em vários vídeos que as três detenções que tiveram lugar no local onde as barreiras policiais foram derrubadas foram levadas a cabo por agentes não identificados que entraram no corpo da manifestação para deter, arrastar e algemar sem qualquer aviso os manifestantes. Segundo as leis que os próprios dizem defender, qualquer detenção com estas características tem um nome: sequestro.

Já no fundo da Calçada da Estrela, três jovens dirigiam-se ao Minipreço da Rua de S. Bento quando um grupo de quatro homens que não se identificaram como agentes policiais, agarrou um deles e o encostou à parede. Enquanto um dos agentes à paisana afastava os outros dois, um rapaz com 21 anos de origem alemã era agredido brutalmente, como foi testemunhado por várias pessoas e registado em vídeo. Tudo indica que o agente que a polícia diz ter sido ferido se magoou na sequência desta detenção ilegal no momento em que o rapaz alemão procurava resistir a uma agressão sem sequer perceber ainda o que lhe estava a acontecer. A polícia veio mais tarde justificar a sua acção pelo facto de o rapaz ser perigoso e procurado pela Interpol.

Parece-nos da ordem do fantástico que todos os jornalistas e comentadores que se pronunciaram sobre o sucedido pareçam acreditar que um juiz de instrução possa libertar imediatamente alguém procurado pela INTERPOL.

O que para nós fica claro, após os acontecimentos descritos, é que se preparam novos métodos de contenção social e se assiste a uma escalada na repressão de qualquer gesto de contestação.

Neste contexto, o anúncio de que o ataque às montras de repartições de finanças foi obra de "anarquistas extremistas" é o corolário de uma operação que visa marginalizar e criminalizar toda a dissidência e toda a oposição activa ao regime que se procura impor. Não é apresentada nenhuma prova, nenhum indício que sustente sequer uma suspeita, quanto mais uma acusação.

Tornou-se uma evidência nestes anos de crise que os Estados e os seus gabinetes de finanças, têm em curso um roubo organizado das populações, através de impostos que servem em grande medida para cobrir os grandes roubos nas altas esferas do poder e da economia. Neste sentido, a criminalização dos anarquistas, e a sua identificação como o inimigo interno, serve sobretudo para isolar esses acontecimentos do crescente sentimento de revolta e da tomada de consciência social que atravessa a sociedade no seu todo.

Dito isto, é preciso salientar que um "anarquista" é, antes de tudo, um defensor da liberdade individual, da autonomia e da organização horizontal e igualitária; Que, não existindo nenhum partido ou organização central que emita uma posição correspondente àquilo que "todos os anarquistas" pensam, este comunicado é apenas uma visão parcial de alguns indivíduos que partilham um património filosófico e social que são as ideias anarquistas. Uma versão naturalmente sujeita a críticas e discussão por parte dos nossos amigos e companheiros.

Por fim, gostávamos apenas de recordar a todas as pessoas que lutam para manter a sua lucidez, que o regime implantado no dia 28 de Maio de 1926 começou precisamente por se justificar com a necessidade de combater a anarquia e de reprimir os anarquistas, que nessa altura se organizavam em torno da Confederação Geral do Trabalho. Hoje é fácil perceber a natureza desse regime, nessa altura não o era.

Ontem como hoje, cada um de nós tem que decidir individualmente se toma posição activa contra o que está a acontecer ou se, com a sua passividade, colabora com o estado de coisas.


Grupo de Apoio Legal para o 24N

Lisboa, 28 de Novembro de 2011







Centro de Média Independente de Portugal

A rede Indymedia nasceu no calor da revolta de Seattle, como uma dimensão fundamental do movimento global. Um movimento que ultrapassa as tricas separadoras dominantes da acção política tradicional (reformismo/revolução, local/global, violência/não violência) e inventa respostas práticas para lhes esquivar (desde os Fóruns Sociais, como forma organizativa que tenta superar o canibalismo político, até à 'desobediência civil protegida', como original prática de rua). Várias centenas de activistas de meios de comunicação, juntamente com hackers e malta do software livre uniram- se, nos finais de Novembro de 1999, em Seattle, para criar um Centro de Meios de Comunicação Independente e cobrir os protestos contra a OMC. O sítio web aberto recebeu quase um milhão e meio de visitas durante a contestação à cimeira e converteu- se imediatamente no início de uma rede (que hoje tem mais de 100 centros, em todos os continentes) que promove uma informação outra no coração da globalização, na sua aorta comunicativa.

domingo, 27 de novembro de 2011

ESTA DEMOCRACIA JÁ...

FOI A ENTERRAR !






UNAMO-NOS TODOS
POR UM NOVO CICLO

E deixem-se d’isto :



 
PAZ, PÃO e LIBERDADE !

Zangam-se as comadres, confirmam-se verdades...

Carta de Mira Amaral para o jornalista António Sérgio Azenha que é o autor do livro:

 "Como os Políticos Enriquecem em Portugal"

 

DESCARAMENTO...
"NÃO SOU RICO, MAS CLASSE MÉDIA"  Mira Amaral

sábado, 26 de novembro de 2011

Despesas e iluminação feérica

Notícia de 22 de Outubro dizia que Barcelos apaga as luzes, mas paga férias, e que o presidente da Câmara prometeu resistir aos cortes nos subsídios e querer pagar aos funcionários com as poupanças que faz na iluminação pública.

Agora, em 25 de Novembro surge a notícia de que a Câmara de Alenquer ameaça retirar lâmpadas dispensáveis se a EDP não o fizer. A Câmara está na disposição de retirar centenas de lâmpadas de iluminação pública que considera desnecessárias depois de andar há mais de dois anos, segundo o presidente da autarquia, Jorge Riso, a tentar que a EDP o faça.

É escandalosa a iluminação feérica dos espaços públicos, muito acima do necessário e conveniente, que resulta em pesada factura a pagar pelos impostos dos contribuintes, só para benefício da EDP.
A imagem mostra uma avenida de Cascais que, como muitas outras, abusa da quantidade e potência das lâmpadas de iluminação pública. Para cúmulo, perto do local da foto, há um espaço privado, rigorosamente vedado com rede de arame, em cujo interior, em locais junto ao limite mais distante do espaço público, estão quatro candeeiros da iluminação pública, iguais aos da praceta contígua.

Os exemplos de Barcelos e de Alenquer merecem ser seguidos pelos restantes municípios, mas infelizmente, parece haver interesses ocultos que impedem a adequada gestão do dinheiro público.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

POR ESTES “senhores” É GASTO O NOSSO DINHEIRO

Alguns exemplos:

Mário Soares o "papa de reformas" mais de 500.000 Euros por ano.

Alberto João Jardim, tem uma reforma do Estado de 4.124 Euros, obtida num serviço público onde nunca trabalhou (Secretaria Regional de Turismo), recebe um ordenado por inteiro de 84 mil Euros. Acresce a este valor mais 40% de despesas de representação, o que dá 94.467 Euros, ganha mais do que o primeiro-ministro Espanhol.

Cavaco Silva recebe do Banco de Portugal 4.152 Euros, da Universidade Nova de Lisboa 2.328 Euros e de primeiro-ministro 2.876 Euros.

Manuel Alegre recebe uma delas no valor de 3.219,95 Euros por ter trabalhado um ano RDP num cargo que nem ele sabe qual era (1974/1975).

Santana Lopes obteve uma reforma de primeiro-ministro após seis meses de trabalho, que acumulou depois com a reforma de deputado.

Marques Mendes mal fez 50 anos de idade, tratou de logo de requerer uma pensão de 2.905 Euros.

Freitas do Amaral, ao saber que lhe faltava pouco tempo para obter a reforma vitalícia de deputado, desligou-se do CDS, mas não da Assembleia da Republica enquanto não completou o tempo necessário para a obter.

Carlos Brito, quando obteve a sua reforma, mandou "passear" o PCP, onde durante décadas militou.

Fernando Rosas, dirigente do Bloco de Esquerda, quando atingiu os 8 anos necessários para solicitar a sua reforma de deputado, mandou a Assembleia às urtigas.

Mira Amaral, antigo ministro de Cavaco Silva depois de obter uma reforma de deputado, em 21 meses obteve uma reforma da Caixa Geral de Depósitos no valor de 18.000 Euros mensais.

Campos e Cunha, ministro das finanças de Sócrates, após ter trabalhado 6 anos no Banco de Portugal, e com apenas 49 anos, obteve uma reforma de 114.784 Euros. Diogo Leite Campos, do PSD. À semelhança de outros camaradas de partido, bastarem-lhe 6 anos no Banco de Portugal para obter mais uma reforma do Estado.

Vasco Franco, figura de proa do PS, obteve uma reforma de deputado de 3.035 Euros. Recebe ainda uma outra como deficiente de guerra por ter sido ferido em Moçambique depois de 1974. Centenas de governantes e deputados de todas as cores políticas, independentemente da sua idade ou da sua competência, têm sido contemplados e nós, os nossos filhos e os nossos netos iremos suportar por muitos e bons anos estas reformas douradas.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

DO SECRETÁRIO DE ESTADO DOS ASSUNTOS FISCAIS

Despacho de mais um "senhor" que nos está a DESgovernar.

 NÃO ACREDITAM ???
Podem verificar na página 4485 do D.R. 2ª Série com o N.º 217 de 11 de Novembro de 2011

NÃO BRINQUEM MAIS COM O Zé Povinho !

E nós a ser roubados e a pagar para estes BANDALHOS :’ (

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A vingança do anarquista...

A Bélgica não tem Governo há 1 ano e meio, mas ninguém ouve falar em crise.
Porque será ?

Veja:

Ao artigo eu juntava ainda razões de que não se fala:

- Não há governo; não há "clientelas"

- Não há clientelas; não há "saque"

- Não há saque; há riqueza disponível.

E nós a deixar que estes “senhores” ponham o povo a passar fome ?!


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Que diria Salgueiro Maia se estivesse vivo ?



O capitão Salgueiro Maia ficou e FICARÁ SEMPRE para a história ao ter comandado as forças que avançaram de Santarém sobre Lisboa no dia 25 de Abril de 1974, pondo fim à ditadura do Estado Novo. O ex-Presidente da República Ramalho Eanes assume que a descolonização "não foi a melhor", considerando, porém, "pouco razoável" uma não independência de Cabo Verde, e reconhece que o 25 de Abril fracassou na resposta às aspirações dos portugueses.

Que diria Salgueiro Maia se estivesse vivo ?

Como já reconhece Ramalho Eanes, o 25 de Abril fracassou na resposta às aspirações dos portugueses e Salgueiro Maia não se calaria perante todos estes oportunistas e vigaristas que têm vindo a DESgovernar e DESTRUIR o País em proveito próprio ! E, talvez lhe chamasse como eu chamo:

BANDALHOS !



VÊ:

Abril 74; algumas pessoas de bem:


 
NÃO A ESTE PODER ECONÓMICO QUE
DESTROI O SER HUMANO e O PLANETA: L


 O PÓS 25 de ABRIL de 1974:


 
Seis famílias que na altura foram deportadas e depois novamente Bem-vindas com o apoio do Márito Soares;

HOJE (2013) controlam 28% da Bolsa Portuguesa:

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

MAIS VALE DIZER…

DO QUE FICAR EM SILÊNCIO !

O Zé Povinho PAGA porque os que têm mais não querem participar.

E… o “poder” concorda.

E VOCÊ ?


Votações na AR: 23 de Setembro de 2011

VOTAÇÃO NA GENERALIDADE

1. Projeto de Lei n.º 44/XII/1.ª (PCP) – Determina a aplicação extraordinária de uma taxa efetiva de IRC de 25% ao sector bancário, financeiro e grandes grupos económicos (Altera o Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-B/88, de 30 de Novembro);
Rejeitado Favor – PCP, BE e PEV Contra – PPD/PSD, PS e CDS-PP

2. Projeto de Lei n.º 45/XII/1.ª (PCP) – Tributação adicional sobre a aquisição e a detenção de automóveis de luxo, iates e aeronaves (13.ª alteração à Lei n.º 22-A/2007, de 29 de Junho, que aprovou o Código do Imposto sobre Veículos – ISV – e o Código do Imposto Único de Circulação – IUC);
Rejeitado Favor – PS, PCP, BE e PEV Contra – PPD/PSD e CDS-PP

3. Projeto de Lei n.º 46/XII/1.ª (PCP) – Tributa as mais-valias mobiliárias realizadas por Sociedades Gestoras de Participações Sociais (SGPS), Sociedades de Capital de Risco (SCR), Fundos de Investimento, Fundos de Capital de Risco, Fundos de Investimento Imobiliário em Recursos Florestais, Entidades não Residentes e Investidores de Capital de Risco (ICR) – (Altera o Estatuto dos Benefícios Fiscais, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 215/89, de 1 de Julho);
Rejeitado Favor – PCP, BE e PEV Contra – PPD/PSD, PS e CDS-PP

4. Projeto de Lei n.º 47/XII/1.ª (PCP) – Cria uma nova taxa aplicável às transações financeiras realizadas no mercado de valores mobiliários;
Rejeitado Favor – PCP, BE e PEV Contra – PPD/PSD, PS e CDS-PP

5. Projeto de Lei n.º 48/XII/1.ª (PCP) – Cria uma sobretaxa extraordinária em sede de IRC (Alteração ao Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-B/88, de 30 de Novembro);
Rejeitado Favor – PCP, BE e PEV Contra – PPD/PSD e CDS-PP Abstenção – PS

6. Projeto de Lei n.º 49/XII/1.ª (PCP) – Fixa em 21,5% a taxa aplicável em sede de IRS às mais-valias mobiliárias (Altera o Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-A/88, de 30 de Novembro);
Rejeitado Favor – PS, PCP, BE e PEV Contra – PPD/PSD e CDS-PP

7. Projeto de Lei n.º 50/XII/1.ª (PCP) – Cria um novo escalão para rendimentos coletáveis acima de 175000 euros e tributa de forma extraordinária dividendos e juros de capital (Altera o Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-A/88, de 30 de Novembro);
Rejeitado Favor – PCP, BE e PEV Contra – PPD/PSD, PS e CDS-PP

8. Projeto de Lei n.º 51/XII/1.ª (PCP) – Tributação adicional do património imobiliário de luxo (Alteração ao Decreto-Lei n.º 287/2003, de 12 de Novembro, que aprovou o Código do Imposto sobre Transacções Onerosas – IMT – e o Código do Imposto Municipal sobre Imóveis – IMI);
Rejeitado Favor – PCP, BE e PEV Contra – PPD/PSD e CDS-PP Abstenção – PS



O Bernardino Soares estava à dias no F. B. a desculpar-se do que foi publicado e está no blogue:


e eu perguntei porque não tinha sido revogado e a resposta foi:
 o SILÊNCIO !

DE SILÊNCIOS e TRAMOIAS QUE SE PASSAM NOS MEANDROS DA A.R. ESTOU EU(nós) FARTO(s) !!!

Como diz um amigo meu...
Precisava-mos era de 230 cobras destas:

DESgovernantes


domingo, 13 de novembro de 2011

A desGOVERNAR O PAÍS !



É ESTE TIPO DE GENTE QUE TEM ESTADO A desGOVERNAR O PAÍS !





A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.
E... para haver um rico, são necessários muitos pobres !!!
                                                                                     

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Os actuais DESgovernantes

Depois do post anterior... ( Deviamos ser TOD@S assim = > FRONTAIS !
Deixo aqui algumas "imagens" dos actuais DESgovernantes !


















________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________



__________________________________________________






Popular enfrenta Armando Vara



Mais significativo do que manifestações de rua e greves dos serviços públicos que prejudicam inocentes mas não beliscam minimamente os alvos desejados, este popular teve a coragem, a hombridade de dizer as coisas de frente, cara-a-cara, a quem julgou dizê-las. Portugal precisa de mais homens de estatura moral e de dignidade, como este.

Globalização ou Colonização Moderna???

Vão longe os séculos em que existia o feudalismo com o senhor feudal a dominar os plebeus que para ele trabalhavam na área do seu feudo. Mais tarde, depois de os portugueses, com os descobrimentos darem o primeiro passo na globalização, criando laços entre as gentes de todos os continentes, os europeus, a pretexto de levarem a sua religião e a sua civilização aos povos distantes, foram em busca de riquezas naturais e criaram as colónias, às quais impunham uma organização administrativa de estilo ocidental, contrariando sem contemplação as velhas tradições locais.

Criaram-se depois as democracias, como panaceia que traria a felicidade a todos com igualdade, liberdade (impossível de coexistir com a igualdade que, sendo imposta, coíbe a liberdade de ser diferente) e fraternidade. Cedo as guilhotinas condenaram os que teimavam em usar a liberdade de não serem iguais. Com esses contra-sensos, a democracia moderna nasceu doente.

Mas os povos foram coexistindo com mais ou menos guerras, mais ou menos violentas e, para lhes domar os impulsos, surgiram organizações diversas que, depressa, esqueceram a ideia dos objectivos e dos condicionamentos que estiveram na sua origem e nos seus propósitos. E vemos uma ONU a tergiversar e entrar em incoerências, como aqui tem sido frequentemente sublinhado, e uma União Europeia em vias de se auto-amputar por não saber dar continuidade ao objectivo que presidiu à sua criação. Mas, por outro lado, vemos o G20 que é formado pelos países mais ricos do planeta (cerca de 10% do total dos Estados independentes, soberanos) a imporem soluções para a gestão da Europa e do Mundo, colonizando os restantes 90%, que não são tidos nem havidos para as grandes decisões que a todos obrigam.

Mesmo no pequeno espaço da União Europeia, vemos o poder combinado e concertado da Alemanha e da França que vão preparando as soluções que mais lhes convêm, para toda a UE, falando-se já na provável exclusão do Euro dos países do Sul e da Irlanda. Realça-se que o bom entendimento entre a Alemanha e a França é positivo pois a falte dele já deu origem a diversas guerras das quais se salientam, por serem as mais recentes, a 1ª e a 2ª Guerras Mundiais. Mas o seu bom relacionamento não lhes deve dar o direito de colonizarem todos ao restantes membros da União.

Mas além do G20, há também o G8, outra forma de encarar o domínio de todos por uma minoria colonizadora ou feudal. Democracia muito estranha esta em que nada se faz para se aproximar da igualdade de todos os seus componentes. E é estranho que, em oposição aos grupos mais poderosos, não se formem grupos dos mais pobres, não para se baterem em duelo, tão dispares são as suas capacidades, mas para contribuírem para a análise dos problemas que a todos afligem e levar os poderosos a ter em consideração as condições dos mais pobres, a fim de não os exterminarem. Há que não esquecer que nos 90% dos seres humanos há volumosa quantidade de mão-de-obra e de consumidores, sem o que as indústrias dos 10% mais ricos não podem continuar a funcionar.

É preciso fraternidade entre todos os Estados, com respeito mútuo que se afirme em todas as decisões que afectem mais do que um Estado, o que obriga a não menosprezar os menos dotados de riquezas. Nisso, como na vida interna dos Países, o diálogo construtivo é fundamental e nada o pode substituir.

Imagem que circula por e-mails

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O PÓS 25 de ABRIL de 1974

 

Imagem do 1º comunicado do 25 de Abril de 1974

Nos futuros compêndios de História poderão resumir o pós 25 de Abril de 1974 em escassas linhas:
Após o Verão Quente de 1975 entre forças revolucionárias e forças moderadas, pela ocupação do poder, civis e militares chegaram ao outono a contar espingardas. O confronto tantas vezes anunciado pareceu por fim inevitável, quando, na madrugada de 25 de Novembro, tropas pára-quedistas ocupam diversas bases aéreas, na expectativa de receber apoio do COPCON. Mas um grupo operacional de militares, chefiado por Ramalho Eanes e Salgueiro Maia, liquidou a revolta no ovo, substituindo o PREC (Processo Revolucionário em Curso) pelo “Processo Constitucional em Curso”.

Cronologia após 25 de Abril de 1974:
Em 11 de Março de 1975, as desinteligências no seio do Movimento das Forças Armadas agudizaram-se. De um lado encontravam-se, os militares mais moderados, que posteriormente se viriam a organizar em torno do «Documento dos Nove»; do outro, os afectos à linha das democracias populares próxima dos modelos da Europa de Leste e os defensores de uma linha mais populista e radical.
Pouco tempo depois dos incidentes de 11 de Março de 1975 e antes das eleições para a Assembleia Constituinte, o Movimento das Forças Armadas negociou com os partidos um acordo constitucional. Segundo este, a futura Constituição integraria os princípios do MFA. O acordo foi aprovado e assinado a 11 de Abril de 1975, pelo PS, PPD, PCP, MDP/CDE e FSP.
Esta foi a "melhor" solução para a coligação entre militares e partidos, pois o sector mais radical do MFA considerava prematura a realização de eleições já em Abril e alegava com o obscurantismo do povo em certas zonas do país. Para que o sufrágio eleitoral fosse aceite, os militares impuseram que a Constituição consagrasse o programa do MFA e as medidas políticas entretanto tomadas, como por exemplo, as nacionalizações. Também, e segundo o acordo estabelecido, o presidente da República passaria a ser eleito por um colégio eleitoral, constituído pela Assembleia do MFA e pela futura Assembleia da República.
O segundo pacto realizado entre o MFA e os partidos (PS, PPD, CDS, PCP e MDP/CDE), e assinado em 26 de Fevereiro de 1976, constituiu um recuo em relação ao primeiro. Assinado já num clima de maior estabilidade, manteve a imposição da existência de uma fase transitória do Conselho da Revolução, que embora com poderes mais limitados, passaria a assumir as funções de órgão auxiliar do presidente da República e de órgão legislativo para as questões militares. Enquanto isso, o MFA remetia-se ao papel de salvaguarda das instituições democráticas, abandonando o de motor da revolução. Quanto à eleição do presidente da República, passava a ser efectuada por voto directo dos cidadãos eleitores.
Mas a escalada dos sectores mais radicais continuava. No 1.º de Maio de 1975, a Intersindical apresentou-se como central única dos trabalhadores, com o apoio do MFA e do PCP, tendo Mário Soares e Salgado Zenha sido impedidos de discursar. No seguimento da ocupação do jornal República pelos trabalhadores conotados com a extrema-esquerda, em 19 de Maio de 1975, o PS abandonou o IV Governo Provisório, alegando não conseguir impor a legalidade no jornal. O PPD seguiu-lhe o exemplo.
Estes abandonos provocaram a queda do IV Governo e a consequente formação do V Governo Provisório, regulado por uma base partidária muito restrita: PCP e MDP/CDE. As críticas e as manifestações públicas contra o V Governo Provisório, o PCP e a « extrema-esquerda » subiram de tom.
O Conselho de Revolução, numa reunião em 27 de Maio, decidiu calar o MRPP. Forças militares do COPCON, comandado por Otelo Saraiva de Carvalho atacam o MRPP.
A 28 de Maio, foram presos 400 militantes do MRPP, na sua maioria estudantes, em Lisboa. Entre os detidos, Arnaldo Matos e José Pires presos pelo Sargento Vara ( Tio do “senhor” Armando Vara ) em Mirandela e levados para Vinhais, onde estava instalada a 5º Divisão “ Companhia de Engenharia de Tancos” e depois transferidos para a prisão de Caxias.
O MRPP teve o 1º preso político depois do 25 de Abril de 1974 o Dr. José Luís Saldanha Sanches, marido da Dr.ª Maria José Morgado, recentemente falecido a 14 de Maio de 2010. O motivo foi o artigo com o título “Nem mais um embarque para o Ultramar” no Jornal “Luta Popular”, em que apelava à deserção em massa.
Em Julho de 1975, num comício do PS realizado na Fonte Luminosa, Mário Soares pediu o afastamento do primeiro-ministro, Vasco Gonçalves. A Assembleia do MFA aprova, a 8 de Julho de 1975, o «Documento-Guia da Aliança Povo-MFA», favorável ao poder popular e em Agosto sai um documento do COPCON na mesma linha de orientação.
A 6 de Agosto é a vez dos militares moderados se pronunciarem: nove militares do Conselho da Revolução, entre eles Melo Antunes, Vasco Lourenço e Vítor Alves com o apoio de outros militares como Ramalho Eanes e Salgueiro Maia, publicaram o que ficou conhecido como «Documento dos Nove». Nele demarcam-se tanto do modelo das chamadas democracias populares da Europa do Leste, como do modelo social-democrata.
Defendiam um projecto nacional de transição para o socialismo «inseparável das liberdades, direitos e garantias fundamentais».
A ocupação da Rádio Renascença por forças da extrema-esquerda, os ataques às sedes de partidos marxistas, no norte e centro do país, as incursões às sedes dos sindicatos, a divisão entre os militares, as inúmeras greves, as ocupações de terras, o cerco à Assembleia da República criaram um cenário de instabilidade que marcou o «Verão quente» e conduziu ao 25 de Novembro.
O mês de Novembro foi fértil em acontecimentos decisivos para o rumo do país:
A proclamação unilateral (pelo MPLA) da independência de Angola, a 11.
O cerco da Assembleia Constituinte pelos trabalhadores da construção civil, a 12.
O cerco do próprio Governo Provisório, por deficientes das Forças Armadas e, a 24, uma manifestação de agricultores que corta, em Rio Maior, os acessos a Lisboa.
A 25 de Novembro os pára-quedistas insubordinam-se em Tancos e na RTP aparece um oficial da 5.ª divisão do Estado-Maior General das Forças Armadas a ler mais um comunicado de apoio ao «poder popular». Mas a tentativa de golpe protagonizada por unidades militares afectas ao PCP é rapidamente travada pelas tropas coordenadas por Ramalho Eanes e outros militares moderados. A derrota dos militares revoltosos encerrou um ciclo da vida política portuguesa.
Desta forma o 25 de Novembro abriu, decididamente, um caminho favorável à estabilidade e à consolidação de um regime político de democracia parlamentar.
DESDE ESSA ALTURA ATÉ À DATA DE HOJE, O PAÍS TEM SIDO DESGOVERNADO PELO PSD, PS e CDS e CHEGAMOS A ESTA SITUAÇÃO MISERÁVEL BEM CARACTERIZADA NO VIDEO!


Todos com siglas diferentes e TODOS com as mesmas politicas !

O € também já acabou !!!